Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer

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As emoções são lâminas de dois gumes: quando reconhecidas e governadas, aprofundam a vida, dão sentido às escolhas e ampliam nossa humanidade... quando ignoradas ou deixadas sem freio, passam a nos conduzir, corroendo a razão, distorcendo a realidade e, pouco a pouco, nos consumindo por dentro.

É….. ser humano é esse paradoxo ambulante.
Aquilo que nos eleva também nos atravessa. O amor dá sentido, mas cobra o preço da perda; o apego aquece, mas queima; a esperança sustenta, mas também cansa. Parece que tudo o que torna a vida mais viva é, ao mesmo tempo, o que a torna mais difícil de suportar.


Talvez o problema não seja sentir demais, mas sentir sabendo que nada é permanente. Ainda assim, a gente insiste porque, no fundo, uma vida sem amor dói menos….. mas também significa menos. E entre a dor vazia e a dor cheia de sentido, quase sempre escolhemos a segunda.

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.

Sou feito de contraste: intensidade e cuidado no mesmo gesto. Trago fogo no olhar, mas também calma nas palavras. Sei ser firme sem perder a ternura.


Não prometo perfeição, prometo presença. Minha força protege, minha doçura envolve. Quem chega perto sente segurança e também arrepio.


Entre instinto e carinho, escolho ser inteiro. Porque em mim, a intensidade não exclui o cuidado... ela o torna inesquecível.

Que você não apenas conquiste tudo o que é capaz... porque isso você já faz, mas que escolha com precisão o que realmente importa, encontre alguém (ou alguns) que consigam caminhar na sua mesma profundidade e, principalmente, permita-se reconhecer suas próprias vitórias sem imediatamente fugir para a próxima batalha.

Macarronada


É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.

## Capítulo XXII


# A Conversa Depois


Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.


Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.


Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.


Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.


Não porque lhes faltassem palavras.


Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.


Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.


Estar um diante do outro.


Foi Ariadne quem sorriu primeiro.


— Você continua caminhando como quem pensa.


Ele riu.


— E você continua observando como quem escreve.


Ela abaixou os olhos.


— Nunca deixei de escrever.


— Eu sei.


— Como sabe?


— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.


Ela não respondeu.


Apenas continuou andando ao lado dele.


Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.


A vida.


Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.


Ele ouviu mais do que falou.


Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.


A realidade finalmente dispensava a imaginação.


Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.


Caminharam sem destino.


Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.


Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.


— Você imaginou este encontro?


Ele sorriu.


— Todos os dias.


Ela baixou a cabeça.


— Eu também.


— E aconteceu como imaginou?


Ela demorou a responder.


— Não.


— Melhor ou pior?


Ela voltou-se para ele.


— Melhor.


Porque a imaginação sempre exagera.


A realidade apenas existe.


Continuaram caminhando.


Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.


Havia livros por toda parte.


Partituras sobre o piano.


Uma xícara esquecida sobre a mesa.


Nada parecia preparado para receber alguém.


E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.


Ela abriu uma garrafa de vinho.


Serviu duas taças.


Sentaram-se diante da janela.


Conversaram durante horas.


Não sobre o amor.


Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.


Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.


Não havia hesitação.


Havia reconhecimento.


Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.


O beijo aconteceu sem qualquer urgência.


Não pertencia ao desejo.


Pertencia ao tempo.


Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.


Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.


Depois permaneceram deitados.


Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.


A chuva começava a bater contra a janela.


Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.


— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.


Ele voltou o rosto.


— Qual?


Ela sorriu.


— Sobre o que conversaríamos depois?


Ele fechou os olhos por um instante.


Depois respondeu quase num sussurro.


— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.


Ela esperou.


— E encontrou?


Ele olhou para o teto.


Depois para ela.


— Sim.


— Qual é?


Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.


— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.


Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.


Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.


Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.


As guerras continuavam.


Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.


Os homens continuavam perseguindo poder.


Nada havia mudado.


Exceto uma pequena vitória invisível.


Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.


E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.


Bastava viver a noite.

Ser amiga de Exu me ensina a não procurar vilões ou heróis pras minhas histórias. Exu é amigo de quem luta, de quem busca, de quem recomeça quantas vezes for preciso. Tenho sim minhas dores mas jamais terei dom pra vítima.

Existe uma frase muito sábia que diz na vida você precisa aprender a olhar em cinco direções olhe para frente para nunca perder de vista o seu destino olhe para trás para não esquecer de onde você veio olhe para baixo para nunca pisar em ninguém olhe para os lados para reconhecer quem permanece ao seu lado nos momentos mais difíceis e olha para o alto para nunca se esquecer de que Deus está vendo todas as coisas.

Branding é a marca que a marca causa na sua mente.

Nenhuma autoridade real em quaisquer assuntos consegue refutar uma autoridade digital do mesmo assunto sem utilizar uma estrutura algorítmica digital viral.

De todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi a melhor.

É estranho pensar nisso, mas algumas das lembranças mais bonitas nascem justamente das histórias que não tiveram o final que sonhávamos. A nossa foi assim.

O tempo levou a nossa presença, mas nunca conseguiu levar o significado que você teve para mim. Há amores que terminam; outros apenas deixam de caminhar lado a lado. O nosso encontrou o fim, mas nunca encontrou o esquecimento.

Você foi a prova de que uma história pode ser breve diante da eternidade e, ainda assim, ser grande o suficiente para mudar uma vida inteira. Se hoje sou diferente, é porque um dia conheci você.

Não sinto saudade apenas de quem você era. Sinto saudade de quem eu era quando o mundo ainda cabia dentro do seu abraço, quando os planos pareciam maiores que os medos e o futuro tinha o seu nome escrito em silêncio.

Se me perguntassem o que deu errado, eu responderia que a vida. Se me perguntassem o que houve de mais bonito em tudo isso, responderia, sem hesitar: você.

Porque, de todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi, sem dúvida, a melhor delas. E, mesmo tantos anos depois, ainda existe uma parte de mim que agradece ao destino por ter cruzado o meu caminho com o seu, mesmo sabendo que ele não nos deixaria caminhar juntos para sempre.

Nossa sociedade é formada por dois sistemas muito claros e distintos entre sim. Ambos precisam de uma engrenagem para funcionar. No primeiro sistema, todas as engrenagens estão funcionando perfeitamente e seu público-alvo são os grandes tubarões que se alimentam dos peixes pequenos. Aqui tudo funciona. Já no outro sistema, onde vivemos a maioria de nós, teríamos tudo para dar certo, exceto pela falta das engrenagens, o que já referi como um sistema de catracas banguelas. Não gira, portanto, os serviços essenciais não chegam para quem precisa. No final, os tubarões estão cada vez mais famintos, insaciáveis e se esbaldando, e nós, os peixes pequenos, quando não somos engolidos pelo sistema que gira normalmente, somos atingidos por uma subnutrição que consome toda a energia física, mental e social. É impossível mudar o quadro porque muitos dos peixinhos se sentem como tubarões e não querem sair de suas razas águas para buscar e experimentar os sabores das águas profundas.

- Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária.
Neguei.
− É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.

Inserida por gtrevisol

Como podemos ser covardes conosco mesmos
e nos ater a uma subserviente ignorância
onde há uma obrigatoriedade que acorrenta,
que machuca e só oprime nossa capacidade,
como se fosse os enganos uma prioridade,
que o universo divino sempre conspira afavor,
porque um "deus" irreal e alucinante inferiu,
em palavras escritas no códice de um tempo,
que devemos nos afundar e depois nos afogar,
como um sérvido e pacato pescador de ilusões,
no fosso negro de uma fé legada em absurdos,
que nos cega e nos conduz em vias dolorosas,
rumo a um surreal e sutil "paraíso eterno"!

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

Me fiz ateu, nos absurdos das doutrinas,
pois seus abusos delimitam as consciências,
onde a verdade comprovada é um pecado
e o pecado é uma indisciplina condenável.
Disciplina, não combina com escravidão
e nem tão pouco com o falso livre arbítrio,
pois a evolução é a essência da liberdade.

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

Não acredito em imagens e santos beatificados,
porque a santidade é um privilégio humano,
que só existe enquanto houver a luz da vida,
pois nenhuma ação procede de um ser morto,
onde já não há mais existência de virtudes.

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

HÁ TEMPOS PESSOAS BUSCAM ABRIGO E PROTEÇÃO ATRAVÉS DO NADA E DEPOIS SE CONFORMAM COM NADA QUE MERECEM!

Almany Sol - 28/09/1012

Inserida por almanysol

É preferível estar só em um barco á deriva com teus pensamentos e com um objetivo belo duque estar em um palácio cercado de riquezas encantáveis, pós a vida a verdadeira vida ti da apenas uma chance de descobrir que a brisa da madrugada é a única que continuara lá quando teus dias terminarem.

Inserida por UbervalBrujah

A questão não é querer ser o sabedor da verdade. A questão verdadeira é não querer saber de mentiras, só isso!

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol