Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer

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Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.

O sujeito pode passar a vida inteira dizendo que é racional demais pra essas coisas, que religião é invenção humana, que tudo se explica pela ciência. Mas basta o elevador balançar, o telefone tocar de madrugada ou o coração apertar numa rua vazia depois da meia-noite… e o homem procura alguma proteção invisível. Nem que seja dentro dele mesmo.

O Rio não permite soberba por muito tempo. A paisagem é divina, mas a vida cobra pedágio. Entre o mar e o morro, entre o cartão-postal e a sirene, o povo aprende cedo que ninguém controla tudo. E talvez seja daí que nasça essa mistura tão brasileira de fé, superstição, respeito e sobrevivência.

Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.

Quem carrega um terreiro de paz dentro de si percebe essas coisas. Aprende a selecionar companhia, palavra e energia. Não por arrogância, mas por sobrevivência emocional. Porque a alma também pega poluição.

Tem sujeito que distribui medo.
Outros distribuem abrigo.

Difícil não é odiar; difícil é continuar humano depois das pancadas.
>E como tem pancada…

Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.

Boca amaldiçoa. Boca cura. Boca destrói destino e também pode levantar alguém do chão.
Por isso você rejeita insulto, maledicência e mal agouro. Não é fragilidade. É consciência. Quem conhece o peso das palavras passa a tratar o silêncio como oração.

Pior é o homem que acha que é dono da Terra.
Pior é aquele que pisa duro demais, como se nunca fosse cair.
Firmar os pés no chão logo cedo talvez seja a oração mais bonita. Porque lembrar que nada nos pertence é uma forma rara de sabedoria. A casa fica. O carro fica. O dinheiro muda de mão. Até o corpo um dia devolvemos ao tempo. O que segue adiante é aquilo que plantamos enquanto passamos por aqui: o cuidado, a palavra, a lealdade, a mão estendida na hora certa.

Tem gente que entra na praia como quem entra numa igreja. Pisa devagar. Olha pro horizonte. Faz silêncio por dentro. Pede licença pra rainha do mar. Outros passam pela mata e sentem um arrepio antigo, como se os galhos observassem a humanidade com paciência milenar. Há quem, depois da meia-noite, diminua o tom de voz em certas esquinas, não por medo apenas, mas por respeito ao povo da rua, aos invisíveis, aos que caminham entre a fé e o mistério.

Os amigos riem porque muita gente desaprendeu a respeitar o invisível. Vivemos dias em que o deboche virou escudo intelectual. Só que há coisas que não cabem em laboratório: a intuição da mãe, o arrepio diante do tambor, a paz inesperada depois da oração, a sensação de ter escapado de algo ruim sem entender como.
O povo simples nunca precisou explicar a fé. Apenas viveu.

Esse tipo de pessoa acorda cedo, resolve suas tarefas diárias,
Segura preocupações no bolso e ainda encontra força pra perguntar ao outro se está tudo bem.
Às vezes nem está. Mas oferece cuidado mesmo assim.

Há quem ache fraqueza não devolver insulto.
Há quem confunda educação com covardia e respeito com submissão.
Só que segurar a própria explosão exige muito mais coragem do que espalhar estilhaço por aí.

Talvez seja esse o maior ato de resistência dos tempos atuais: continuar oferecendo harmonia num mundo viciado em conflito. Continuar respeitando quando tudo incentiva o desrespeito. Continuar acreditando nas pessoas depois de tantas decepções.

Foi no Rio de tantos encantos
Que nasceu sua inspiração
No compasso das madrugadas
Reinventando a canção
João ouvia calado num canto
Tom Jobim parava pra ver
E a batida que mudaria o mundo
Começava ali sem ninguém perceber

A vida moderna criou especialistas em maledicência.
Gente que se alimenta da derrota alheia, que torce pelo tropeço do vizinho,
Que transforma boato em entretenimento e ironia em personalidade.
O mal agouro hoje anda solto feito cachorro sem dono.
Tem gente que entra num ambiente e apaga a luz espiritual dele só com a própria presença.

A motivação profunda do CISFA sempre se importando vem diretamente dos ensinamentos de Jesus Cristo, que servem de guia para todas as suas ações. A passagem bíblica de Mateus 25:40, "Tudo o que fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes", é o pilar fundamental que sustenta o grupo. Para a CISFA, cada ato de bondade, por menor que seja, é um ato de adoração e serviço a Deus. Essa fé se manifesta no lema da organização: "Sempre se importando, unidos pelo cuidado, movidos pelo amor sobre a orientação do Senhor Jesus Cristo no seu mandamento, amar o próximo como a si mesmo.

A passagem bíblica de Mateus 25:40, "Tudo o que fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes", é o pilar fundamental que sustenta o grupo. Para a CISFA sempre se importando cada ato de bondade, por menor que seja, é um ato de adoração e serviço a Deus. Essa fé se manifesta no lema da organização: "Sempre se importando, unidos pelo cuidado, movidos pelo amor sobre a orientação do Senhor Jesus Cristo no seu mandamento, amar o próximo como a si mesmo.

A vida é algo que não sabemos explicar, muito menos definir. Ela é algo que sabemos que irá ter um fim e, mesmo sabendo disso, nos apegamos a ela com unhas e dentes, como se fosse a coisa mais importante da vida.

Mas, para mim, a vida não é o nosso bem mais importante, e sim as lembranças, pois elas sempre serão eternas. Elas nos acompanham eternamente. Quem nunca se arrependeu de ter feito algo? Ou lembra de um doce especial da infância, ou daquela música do dia em que conheceu ela? E nem estou falando do cheiro do primeiro abraço.

Por mais que revivamos isso, esses momentos jamais serão os mesmos, pois, para você, essas lembranças sempre irão lhe afetar eternamente.

Porque aquela decisão da qual você se arrepende faz o peito doer, trazendo a angústia do mesmo momento. Aquele doce sempre será melhor na sua infância, independente de quão bom ele realmente era. Aquela música nunca mais será a mesma coisa, pois você não está mais naquele dia e nem com aquelas pessoas. A música não perdeu o sentido, ela apenas lembra você de como se sentiu ao notar que ela marcou o início de tudo.

E o cheiro… como falar de algo que jamais terá o mesmo significado? O toque dela, ou o sorriso que ela dava ao te abraçar, ou a paz que aquele cheiro lhe trazia, por mais simples que fosse. Ou como o seu dia melhorava ao vê-la.

Então, ao meu ver, as lembranças sempre serão eternas.

Não siga a vida pensando em como gostaria de viver ou em como deveria vivê-la. Apenas viva. Siga em frente. Teremos o mesmo fim, sendo especiais ou não, pobres ou ricos, lindos ou, às vezes, feios.

Mas viva, seja você mesmo e crie lembranças especiais das quais nunca mais esqueça, pois o que vale não é ser esquecido, e sim ser lembrado. Porque, depois que eu partir, eu sei que, por mais que seja pouco, você irá lembrar de mim. E isso, para mim, é o que mais importa.