Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Talvez eu nunca consiga me ajustar a ninguém, pois cada pessoa com a qual eu tenho algum tipo de relação me coloca em uma de suas caixas classificatórias... E então você passa a vida tentando entrar nessas mesmas caixas mas quanto mais você tenta mais fora você fica... Sabe é tão difícil não decepcionar quem a gente gosta, é algo que dói mais em nós mesmos do que no outro... E desculpe me a franqueza mas não posso agradar sempre, pois tenho manias, vontades, neuras... uma hora quero afeto em outra quero estar só, uma hora tô sorrindo em outras o coração parece que vai dar um nó... bem ou mau eu sou assim, uma avalanche de emoções... Então desculpe me família por fugir de todos os padrões que vocês "julgam" serem "normais" ... Enfim eu sei que a vida tem uma infinidade de coisas pra me ensinar e eu? Estou disposta a aprender...
Eu sou aquela que não está nas fotografias, nos livros, nas músicas e muito menos nas tatuagens. Mas fui alguém que sempre esteve presente, nos momentos mais difíceis, na vida dos hipócritas.
Não há nada que eu lamente mais do que as ilusões que cercam as jovens mulheres. Os maiores admiradores de seus olhos são com frequência os mais austeros satíricos de sua conduta.
~Relato de um falso amor~
Eu to cansado
Eu to quebrado
E tudo isso por pensar
que pudesse ser amado.
Eu te dei a minha confiança, mas você a tratou com desprezo e ignorância.
Talvez ainda vala a pena
tentar de novo e acreditar na esperança.
Esperança de encontrar o lugar certo pra mim.
Um refúgio onde eu possa
encontrar o amor, e que nele você
não possa existir.
Refúgio esse que não existia mentiras e ingratidão.
Porque preciso cuidar do que você pisou, e do que um dia chamei de coração...
Num pensamento lindo,
eu inventei uma história repetida:
falei que o teu sorriso um dia,
ainda vai ser nome de avenida.
Eu não "sou de mim".
Não sou de ninguém!
Eu sou das palavras de amor,
Das gotinhas de chuva,
Dos ventos entranhados
nas folhas dos galhos,
Do brilho encantado que tem nas estrelas,
Eu sou das asinhas dos pássaros…
Nesse poema eu falaria das
folhinhas que se banham de sol,
dum pedacin de céu ou até
mesmo duma nuvenzinha.
Eu falaria de um mar de amor,
das coisas tuas no meu coração.
Mas nesse poema eu só vou falar,
que eu queria beijar sua mão.
Eu acredito no seguinte: A maior parte do povo de Deus não está na minha igreja.
O povo de Deus é constituído dos sinceros que estão na minha religião e dos sinceros que estão em outras religiões.
Não compete a mim julgar quem é quem.
Vai dizer que tu não sentiu prazer em zuar de mim e do Chapolim?
Na verdade, eu sempre quis te fazer feliz, por isso te dedico esta cicatriz.
pra ti ver que no fim eu nem sou tão ruim assim, porque você gostou de gargalhar de mim.
já lembrou que meu corpo sangrou e alegrou até os seus amigos.
pra ti ver que muitas vezes em sorrisos eu estava lá contigo.
Eu sou humorista, eu te fiz feliz, na moral.
Fiquei machucado mas por outro lado foi legal...
Eu não reagi por amor a Gi que é tudo oque eu amei, mas eu voltarei e os derrotarei.
a minha minha revanche será como uma avalanche...
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
”A casa, como arquétipo, representa o Eu. Limpar, reformar, descartar ou reacender cores internas não são apenas gestos domésticos, mas simbólicos: aludem à jornada de individuação. A alma, muitas vezes escondida sob a desordem, pede renovação. A fachada, tal como a persona, pode enganar; mas a sombra se revela nas tramas do interior. E por isso, esta conversa não trata de imóveis, mas da psique.”
”Eu sinto a dor do outro, dor que não consigo aliviar, tampouco aplacar. Minhas palavras e minhas ações tornam-se frustradas, pois algumas injúrias são reflexo de um eu adoecido, que se perdeu e precisa internalizar, se compreender, se confrontar, se reencontrar, se curar. Ainda assim, eu sinto. Eu me sento e a aguardo, para que, em sua volta, ela tenha uma referência e um caminho.”
