Eu sou uma Pessoa Timida
Sabia que quando partisse eu sofreria.
Não sabia que seria tanto.
Que seria todos os dias.
Não sabia que seria repentino.
Que seria momentâneo.
Não sabia que seria assim.
Eu te perdi e me perdi de mim!
Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.
Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.
E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.
Dizem que a esperança é a última a morrer, mas a primeira a ferir.
Eu diria o contrário: é de tanta esperança que, às vezes, adoecemos.
Engraçado como me ensinas, mesmo depois de partir.
Logo eu que desde menina aprendi a não demonstrar o sentir.
Mais, hoje tudo o que não consigo é esconder o sentir.
Vivo entre ruínas e reconstruções.
Sou a mistura de emoções!
Eu poderia te amar por mil anos.
E certamente o amaria.
Certamente o esperaria.
Certamente o respeitaria.
Mas, entre amores e seguranças?
Prefiro o lugar seguro onde posso descansar!
*Recomeço*
Doze anos carreguei sozinha
o peso de um "nós" que já era só eu.
Acreditei em consertos de uma semana,
em promessas de um mês.
E a cada ciclo, eu voltava inteira pra fora
e quebrada por dentro.
Chorei nos cantos que ninguém via.
Ouvi gritos que viraram silêncio em mim.
Confundi amor com resistência
até entender: amor não machuca, não mente,
não prende.
Hoje não sou vítima, sou escolha.
Escolhi a paz que não negocia.
Escolhi meus filhos, Deus e a casa
onde a porta abre pra calma, não pro medo.
Não foi Deus quem me abandonou no altar.
Foi Ele quem me tirou de lá.
Porque casamento é amor,
e onde não mora amor, eu não moro mais.
Limite
Doze anos tentando colar
o que já nasceu rachado.
Eu chamava de casamento,
mas era só eu carregando
promessa, culpa e cansaço.
Acreditei em consertos de domingo
que quebravam na segunda.
Ouvi que era pra aguentar,
que Deus não gostava de fim.
Mas foi Deus quem me ensinou
que amor não deixa roxo na alma.
Hoje meu altar é silêncio bom.
Tem riso de filho no corredor,
tem oração sem medo na boca.
Não é derrota, é direção.
Não é mágoa, é memória.
Eu não perdi um lar.
Eu encontrei a paz.
Para mim, o necessário é aquilo que eu mesmo faço, aquilo que eu preciso para fazer e aquilo que eu preciso para sobreviver; mais que isso é exagero, posse, ganância.
"Eu procurei muitas desculpas pra não encarar... Sabendo que já não sinto nada... Que as coisas que haviam entre nós já não me interessam... E assim eu vou levando a vida".
Por mais de 1 década eu amadureci. Digo que não é fácil quando você faz tudo para si mesma sem ter ajuda, sem ter apoio, incentivo ou até mesmo atenção. A falta de companheirismo e comunicação destrói tudo e isso acontece aos poucos e tudo passa e passou! E hoje quero renascer novamente. Saio de uma década para recomeçar, evoluir e crescer. Sempre será eu pelos meus filhos, por mim mesma. Esperei por tempo pra tomar decisões e acreditar que eu posso e que sou tão capaz. O que eu não posso é permitir-me quebrar-me emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. Não estou apta a aceitar menos do que eu mereço! 💔→💖
Eu sei que a realidade pode ser complexa e multifacetada, mas eu estou comprometido com a minha própria verdade e intenção.
Ser mãe solteira é um ato de coragem e amor incondicional. Eu enfrento desafios diários, mas também experimento uma conexão profunda e única com meus filhos. Sou forte, capaz e amada, não apenas pelos meus filhos, mas por mim mesma. Eu sou um exemplo de resiliência e determinação. Continuarei sendo eu mesma. Não preciso de ninguém para validar minha existência ou minha capacidade de amar.
Quando eu olhar nos teus olhos, quero sentir o verão mais quente no inverno e o inverno mais frio no verão.
Quando eu olhar nos teus olhos, quero sentir a liberdade de ser eu mesmo, sem medos ou máscaras, apenas a pureza da alma.
Diérese
A saudade é um ditongo
na gramática eu constato.
Mas faltando-me a sílaba
a transformo em hiato.
De José Alberto Lopes
