Eu sou uma Pessoa Timida

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Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.

Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.

Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.

E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.

Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.

É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.

Mas não importa.

Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.

Não é que eu não consiga perdoar... É que você tem o defeito de errar todo dia de novo.

Eu lembro dessa cena como quem lembra de um filme ruim que eu nunca escolhi assistir, mas que ficou rodando na minha cabeça como reprise maldita de domingo à tarde. Porque tem coisa que não faz barulho, não quebra nada por fora, mas por dentro… minha filha… faz um eco que parece morar na gente sem pagar aluguel. E olha, banheiro de trabalho já não é exatamente um spa cinco estrelas, né? Eu entro ali querendo dois minutos de paz, um respiro da correria, um intervalo digno entre uma obrigação e outra… e de repente, sem aviso, vira palco de tensão, de alerta, de instinto gritando mais alto que qualquer razão.

E o mais absurdo, quase cômico se não fosse trágico, é como o meu corpo entendeu tudo antes da minha mente. Eu ali, sentada, tranquila, vivendo um momento absolutamente comum, quando do nada bate aquele incômodo estranho, aquela sensação de que tem algo fora do lugar, como quando o silêncio fica barulhento demais. Aí eu olho… e pronto. O mundo não acaba, mas dá aquela travada constrangedora, como internet ruim na hora errada. Não era só um olho. Era invasão. Era desrespeito escancarado numa frestinha ridícula de fechadura, uma coisa pequena por fora, mas gigantesca no impacto.

E naquele segundo, eu virei outra pessoa. Estrategista, calculista, quase uma agente secreta do próprio corpo. Me cobri, apaguei a luz, me recolhi como quem tenta desaparecer do mapa. Tudo em silêncio. Tudo sozinha. Porque nessas horas não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem roteiro bonito. Só tem eu e o instinto de sobreviver à situação do jeito que dá.

E depois… ah, o depois. O depois é pior. Sempre é.

Porque o problema não fica no que aconteceu. Ele se instala no que fica. Naquela pergunta insistente, irritante, que pinga igual torneira mal fechada: por que eu não falei? Por que eu não denunciei? Por que eu congelei? E eu respondo com a honestidade de quem sentiu na pele, no feminino, no íntimo: porque eu não fui ensinada a reagir, eu fui ensinada a suportar. A calcular, a medir, a prever reação dos outros antes da minha. A pensar no constrangimento, no julgamento, no “será que vão acreditar em mim?”. É um peso invisível que cai justamente em cima de quem já estava sendo invadida.

E a ironia, porque a vida adora uma ironia bem colocada, é o tal do “funcionário de confiança”. Confiança de quem, exatamente? Porque claramente não era confiança de caráter. Era confiança de costume, de rotina, de conveniência. Aquela confiança preguiçosa que ninguém questiona… até o dia que deveria ter questionado antes.

Mas no meio disso tudo, eu também reconheço uma coisa que às vezes a gente ignora: a minha força. Sim, força. Porque eu não fiquei vulnerável pra sempre. Eu mudei minha postura, cortei contato, levantei um limite silencioso, mas firme, daquele tipo que não precisa de anúncio, mas deixa claro: daqui você não passa mais. E talvez, naquele momento da minha vida, foi o que eu consegui fazer. E tudo bem. Tudo bem reconhecer isso sem me transformar na vilã da minha própria história.

A gente romantiza demais a coragem, como se ela sempre viesse gritando, denunciando, causando escândalo. Mas tem coragem que é quieta. Que é discreta. Que é feita de afastamento, de olhar que não cruza mais, de porta que se fecha, de respeito exigido sem uma única palavra.

E no fundo, o que mais revolta nem é só o ato. É essa tentativa ridícula da culpa de se instalar depois, como se eu tivesse que ter feito mais, sido mais, reagido melhor. Mas não. O erro nunca esteve em mim, ali, vivendo a minha vida. O erro sempre esteve do outro lado da fechadura.

E ainda assim, fica a lição, daquelas que ninguém quer, mas aprende. A minha intuição não falhou. Ela nunca falha. Quando algo parece errado, geralmente é porque está gritando errado, só que sem som.

E me diz… quantas vezes eu já me calei só pra manter uma paz que nem era paz de verdade? Pois é. A vida ensina. Às vezes com delicadeza… e às vezes na frestinha de uma porta maldita.

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"Eu pertenço a grupos, mas não deixo que eles me definam."

Eu te amo, Izabelly
Eu quero te amar, mesmo que me custe o meu tudo
Bem, eu não tenho nada, mas me custaria esse nada
Talvez minha vontade de amar, meu amor por você
Mas acho impossível eu perder essa vontade de te amar, sabe?
Então eu não perderia nada, mas ficaria faltando algo
O seu amor, eu não posso perdê-lo
Talvez eu nem o tenha, bem...
Se for assim, eu sou um poeta morto
Um assasinado pelos próprios poemas
Corroído pelo próprio remédio
Um vázio onde reside o seu nome
O que é irônico, já que com seu amor, eu me sinto vivo
Amor que apenas existe em mim mesmo
Mas que mal tem? Eu vivo em amores platônicos
Eu me iludo fácil. Sou uma pessoa emocionada? É claro e com certeza!
Quebrarei muito a minha cara com o amor
Mas eu não me importo, se ele vier de você
Se for você, que seu amor me despedace, me quebre em mil pedaços
Com o coração quebrado, eu ainda te amarei
Eu falo tudo isso, mas no primeiro "não" que você me der
Eu não tentaria novamente, então
Não diga não para mim, dê desculpas
Minta para mim, diga que eu sou uma pessoa incrível, que o problema não sou eu, é você
E eu diria: "impossível, é impossível o problema ser você, meu amor"
Então deixarei de te amar, pelo seu bem
E pelo meu bem, eu morreria todo dia
Para que morto, eu não precise amar àquela a quem me faz viver

quando a palavra é "procrastinar"
todo dia eu deixo pro outro dia.
até a poesia!

Maldito seja eu pelos meus pecados.
Tão distante da perfeição estou que, ainda assim, destruo-me todos os dias, na esperança de, ao menos um dia, alcançar um ponto em que exista em mim o mínimo de fé para acreditar que posso ser santo.
Mas, como esse dia tarda, continuo a me destruir — dia após dia, noite após noite.
E, a cada amanhecer, reconstruo-me… apenas para, mais tarde, destruir-me novamente, repetindo esse ciclo até o fim da minha vida.


Vinicius Monteiro Tito

"Se você não se decide, eu não me importo só quero paz! já foi tempo que você conseguia tirar minha paz.

Eu queria ser a garota que você ama no "momento", mas eu não posso ser, mesmo que eu imite todos os seus gestos, suas roupas, suas fotos, seus perfis. Eu nunca serei o seu amor, serei apenas a garota que continua te amando, até o dia em que eu não desejar mais ser a garota que você ama.

Todos os dias eu escrevo
Por vezes dos males da vida que eu mesmo pereço
Outras não, são apenas fruto da minha imaginação
Muitos versos já foram perdidos na correria
Dessa louca rotina que me acompanha no dia a dia
Na maior parte dos lugares e ocasiões
Olho e enxergo a vida por belas canções
Tentando extrair dela o máximo
O mais lento o possível
Olhando para a vida com equilíbrio
Tudo na tentativa de ter uma jornada flexível
O mais interessante disso tudo é que o tempo é irresistível
Parando em momentos que queremos acelerar
E acelerado em momentos que queremos parar.
Fazendo da vida, um caminho sem volta para o futuro
Sendo o presente o que você tem de mais seguro.
-
Leonardo Procópio
4 de Julho de 2023

O mais doloroso disso tudo nem é o bolo, o vestido, ou os docinhos que eu não comi. É a quebra de uma ilusão. Porque a gente aguenta muita coisa, mas descobrir que o carinho não era tão recíproco assim… isso desmonta por dentro.

Nem eu sei o que penso, porque só penso quando sei pensar.

Até que chegue o dia
Que minha reserva de amor fique vazia
Com você eu gastaria
Todas as minhas reservas de amar
Sei que esse dia nunca existirá
Pois não importa qual seja o lugar
Minhas reservas se enchem
Ora com seu olhar,
Ora com seu abraçar,
Ora com seu falar,
E isso faz de mim a pessoa mais rica a te amar.
-
Leonardo Procópio
27 de Novembro de 2024

Se fosse amado como eu gostaria,
Nenhum poema meu existiria.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

“Houve um tempo em que eu me encontrava de joelhos. Hoje, procuro-me de pé.”⁠

Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023

Meus dias, meus anos, minha vida viram altos e baixos, luz e trevas. Se eu escrevesse apenas e continuamente sobre a “luz” e nunca mencionasse o outro lado, então como artista eu seria um mentiroso.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Eu prefiro certamente falar com um gari, um encanador ou um chapeiro a falar com um poeta. Eles sabem mais dos problemas comuns e das alegrias comuns de se estar vivo.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Eu só preciso de Deus!

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.

Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.

Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.

Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.

Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.