Eu sou uma Pessoa Timida
"O Shrek acha que o Lord farkward está tentando compensar a alguma coisa, já eu acho que ele tem um minúsculo..."
"BURRO!"
Avô Sabará
A batucada me emocionou
o swing da negada {apaixonou}
no toque dessa levada eu vou eu vou
o cortejo e a pegada {me encantou}
Cadê meu avô sabará?
Saiu pra jogar dama e nada de voltar
Cadê meu avô sabará?
Nas ruas dessa Bahia foi se jogar
Cadê meu avô sabará?
Atras do trio elétrico foi sambar
Cadê meu avô sabará?
Ta tomando uma e nem pra chamar
Vou lá encontrar, eu vou
Antes que ele vá pr'outro lugar
Meu querido avô sabará
Incrível...
como tem pessoas meigas,
gentis, delicadas,atenciosas...
e para elas, eu tiro meu chapéu.
Psiu!...estou falando de você.
E você continua vindo.
Quando eu menos esperava, você apareceu.
Com aquele sorriso bobo e aquela desculpa esfarrapada.
Quando eu menos esperava, você veio cheio de vontades,
Com as mesmas certezas, com os mesmos detalhes.
Sem escrúpulos.
Sem caráter.
E eu me entreguei.
Às vezes fico pensando no que eu fiz
Fui embora e você ficou longe de mim
E é por isso que hoje me arrependi
Porque jamais amei alguém assim.
"Eu vi um homem sendo ridículo
e me pus a rir dele
mas foi só por um breve instante e parei
pois quando olhei para trás
vi que um outro ridículo
ria de mim."
Que tudo na vida é aprendizado, é fato. Mas, quanto mais eu conheço a simplicidade da vida, mais grata e feliz eu me torno.
"Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!"
(Henry Ford) Menos mau! Eu sempre digo aos meus alunos que é melhor desistir do que fracassar, este é vergonhoso, aquele apenas mostra o cansaço.
Prezado Eu,
Tente me esquecer, jogue fora seus status de vida, suas bagagens, seus conhecimentos e suas viradas de olhos. Tente cuspir na minha cara, tente revidar o tapa dado, tente sentir essa dor que não passa, não sossega. Tente rasgar minha roupa, rasgar a alma, tente defecar em meus pensamentos, é tudo o que mais quero. Tente se por na minha pele e acorde pra escuridão, tente ser ridículo a ponto de chorar de felicidade da liberdade de não ser eu por segundos. Tente me amar, dessa maneira rude e ridícula, dessa maneira farta e podre. Tente mergulhar comigo nos vieses da consciência e ver tudo o que já passei, tudo o que sofri, tudo o que vomitei e que precisei engolir novamente. Tente quebrar os pratos que quebrei, tente regurgitar as pedras que levei na face, tente dormir com os julgamentos que me foram lançados. Tente crescer com essa força contrária, tente andar com os pés voltados, tente se proteger sem amor, sem carinho, com dor. Tente me dizer que as dores são pequenas, esforce-se. Tente diminuir todas as situações deploráveis, as humilhações, as descrenças. Tente apagar a violência sofrida, a miséria anunciada, o choro engolido. Tente engolir minhas lágrimas, tente lamber meu suor, tente ser doce do salgado, quente no frio. Quente e frio. Tente o gelo sobre a dor, tente o fogo no amor. Tente a ferida escarrada, tente o ouvido destampado, tente sentar na minha cadeira. Tente, tente chorar minhas lamúrias, tente me amar, assim, desalmado. Tente acreditar, tente desvendar, tente olhar. Tente rever, reparar, remar, riscar. Tente rabiscar, tente apagar, tente borrar. Tente cortar, tente costurar, tente ferir. Tente, tente.
As Pedras
Eu converso com as pedras
E só elas me entende
As vezes parece loucura
Mas o papo se estende
E eu me perco na doçura
De um grande gesto bonito
Porque pedra quando fala
É tão alto e profundo
Que chega a tocar o infinito
As pedras são grandes amigas
E grandes guerreiras também
Elas guardam lembranças antigas
E são sempre pisadas por alguém
As pedras são heroínas
E guardiãs de grandes segredos
Dos mais loucos desejos
Ás águas mais cristalinas
As pedras escondem mistérios
Que a vida não sabe explicar
Porque existe matar
E esses tais de cemitérios
As pedras sabem amar
E também o valor do perdão
Porque vem do coração
O que sempre sabem falar
As pedras tem sempre emoção
E sabem tão bem escutar
Mesmo que o desatino é chorar
E de sempre perder a noção
Elas tem sempre razão
E grandes sentimentos
Pois entendem de tudo
E conhece cada tormento
Desde as dores do mundo
Em meio a multidão
Aos amores profundos
Em meio à ilusão
Quando a maré vem
E o barco se afunda
Quando a brisa levanta
E o sorriso se fecha
Quando se atira um flecha
E o cupido se espanta
Quando feliz é quem vive
E não só o que canta
Quando não é primavera
E as flores se enganam
Quando os aromas se emanam
E já não é o que espera
Quando o pó virar tédio
E o amor virar ódio
Quando o pavor virar sódio
E o suor virar remédio.
Minha cama
É feita de solidão
Revestida por frieza
Fui eu mesmo que a fiz
Com os materiais que
Você me deu.
