Eu sou uma Pessoa Timida
Se, em meu diálogo com meu Deus interno, ouvisse dele que, por algum mérito, eu teria direito a uma graça, vêm-me à consciência ter recebido muito mais créditos do que débitos em toda a história escrita até aqui, não havendo nada mais a pedir. Assim sendo, a única coisa que ainda me restaria esperar seria um último momento sereno, entendendo isso como livre de sofrimento para mim a para os que deixo ao transpor meu portal. Mas sou capaz de assimilar que pelo entendimento de Deus essa serenidade se apresente de uma forma diferente da que concebi.
eu procuro uma prenda..
que apenas me entenda
que me queira
que me ame de qualquer maneira
que no mate seja parceira
que no frio do inverno seja o meu calor
na primavera seja a flor, no rancho a rainha do meu amor ♥
Se a vida fosse uma canção, eu escolheria repetir esse trecho: eu e você. Porque é com você que tudo faz sentido, é com você que o coração canta mais alto, é com você que eu quero escrever cada verso daqui pra frente.
Antes de culpar o mundo pelos meus resultados, eu precisei admitir uma coisa óbvia e dura: a vida que eu tenho hoje é o reflexo exato da pessoa que eu venho escolhendo ser todos os dias.
Me tira uma dúvida porém eu sei e tenho a minha resposta, porque as religiões não falam para os seguidores que o criador de tudo é luz a interior, simples nós somos templos do criador, onde a luz interior habita em luz em justiça em verdade, com este entendimento ninguém precisa de religião, e sim, da Luz interior o próprio criador de tudo que habita em nós que somos o verdadeiro templo de Deus.
O que você deseja de mim parece tortura. Fala de uma vez se quer ou não me procurar, porque eu não sou remédio nem vitamina de sustentação.
Quando eu te ofereço uma flor, é importante que saiba: não é por obrigação ou interesse, mas por uma intenção genuína de reconhecer quem você é. É simples: você é a mulher diante de mim — virtuosa, carinhosa, meiga, educada, sincera, verdadeira, honesta, atenciosa e justa com a vida. A flor, então, torna-se apenas um símbolo da mulher extraordinária que você é.
Eu sonhei, desejei e pintei um mundo para nós. Mesmo que fosse apenas uma pintura, ela revela toda a intensidade do meu amor por você.
Não houve uma só manhã em que eu despertasse sem você repousando nos cantos mais silenciosos da minha alma. Amei… amei com uma entrega tão absoluta, tão feroz, que me dissolvi nos seus traços e esqueci quem eu era antes de te conhecer deusa do amor.
Se eu te confessar que és o meu amor, talvez não compreendas a lógica da minha verdade — uma verdade tão intensa, tão sincera, que só o coração é capaz de decifrar. Mesmo quando se encontra em silêncio, mesmo quando pulsa entre os cacos de um amor em pedaços, ele ainda reconhece um coração despedaçado.
Eu preciso de você ao meu lado,
Sem máscara, sem distorção,
Que seja simplesmente você,
Uma mulher de verdade, do coração.
Quero teu riso sem artifício,
Teu abraço sem medo ou dor,
Quero a essência que mora em ti,
No toque sincero do teu amor.
Não peço promessas ao vento,
Só a verdade que existe em você,
Um caminho feito de passos firmes,
Onde a alma aprende a florescer.
Se vier, que venha inteira,
Sem sombras, sem dissimulação,
Pois é na tua verdade simples
Que encontro paz pro meu coração.
Eu sei a dor que insiste em se espalhar pelo corpo cansado, há uma chama que não se apaga: a esperança. Cada lágrima que cai carrega consigo a força de quem resiste, de quem não se entrega ao peso da derrota. O sofrimento pode tentar nos dobrar, mas não consegue arrancar a coragem que pulsa dentro de nós.
Amanhã pode trazer a cura, pode trazer o alívio, pode trazer o renascimento. E mesmo que o hoje seja árduo, é nele que se constrói a vitória do amanhã. Dias melhores virão, não como promessa vazia, mas como certeza de quem luta, de quem acredita, de quem se recusa a desistir.
O corpo pode fraquejar, mas o espírito é indestrutível. A dor é passageira, mas a superação é eterna.
Eu não pretendo ser o grande sábio, não quero ditar regras, tão pouco ser uma referência pensante, com teorias históricas ou linguísticas na ponta da língua... Quero apenas deixar as minhas ideias fluírem através de meus atos e citações poéticas, se as mesmas forem dignas de aceitação, não me importarei que a sigam...
Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.
Edson Ricardo Paiva.
Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!
Ainda que eu percorresse por toda uma vida, em um mesmo caminho em busca de algo tão grandioso quanto... Ainda assim eu não encontraria nada, nem mesmo parecido... Porque é infinito.
Eu reli nossas conversas como quem volta a uma casa antiga e encontra poeira nos cantos que nunca havia percebido. Ali, nas entrelinhas que me escaparam, o sozinho estava presente. E eu não vi. O mundo me desabou no peito e a culpa aprendeu meu nome, como se amar fosse sinônimo de falhar no momento exato em que alguém precisava de mim. Agora, caminhamos lado a lado, mas algo em mim tropeça, um silêncio, um cuidado exagerado, uma duvida se arrasta no chão, será que agora sou um peso? Será que te incomodo do mesmo jeito que incomodo a mim mesma? E choro. Não por fraqueza, mas porque doí amar com medo, doí sentir que estou ocupando um lugar que talvez não não mereça. Ainda assim, fico frágil, tentando acertar, tentando aprender a não me punir pelo que não consegui enxergar. E talvez, eu ainda encontre um jeito de te alcançar sem feri-lo.
Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.
"Vos estimular a ler é uma tarefa que irei desempenhar até que eu morra; mas agora, obrigar-vos — nem pensar. Abstenho-me dessa tarefa."
