Eu sou uma Pessoa Timida
Quem sou eu? Eu sou quem?
Eu sou uma pessoa alegre e que tenta o tempo todo mudar o mundo em pequenos detalhes..
Acredito que as pessoas podem ser melhores e que todos têm o direito à tal da felicidade, não precisa ser plena, mas a de momentos inesquecíveis, como a que eu sinto em vários momentos de minha vida, quando vejo meus filhos sorrindo de felicidade, quando pude realizar o desejo simples de alguém, quando posso ser eu mesma.
Amo minha vida, amo meus filhos, amo meu marido, amo minhas irmãs, amo tanta coisa, amo o meu tudo, pois tudo que está próximo de mim é porque amo de verdade.
Sou assim simples e complexa, como Clarice Lispector diz: “é o instante já...”, "Sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser” Ah uma coisa que minha irmã imbuiu em mim, Clarice, ah! A Lispector.
Eu sou o que quero ser, nem mais e nem menos...
Eu sou tanta coisa e não sou nada
Todos os dias me pergunto quem eu sou?
E todos os dias eu acho a resposta:
Eu sou aquilo que acredito,
Eu sou aquilo que aprendi,
Eu sou a minha experiência,
Eu sou o caráter, aquele que falta em muitos e que reside em poucos,
Eu sou meus filhos, sou minha família.
Enfim eu sou eu mesma, sempre, às vezes com mais ou com menos, em mim verá algo de alguém, porque este alguém pôde me atribuir algo, e poderá ver algo de mim em alguém, porque pude lhe imbuir algo.
Somos nossas experiências em constante troca e transformação, mas só me permito se preenchida por algo em que eu verdadeiramente acredito, do contrário não deixaria.
Sou verdadeira e não consigo ser pela metade e sim completa
Essa sou eu!!!!!!!!!!!!!
Você se encantou por uma pessoa fria, grossa que escolheu viver na defensiva, entenda que não é bem assim, ela tem um coração
quebrado.
E entende que o mundo não para, para que ela o conserte, e consertá-lo sozinha durante o percurso está cada vez mais difícil, então Cabe a você decidir se vale a pena ajuda a consertá-lo ou não.
Eu busco desvendar todos os mistérios que em mim se ocultam. Sou alomorfia permanente, enigma excelso. Existo dessarte. Recolho-me do universo e a ele me transmito.
É que eu sou de baixa categoria. Confundo quem me confunde, amo meus antigos amores, ando com quem me odeia; simplesmente baixa categoria. Me deixo levar pelos caminhos sem saber o que me espera em cada curva deles; me arrisco - às vezes até demais - talvez não seja uma ideia tão boa me deixar levar pelo toque do meu coração... baixa categoria, né?
Pessoas me dizem o quão boa sou, mas falariam a mesma coisa quando conhecessem minhas cicatrizes, minhas dores, meus pensamentos, o meu lado errado? Talvez não. Pessoas só falam o meu lado bom como se eu fosse o produto mais caro das lojas, mas qual o motivo de não falarem de uma vez o meu lado errado? Eu não sou perfeita! Eu sou algo de baixa categoria.
Meus olhos castanhos são como qualquer um pelo mundo, meu corpo é só mais um entre bilhões de pessoas, minha voz não é nada, meus olhos são falhos, meu sorriso comum dentre vários, mas minha alma... minha alma é algo que é incomum entre diversas pelo mundo, talvez seja isso que me caracteriza ou o que faz as pessoas gostarem de mim, mas já que ela é minha, ela é tão confusa, tão cheia de enigma, existe alguém que vá me entender? Existe alguém que vai mesmo ligar para um produto de tão baixa categoria? Dúvidas atrás de mais dúvidas.
Eu sou só mais uma dentre diversas outras cacheadas pelo mundo, mas as ondas do mar do meu cabelo de baixa categoria vai marcar suas história de boa forma ou não?
Só mais uma poesia confusa.
Se por ter uma opinião diferente eu sou culpado, então em toda minha vida e em diante, eu prefiro ser culpado.
sim eu sou autista mas isso não faz de mim menos humano eu erro também mas eu também acerto eu sou capaz de muita coisa e odeio ouvi os outros falando que não consegui por ser autista eu posso simplesmente só não ser bom naquilo
"Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?".
(Poema em linha reta)
Sim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobresselente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro eléctrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos,
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio!...
Nota: Versão adaptada de poema de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa
Energias negativas
Delas eu sou desprendida
E das coisas impossíveis
Enfrento, sou destemida.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26 Março 2025
Papai foi a minha base
Mamãe a sustentação
Se eu sou o que eu sou hoje
Tenho muita gratidão!
Sem eles como meu guia
Eu sei não conseguiria
Esta minha ascensão.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
10/08/2025
Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços (...)
Despi a realeza, corpo e alma
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia
Eu sou o disfarçado, a máscara insuspeita.
Entre o trivial e o vil m[inha] alma insatisfeita
Indescoberta passa, e para eles tem
Um outro aspecto, porque, vendo-o, não a vêem,
Porque adopto o seu gesto, afim que […]
Julga o vil que sou vil, e, porque não me
No meandro interior por onde é vil quem é
Julga-me o inábil na vileza que me vê.
Assim postiço igual dos inferiores meus,
Passo, príncipe oculto, alheio aos próprios véus,
Porque os véus que me impõe a urgência de viver,
São outro modo, e outra (...), e outro ser:
Porque não tenho a veste e a púrpura visível
Como régio meu ser não é aceite ou crível;
Mas como qualquer em meu gesto se trai
Da grandeza nativa que irreprimível sai
Um momento de si e assoma ao meu ser falso,
Isso, porque desmancha a inferioridade a que me alço,
Em vez de grande, surge aos outros inferior.
E aí no que me cerca o desconhecedor
Que me sente diferente e não me pode ver
Superior, julga-me abaixo do seu ser.
Mas eu guardo secreto e indiferente o vulto
Do meu régio futuro, o meu destino oculto
Aos olhos do Presente, o Futuro o escreveu
No Destino Essencial que fez meu ser ser eu.
Por isso indiferente entre os triviais e os vis
Passo, guardado em mim. Os olhares subtis
Apenas decompõem em postiças verdades
O que de mim se vê nas exterioridades.
Os que mais me conhecem ignoram-me de todo.
Sem amarras
Eu não preciso dizer
O que eu sou realmente
Eu não preciso fingir,
Preciso ser eu somente
Eu não preciso agradar
Pra poder me destacar
E viver aparentemente.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Cidadão do infinito
Certa vez me perguntaram
Se eu sou de algum local
E eu fui e respondi
Que eu sou universal
Pois onde quer que eu esteja
Eu me sinto bem normal.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Eu sei que cometo erros,
Sou carne & osso e poesia.
Eu sou centelha de luz,
Sou real, sou fantasia.
Sou memória e esquecimento,
Um ponto no firmamento
Que some no fim do dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/04/2024
Quando falam mal de mim
Aí então me pergunto
Será que na mesa deles
Eu sou o melhor assunto?
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
18/11/2024
