Eu sou uma Pessoa Timida
Sou meia-semente do meu pai.
Na minha mãe encontrei a outra metade.
Somos - corpo e alma - o fruto só.
Sou Amor De Metade.
Hoje sou forte, mas já fui fraco! Hoje sou corajoso, mas já tive medo! Hoje sou sábio mas já fui tolo! Na vida devemos sempre nos atualizar! E sempre pra melhor!
Souatleta da vida, correndo na raia da perseverança, impulsionado pela Fé no Deus que me Conduz ao Pódio da Vitória!
Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.
Da liberdade de amar
No meu peito carrego
A verdade que me guia
Sou mulher livre e inteira
Expresso em minha poesia
Não mendigo aceitação
Peço mesmo sua atenção
Exijo respeito a cada dia.
A orientação sexual
Não deve escandalizar
Amar alguém do mesmo sexo
Não é motivo para odiar
Pessoa como outra qualquer
Seja homem ou mulher
Deseja só viver e amar.
Ninguém precisa de aval
Nem da régua de outrem
Pra ser feliz como se é
Para amar e querer bem
Normal é se sentir leve
Ter alguém que se eleve
Não fingir o que convém.
Busquemos paz na convivência
Sem rancor, sem julgamento
Respeitar todas as formas
De amar e de sentimento
Se sua história é respeitada
Junto com a pessoa amada
Cresce junto o entendimento.
Todo dia é de orgulho
Não só quando manda a data
Ser humano é ter direitos
De forma firme e grata
O amor é parte da vida
Disso ninguém duvida
Seja uma pessoa sensata.
Sou gente como toda gente
De paz, coragem e de valor
Trabalho, luto e amo muito
Mesmo levando alguma dor
Não sou diferente em nada
Quando trata de ser amada
E viva o orgulho de ter amor.
"escrevo para saber quem sou...para me ler e me ver...para cuspir o que não dá prá engolir...
Escrevo para chorar...porque quando leio me vejo desabar...
Escrevo para sorrir, pois há muita poesia no meu sentir...
Escrevo prá desabafar...e chorar e lamentar minhas imperfeições, minha insignificância...
Enquanto escrevo me vejo...e penso...e sinto esta alma aprisionada..."
Acusador e tratado como vilão, sem ao menos realmente fazer algo. Enquanto sou condenado em praça pública, esperando minha cabeça ser separada do corpo, a “vítima” é tratada como a grande coitada que foi enganada e traída pelo ser ignóbil e desprezível cujo nascimento foi o único erro já cometido por Deus.
Minha cabeça é cortada, ouço os gritos de comemoração e prazer da grande plateia que antes eram meus amigos, agora mostram o prazer que sentem ao me ver no fundo do poço, ou melhor... no fundo do bueiro que minha cabeça rolou para dentro.
Meus últimos 7 segundos conscientes... Vejo toda minha vida miserável e nefasta, feita e moldada apenas para satisfazer os desejos e vontades dos outros.
Uma vida completamente dedicada ao “nunca é suficiente”... — “Você poderá ser melhor”, foi o que todos sempre me disseram, muito antes até do meu maldito e azarento nascimento. Cobrado pelos outros e por mim mesmo, ao fanatismo do perfeito.
Estou preso à minha própria culpa e escolhas, e não sei como fugir dessa prisão tão desconfortável, mas tão nostálgica, que acabou virando minha casa.
Uma zona de conforto angustiante e torturante.
Ass. — um miserável
Veja, sou como a água, transbordo, sim, tempestades me fortalecem. Mas veja, também sou quente, como o fogo, posso ser um perigo. Ainda que pareça com o ar, leve. E ás vezes seja inflexível, imaleável como a terra. Eu sou várias forças lutando entre si.
Às vezes me olho no espelho
e não vejo um rosto,
vejo o peso dos erros que coleciono.
Sou lâmina que corta a própria pele,
sou o tropeço que eu mesmo preparo.
Prometo silêncio, entrego ruído,
juro mudança, repito os vícios.
Me mastigo por dentro,
digerindo culpas que eu mesmo servi.
Não é o mundo que me decepciona,
sou eu,
o inimigo íntimo,
que insiste em puxar meu pé
quando tento subir.
Mas ainda respiro…
mesmo coberto de falhas,
mesmo sujo das atitudes que odeio.
E no fundo dessa cicatriz aberta,
talvez exista uma fresta,
uma chance de aprender
a não me trair de novo.
O que será que falta em mim?
Será que não sou tão bonita
ou não tenho um corpo tão belo?
Será que tenho espinhas demais?
Será que sou fedida?
Será que não sou tão magra como as outras garotas?
Será que falo demais ou sou muito chatinha às vezes?
Talvez o problema não esteja na minha aparência, talvez esteja na minha alma.
Pessoas chegam em nossas vidas cheias de alegria e paixão,só Não sabem elas que sou um assassino de variáveis.
Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma — sou mar em ressaca,
sou lucidez depois do excesso,
sou o que fica quando tudo vai.
Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi,
promessas quebradas no fundo do peito
feito garrafa jogada no asfalto da memória.
Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só vejo estilhaços.
Mas ainda assim eu vou —
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção pra mim.
Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.
Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo —
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre intensidade.
Andaime
Separado nada sou
Não chego a lugar algum
Fico sem forças
Com as minhas partes juntas fico mais forte
Chego a lugares inimagináveis
De peça em peça chego aos céus
Não busques em mim a sombra já finda,
a melodia que o tempo calou.
Sou o novo verso em página ainda límpida,
a alma que refez e se revelou.
