Eu sou uma Pessoa Timida
Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).
Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.
Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.
Às vezes eu tento ser o que eu não sou pra manter pessoas, como mudando minha ideologia. Falo o que eu não falaria se eu fosse eu. Não percebo que ao eu não ser eu, eu não mantenho pessoas ao meu lado por quem eu sou, só as engano por quem eu não sou.
Hoje, qual a menor ação que me aproxima do que quero?
- Eu sou capaz de transformar o pensamento em gesto.
- Minha mente é clara e meu coração é forte.
- Hoje caminho com coragem e serenidade.
- Cada passo meu cria novos caminhos.
- A vida floresce quando eu ajo.
- A sabedoria que carrego se torna movimento.
- Minhas ideias encontram forma no mundo.
Dia 7 — Como posso viver a minha inteireza hoje?
• Eu sou inteiro e completo.
• A minha humanidade é fonte de sabedoria.
• Cada parte de mim encontra harmonia.
• Eu acolho a minha própria existência.
• A minha presença merece cuidado.
• Eu vivo com autenticidade.
• Eu caminho com coragem e verdade.
"O estranho não sou eu; estranho é quem tenta moldar o nosso ser. Impondo o que acredita que devamos ser."
Sou um grito que aprendeu a cadência da respiração. A dor continua lá, mas eu aprendi a caminhar com ela.
Nas madrugadas, as máscaras descansam. Sou apenas eu, meu cansaço e a verdade crua que o dia não suportaria ver.
Sou um caos que encontrou na poesia sua única forma de ordem. Sem os versos, eu seria apenas estilhaços.
Sou o resultado de todas as vezes que eu disse "está tudo bem" enquanto meu mundo interno estava sendo devastado por um tsunami de incertezas. A resiliência é uma forma de exaustão que aprendeu a usar maquiagem, uma força que nasce da total falta de opção.
O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.
Eu não sou o que me fizeram, sou o que sobrou depois do impacto, o que sangrou, caiu… e ainda assim se levantou.
Eu me reconstruí tantas vezes que já sei montar meus próprios escombros, sou especialista em renascimentos, e isso me dá orgulho, viver é arte contínua.
Eu ainda sou a parte boa que restou de mim, sou tudo, sou nada, sou o amor, o ódio, a ternura, a loucura. Sou também o delírio, sou o êxtase, sou o deleite, sou aquilo que te falta e o que resta. Enfim sou tudo o que restou de de um dia que não começou...
(Saul Belezza - Patife)
