Eu sou uma Pessoa Timida
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão
Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém
Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor
As brigas que ganhei
Nenhum troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci
Quando eu era criança meus professores diziam: Onde pensa que vai chegar sem estudar? Hoje eu sei muito bem: na presidência.
Eu não quero perder sua amizade
me desculpa por favor
eu preciso de ti...
Preciso que esteja aqui
e que queira ficar
não me deixa, eu sou seu escudo
eu irei te proteger de todos
me use, mas por favor
não me deixe, eu vou me sentir vazio
do avesso sem ti aqui, perto de mim.
Eu não consigo e não quero entender
não se vá, não agora!
eu estaria mentindo se dissesse
que você me deixa sem palavras
a verdade é que você deixa minha
língua tão fraca que ela esquece
a linguagem que fala
Sabe o que eu queria a lhe dizer...
Queria dizer tudo àquilo que não disse ainda...
Tudo aquilo que guardo dentro de mim...
Dizer o quanto você é importante...
O quando me faz bem...
Faz-me feliz...
O quanto me faz ter vontade de seguir em frente...
Pois sua presença e seu carinho
Me acalmam...
me confortam...
me fazem pensar no que a vida pode oferecer...
sou muito jovem para compreender totalmente isso...
mas sei o suficiente para saber o que quero...
e o que eu quero...
É estar com você.
Se quer ir, vá. Mas antes, me ame bem devagar, que é para que eu sinta no peito meu coração se quebrando.
Quanto mais você me machuca, menos eu choro
E a cada vez que você me deixa, mais rápido essas lágrimas secam
E a cada vez que você vai embora, menos eu te amo
Meu bem, não temos chance, é triste, mas é verdade
Eu sou bom demais em despedidas
Comecei a me sentir abandonada. Estou rodeada por um vazio muito grande. Eu não costumava pensar muito nele, já que tinha a mente cheia de meus amigos e de diversão. Agora penso sobre coisas infelizes ou sobre mim mesma.
Eu não vou atacar sua doutrina, nem sua crença, contanto que elas não mexam com a minha liberdade. Se elas acharem que pensar pode ser perigoso, se elas acharem que questionar é um crime, então eu as atacarei, uma a uma, porque elas escravizam a mente dos homens.
Ressurreição Silenciosa
Eu tenho vivido como quem caminha entre escombros — tentando juntar os pedaços do que sobrou de mim, tentando entender onde foi que o brilho se perdeu. Às vezes, sinto o cheiro do fim antes mesmo de acordar, como se o dia viesse com um aviso: hoje vai ser pesado de novo. E é.
É como viver dentro de um corpo que não responde, uma alma que não sente, um coração que cansou de pedir socorro.
Já tentei gritar.
Aos céus, ao travesseiro, ao silêncio.
Já segurei a própria garganta, tentando expulsar a dor por onde pudesse sair.
Mas meu grito nunca teve som — só ecoava dentro de mim, como um trem desgovernado, como a música que eu sempre escolho porque fala a língua da exaustão que carrego.
E mesmo assim… Deus ouviu.
Eu pedi anjos, Ele me enviou pessoas.
Gente que consegue me alcançar quando ninguém mais vê, que percebe minha ausência mesmo quando estou presente, que insiste em me segurar quando tudo em mim está escorregando.
Eu não sei agradecer, não sei sorrir do jeito que gostaria.
Quimicamente, emocionalmente, fisicamente, estou esgotada.
Mas por dentro, há gratidão — quieta, mas viva.
No meio desse caos organizado que sou — dessas ideias que nascem de sentimentos embolados, dessas certezas plantadas num chão de dúvidas — eu tento existir.
Mas confesso: às vezes, viver dói.
Respirar dói.
Levantar dói.
Ser forte por quem precisa de mim dói ainda mais.
É um dilema cruel: enquanto luto para não desistir de mim, preciso ser força para quem enfrenta batalhas visíveis, enquanto as minhas são todas internas.
E, mesmo assim, algo em mim insiste.
Uma faísca minúscula, quase apagada, mas ainda ali.
Talvez seja fé.
Talvez seja o amor pelo meu filho, meu potinho de mel, que um dia segurou meu dedo como quem segurava meu futuro inteiro.
Talvez seja o desejo de deixar algo meu — um conselho, um afeto, uma verdade — que permaneça quando eu não conseguir mais permanecer.
Eu não quero romantizar nada.
O que eu vivo é bruto, cru, real.
É depressão, ansiedade, burnout, dor física, dor emocional, dor espiritual.
É anedonia.
É o vazio que engole até o que era mais bonito em mim.
Mas ainda assim… há algo aqui dentro que se recusa a morrer.
Talvez eu seja mesmo uma fênix cansada.
As asas queimadas, o peito em cinzas, a voz quase sem som.
Mas ainda assim… cinzas não são fim.
São começo.
Então, Deus, se por acaso ainda houver em mim qualquer sopro de recomeço, qualquer possibilidade de renascer, eu te peço:
seja bálsamo para as minhas dores, sustento para a minha alma.
Me ajude a ressurgir.
A encontrar no silêncio um pouco de paz.
A reconstruir o sorriso que perdi pelo caminho.
A reencontrar a luz que um dia brilhou nos meus olhos.
Porque, mesmo que eu não me sinta viva todos os dias,
mesmo que eu caminhe tropeçando entre sombras,
eu ainda acredito — lá no fundo —
que a fênix que existe em mim ainda pode se levantar.
Nem que seja devagar.
Nem que seja quase sem forças.
Nem que ninguém veja.
Mas eu…
eu ainda quero renascer.
10 de Dezembro 2024
Agora todo mundo me ama.
Todos choram e dizem o quanto eu fui incrivelmente incrível…
Engraçado, né?
Porque enquanto eu estava aqui, inteira nos meus pedaços, ninguém percebeu o quanto eu estava desmoronando.
No meu dia normal, ninguém viu o silêncio que gritava, o sorriso que tremia, a exaustão que escorria pelos cantos dos meus olhos.
Agora — agora, quando imaginam minha falta — dizem que eu era luz.
Que eu era forte.
Que eu era especial.
Que fiz falta.
Mas quando eu estava aqui, precisando de um abraço,
de um ouvido,
de um “eu tô aqui”,
as pessoas se confundiram, se calaram, se distanciaram…
ou simplesmente não souberam olhar pra mim.
E é isso que dói:
só valorizam quando acham que perderam.
Só enxergam quando acreditam que acabou.
Só sentem quando a gente já não tem força pra sentir nada.
Eu sigo viva, mesmo sem saber como.
Sigo tentando existir num corpo cansado, numa mente pesada, numa alma que luta todos os dias contra o invisível.
Sigo aqui, mesmo sem saber se alguém realmente vê.
Porque a verdade é essa:
não é que eu queira morrer.
É que, às vezes, dói demais viver invisível.
eu não consigo falar..
Eu paro e penso
"Poxa tem tanta coisa horrível acontecendo"
Por que alguém perderia tempo me ouvindo?
Esses pensamentos
Eles são como nuvens !
Eles vão se juntando
E daqui a pouco são tantos
Que começam a pesar
O simples ato de ficar de pé
Se torna difícil
A minha vontade e deitar, esquecer que eu existo
Eu não cheguei para ensinar o mundo a ver.
Cheguei para servir.
Empresto meus olhos
não porque vejam melhor,
mas porque aprenderam a parar.
A permanecer.
A respeitar o que é simples
e o que quase passa despercebido.
Há beleza onde ninguém olha.
Há histórias onde ninguém fica.
Há luz mesmo quando o dia parece opaco.
Eu empresto o meu olhar
para que outros possam enxergar
o que meus olhos aprenderam a vislumbrar:
o sagrado do cotidiano,
a dignidade do silêncio,
a esperança que insiste
em morar nos detalhes.
Meu trabalho não é sobre imagens.
É sobre presença.
É sobre revelar sem invadir,
mostrar sem ferir,
acolher sem explicar.
Sirvo quando fotografo.
Sirvo quando observo.
Sirvo quando escolho não passar rápido.
Se você aceitar,
te empresto meus olhos por um instante.
Não para fugir do mundo —
mas para reencontrá-lo
com mais cuidado,
mais verdade,
e um pouco mais de alma.
Enquanto o mundo está à procura da felicidade, eu não me importo, pois toda a minha felicidade está em você.
As minhas associações envolvem medo, ansiedade, timidez, raiva, baixa auto-estima e eu chamo eles de demónios, eles não gostam de ti, mas eu gosto então estou a tentar estar contigo sem que eles te afetem porque eu não quero a nossa morte
Dentro...
Eu sinto o arder;
Eu sinto o mover;
Eu sinto o quente;
Eu sinto a conexão da gente...
Ouça! Houve junção, é um corpo somente que arde, move, esquenta e vive, é eterno até que chegue a explosão revolucionando dois em um só então.
Agora não somos dois. Dentro há uma infinita união.
