Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
O que afasta é a indiferença.
A indiferença ergue muro, onde haveria de ter uma ponte para ligar ideias, mundos e experiências.
A indiferença cria bloqueios, desentendimentos e situações desagradáveis.
A indiferença de maneira automática traz reflexão a respeito de atitudes e palavras.
Houve uma época em que eu clamava por não ser atingida por frieza, até que conheci a indiferença na forma mais pura.
Compreendi então algo valioso: mesmo que alguém seja tão frio,pode demonstrar de algum jeito o que sente.
Porém, o indiferente dispersa assuntos e momentos, justamente para cortar laços.
Tenha fé, Ele que se importa e cuida de uma maneira toda especial dos pássaros, dos lírios, não cuidará você?
Acho que no fundo você sempre me viu assim, não é? Como uma garotinha perdida precisando de ajuda. Eu parecia solitária o suficiente pra você?
Sou onça criada,
Menina mimada,
Doce espinho!
Nunca fugi de nada,
Só me meto em roubada
Mas no final da rodada,
sou eu que venço,
Touché!
Posso até morrer de amores
e ao despetalarem minhas flores,
Observando cada pétala cair,
Chorar minhas dores
E no final, aprender a partir.
..Eu desejaria tudo, menos se tudo viesse desacompanhado de seus lábios, pois para mim, o tudo se torna nada sem os seus sabores, em seus dias cinzas prometo ser suas cores, e se tudo parecer triste lhe trago meus sorrisos, para que os seus se abram como flores..
Eu vim de uma família amorosa, uma família acolhedora, que sempre me ensinou a fazer a coisa certa, sempre respeitou as minhas escolhas.
Se eu tivesse apenas um pedido, pediria que por uma vez na vida pudesse fazer alguém feliz, sem estragar tudo e acabar odiando a mim mesma.
Era noite e eu recebi a notícia de que ela não estava bem, me perguntei se deveria conversar com a mesma, já que estava com um pouco de receio da nossa amizade.
Quer saber? Deixemos o orgulho, mais uma vez, ir embora. – Pensei.
Esqueci o mal que eu mesma estava me fazendo e a perguntei sobre seu estado, e ela me disse que era besteira, mas eu, como sempre, não acreditei em suas palavras.
— Besteira? Não é não. – Disse eu, já impaciente.
— É, estou bem. Na verdade, é o mesmo de sempre.. O sentimento ruim me consome sem mais e nem menos, e eu não sei o que fazer.
Respirei fundo. Era difícil explicá-la que eu sabia bem o que era isso.
— Eu não sei se posso te ajudar. – Disse baixo, sentindo meu coração apertar.
Eu não sei, realmente, se poderia ajudá-la, pois, talvez, seja tarde demais para isso.
— Você não pode. Ninguém pode. – Ela falou e foi embora, e eu só a observei partir dali.
Ela estava desistindo, e desta vez eu não iria a impedir... Porque como ela, eu também estava mal.
— Adeus, alma. – Foram as únicas palavras que consegui falar ao vê-la desaparecer pelo caminho, não sei se a mesma me ouviu, mas eu espero que sim.. Pois, ela precisa entender que eu também estava desistindo de mim.
e com o tempo eu aprendi, a minha nobreza é um verdadeiro sinônimo da idiotice, e a minha idiotice pode ser um verdadeiro sinônimo da nobreza
Sempre que estiver sofrendo, assustada ou em perigo, chame por mim. Eu vou aparecer e te proteger. Porque eu te amo.
Você pode se casar comigo de novo. Não importa quantas vezes você se torne minha noiva, eu sempre vou te aceitar.
Eu estou sendo julgada
Cada passo me condena
Ser como eu é difícil
Não ser ouvida
Perder algo que nunca tive
Saber que não sou importante
Muitas vezes subestimada
Querer a diferença me torna fraca
Ter opinião me torna absurda
Quando erro não sou perdoada
Entender e aceitar que nunca serei levada a sério
As pessoas me machucam
A sociedade me rejeita
Eu não sou ouvida
Eu não sou alguém que recebe respeito
Eu sou uma mulher rebaixada
E que quer a diferença
E que vai lutar pelo que acredita
Igualdade nunca foi tão necessária
A agora merece ser entendida
