Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

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TRIDADE

A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
Onde só abrem duas flores puras
Poesia e amor...

E a mulher... é a nota suspirosa
Que treme d’alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!

A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura...
Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue...
E morrer de ternura!

Ele fixaria em Deus aquele olhar verde-esmeralda com uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a humildade do cachorro, o gato não é humilde, ele traz viva a memória da liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.
Lembro agora daquela história que ouvi na infância e acreditei porque na infância a gente só acredita. Mais tarde, conhecendo melhor o gato é que descobri que jamais ele teria esse comportamento, questão de caráter. Dizia a história que Deus pediu água ao cachorro que lavou lindamente o copo e com sorrisos foi levá-lo ao Senhor. Pedido igual foi feito ao gato e o que ele fez? Escolheu um copo todo rachado, fez pipi dentro e dando gargalhadas entregou o copo na mão divina. Conheço bem o gato e sei que ele jamais se comportaria conforme aquela antiga história. O cachorro, sim, bem-humorado faria tudo o que fez ao passo que o gato ouviria a ordem divina mas continuaria calmamente deitado na sua almofada, apenas olhando. Quando se cansasse de olhar, recolheria as patas no calor do peito assim como o chinês antigo recolhia as mãos nas mangas do quimono. Elegante. Calmo. E mergulharia no sono sem sonhos, gato sonha menos do que o cachorro que até dormindo parece mais com o homem. Outro ponto discutível: dando gargalhadas? Mas gato não dá gargalhadas, é o cachorro que ri abanando o rabo naquele jeito natural de manifestar alegria. Os meus cachorros – e tive tantos – chegavam mesmo a rolar de rir, a boca arreganhada até o último dente. O gato apenas sorri no ligeiro movimento de baixar as orelhas e apertar um pouco os olhos como se os ferisse a luz, esse o sorriso do gato. Secreto. E distante. Nem melhor nem pior do que o cachorro mas diferente. Fingido? Não, porque ele nem se dá ao trabalho de fingir. Preguiçoso, isso sim. Caviloso. Essa palavra saiu de moda mas deveria voltar porque não existe definição melhor para um felino. E para certas pessoas que falam pouco e olham muito. Cavilosidade sugere cuidado, afinal, cave é aquele recôncavo onde o vinho fica envelhecendo em silêncio, no escuro. Na cave o gato se esconde solitário, porque sabe do perigo das aproximações. Mas o cachorro, esse se revela e se expõe com inocência, Aqui estou!

Lygia Fagundes Telles
A disciplina do amor. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Nota: Conto Sou um Gato.

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Morrer é um destino, nascer uma sorte

O Natal é uma festa de aniversário, onde quem ganha presentes são os convidados.

Ei, nega, teu coração é tão admirável, nele coube muita coisa, nele existe uma constelação de emoções e acontecimentos, mas guarda um espaço no teu peito pra mim, tá bom? Ainda vai tudo se acertar para nós, eu te amo, nega.

É muito fácil criticar uma pessoa quando não se sabe o que ela sente.

A vida nos oferece mil chances... tudo que precisamos fazer é aceitar uma.

A paciência de esperar é possivelmente a maior sabedoria de todas: a sabedoria de plantar uma semente e esperar a árvore dar frutos.

Você é como uma flor que rego no meu jardim. Dou carinho e amor, pois é a mais linda para mim.

Às vezes você só percebe a importância de um momento quando se torna uma grande lembrança.
Boa tarde!

Quando o amor de duas pessoas não cabe dentro delas, nasce uma nova vida!

Bom dia 26/11/2016

Muitas vezes a roupa costurada tem muito mais valor que a uma peça nova, portanto nunca jogue fora o velho balde que por anos suportou o peso de suas atitudes insanas, sem saber se o novo suportará uma única viagem apenas.

Quem vivenciou a Segunda Guerra Mundial, sabe que 11 de setembro foi uma coisa terrível, mas não foi pior que muitas outras coisas.

Leitura? Isso é uma coisa boa.

Só uma coisa torna um sonho impossível: o medo de fracassar.

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - Será arte?

Nascemos de uma explosão:
átomo ou ovo primordial
a miniatura do nada.
Espaço, tempo, matéria
e o infinito num ponto.
Onde é que Deus estava
nesta singularidade?

E o amor é apenas uma camuflagem para o que parece ser raiva novamente...

Tolerância Zero

Cena 1: Sujeito entrando em uma agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem!, Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!

Cena 2: No caixa do banco, o sujeito vai descontar um cheque.
A pergunta: Vai levar em dinheiro???
- Não! Me dá em clips e borrachinhas!

Cena 3: Casal abraçadinho, entrando no barzinho romântico.
A pergunta: Mesa para dois?
- Não, mesa para quatro, duas são pra colocar os pés.

Cena 4: O sujeito apanhando o talão de cheques e uma caneta.
A pergunta: Vai pagar com cheque?
- Não, vou fazer um poema pra você nesta folhinha

Cena 5: Sujeito no elevador (no subsolo-garagem).
A pergunta: Sobe?
- Não, esse elevador anda de lado.

Cena 6: Sujeito na praia, fumando um cigarro.
A pergunta: Ora, ora! Mas você fuma?
- Não eu gosto de bronzear os pulmões também.

Cena 7: Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes.
A pergunta: Você pescou todos?
- Não, alguns são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.

Cena 8: Homem com vara de pescar na mão, linha na água, sentado.
A pergunta: Aqui dá peixe?
- Não, dá tatú, quatí, camundongo.... Peixe costuma dar lá no mato...

Cena 9: Edifício pegando fogo, funcionários saindo correndo.
A pergunta: É incêndio?
- Não, é uma pegadinha do Silvio Santos!

Cena 10: Sujeito no caixa do cinema.
A pergunta: Quer uma entrada?
- Não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde ia chegar.

Quando você está dormindo e alguém pergunta:
Você está dormindo?
E você diz: Não, estou treinando para morrer...

Quando você leva um aparelho eletrônico para a manutenção!
O técnico pergunta:
Tá com defeito?
E você responde: Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear...

E quando seu amigo pergunta!
Vai sair nessa chuva?
E você diz: Não, eu vou na próxima...

E quando você acaba de levantar, vem 1 idiota e pergunta:
Acordou?!
E você diz: Não, sou sonâmbulo...

E quando você liga da sua casa para um amigo, ele vê no celular e pergunta: Onde você está?
E você diz: No Pólo Norte. Um furacão levou a minha casa pra lá...

E quando você acaba de sair do banho, vem um besta e pergunta: Tomou banho?!
E você diz: Não, eu dei um mergulho no vaso sanitário...

Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém (pre)enche. E penso e repenso e trepenso em você por aí.