Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Eu nunca vou sentir raiva de nenhuma população mesmo ciente que existem aqueles que passaram por lavagem cerebral em massa. Ninguém está livre de ser governado por governos truculentos e estar cercados por tropas de imbecis.
Se eu não me escandalizar
com alguém passando
fome ou por um sofrimento
enorme já morri por dentro.
Se eu banalizar uma fala
agressiva ou uma guerra
pode ter certeza que
estou no final da linha.
O ditado "Quem não vive para
servir não serve para viver"
é calar para a vida e morrer.
Se posso falar nesta vida,
continuarei falando até que
a morte se dê por vencida.
A Lua Quarto Crescente
sobre o Médio Vale do Itajaí
faz com que eu pense
desde a primeira vez que te vi,
A cada instante busco
um novo rimário para trazer
você bem para perto de mim.
Vem
Como florescem os Guarapuvus
eu faço festa para você,
e você dança descalço comigo
no meio do salão,
eu sei que sou eu a dona
do seu coração e obra do destino.
O Martim-pescador-verde
quando sai até parece contigo
sempre que me procura
como amoroso abrigo,
saiba que de nós eu não desisto.
Vem, larga tudo e fique
para contar estrelas comigo,
deixemos o mundo lá fora
e dele permaneçamos longe,
para que não sejamos tábua
de salvação e livres fiquemos
de todo e qualquer compromisso.
Faço Festa
A pressa de encontrar
um amor não me interessa,
Eu vivo na bela cidade
de Rodeio cercada
pelo Médio Vale do Itajaí,
Nas linhas do tempo por
aqui domino a arte poética
interminável e faço festa
com o Quero-quero e o Colibri,
e te celebro mesmo que
você não esteja comigo aqui.
Rodeio estava em festa
Enquanto a minha cidade
de Rodeio estava em festa,
Eu estava ouvindo a música
entrando pela janela,
E de noite estrelas no salão
celestial da noite dançavam
Jardins surgiam desabrochando
dentro de mim enquanto
escrevia um poema de amor
sem fim por este lugar
onde a tranquilidade elegeu morar.
Poema Perfeito
Não sei você por aqui
no Médio Vale do Itajaí,
Eu olhei para o Céu
e encontrei a Lua
acenando para Rodeio,
Sob poema perfeito
o caminho está
iluminado e feito.
Poeta sem vergonha
Disseram-me que eu deveria
ter vergonha de escrever poesia
porque a minha escrita é comum,
Graças ao meu bom Deus
que muitos dizem me entender, diferentemente da tal
pessoa que disse não gostar
e desconfio que ela não sabe ler.
Ler não é o ato isolado de ler,
existe gente que só de escutar
ou até simplesmente tatear
sabe com maestria entender,
Na vida só se pode dizer
que sabe ler só se você
de fato consegue entender.
A tal infeliz ainda ratifica que
eu deveria ter vergonha do que
escrevo e de ser chamada de poeta,
Vergonha mesmo eu não tenho,
porque ser poeta sem vergonha
é só para quem nasceu com talento.
Fandango Quilombola
O meu sangue é
Quilombo Fandango,
é por isso que eu canto,
sigo dançando
este Fandango Quilombola
e faço questão
de esquecer até da hora.
Poço
Quando preparo o Chimarrão
com o Mate eu faço o Poço,
Quem conhece a vida
sabe que mais cedo ou mais
tarde para tudo tem troco,
Por isso não me permito
me render ao desgosto.
O Quindim até parece
contigo e a História
dele eu conheço,
Você é tão doce
que posso também
de meu dengo,
Quanto mais te vejo
mais te desejo.
Um Mate bem fresquinho
para fazer um
Chimarrão Escavado
faz com que eu
reflita o seguinte
que todo aquele
que se apresenta
com a cabeça no passado
não vale o tempo esforço
para se tornar o meu amado.
Tenho orgulho de ser brasileira e se eu nascesse de novo e de novo, pediria a Deus para voltar como brasileira. Nada o quê fazem contra o meu país desfaz o meu sentimento.
Pode cair o mundo,
a minha cabeça
jamais eu mudo,
A minha Cuia é
amor absoluto
que sempre
tem que ser feita
com Porongo,
Pode vir com ouro
que eu recuso,
A Cuia de Porongo
é o meu verdadeiro luxo.
Amo dançar
um bom Siriri
com o meu
Boi à Serra,
Na vida
quando eu
não estou
dançando,
Ando dando
uma de poeta.
Se eu desaparecer
a minha poesia
continuará existindo,
Se a minha poesia
desaparecer eu
continuarei prosseguindo,
Não comecei a escrever
poesia do dia para noite,
Nasci e me criei poetisa
da minha própria vida
e não para nenhum outro
destino que não venha
espontâneo a meu encontro.
