Eu sou tudo e nada
Experimentar o abandono
e a sombra das árvores
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.
Um minuto para respirar
e para pensar quando
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.
Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.
Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.
Ninguém é obrigado
a nada e a minha ideia
é pé de Jenipapo,
A nossa amada Terra
é aqui, e ainda bem que
não é nenhuma outra;
Sou realista e não ligo
que me chamem de louca.
Se for falar da nossa
Terra que seja doce
até para falar com
quem quer que seja,
e até do que é amargo,
Sei que não é fácil
o quê se tem passado.
Claro, que pode ficar pior,
se não embalar o seu
coração tranquilizado,
por isso busque ser
a tua paz, o seu amor
e o melhor tratando
bem todos ao seu redor.
Quando não conseguir
o modo pacificado,
Lembre-se que o silêncio
sempre será o aliado,
porque no final o quê
importa é um convívio
sereno e equilibrado.
Sem reconciliação
nada é possível,
A vida por si só
já é muito difícil.
Pensar diferente
é de direção existencial,
O quê a gente tem aprender
mesmo é a conviver.
Quando não for possível
a leveza de ser,
Crie para si um mundo
paralelo para proteger
o seu próprio equilíbrio.
Não permita que ninguém
acabe com a paz
do seu sorriso,
No final quem te salvará
é o seu heroísmo.
Por isso se permita
a escuta também Apinajé,
ora com a Lua e ora com o Sol
seguir plantando as tuas cabaças,
Ter alma de chuva
ao encontro da terra e da águas.
Percorrer uma estrada
Wari de mãos dadas
em direção a Via Láctea,
Não querer mais nada
na vida a não ser tudo
que tudo aquilo que
enleve e coincida
de maneira infinita
no ritmo do Universo
a viver a história
romântica mesmo
que tentem nos convencer
que isso não mais exista,
Porque sabemos que não
existe outra melhor coisa na vida.
Não permitir que nada
e nem ninguém tenha
poder sobre ti em nome
da sua própria existência,
aconteça o quê aconteça.
Seja indestrutível e floresça
sempre por dentro,
enquanto a Sibipuruna
floresce determinada lá fora
e não marca no relógio a hora.
Não desista por nada nem ninguém
em nome do amor de quem te adora,
e se não houver ninguém,
que venha ser por você mesmo,
porque é o quê para ti desejo.
Além de agosto que se cumpra
com tudo o quê há de mais afetuoso,
e que o caminho grandioso
se abra e permita serenamente
o seu florescer maravilhoso.
Quando fores pelo caminho
e perceber que faltam flores,
não espere e nem pense duas vezes:
seja você mesmo a sua primavera
que nem mesmo aplauso espera.
Não permitir que ao redor
nada embruteça o seu ser,
Para que nada leve a esquecer
o quanto é belo e sagrado
o berço que te viu nascer,
E que nele por razão
nenhuma ninguém deve tocar;
Lição inefável de fortaleza
com a Sapuva se deve aprender
do nosso solo amado manter,
e sempre que preciso for refazer.
Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.
Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.
Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.
Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.
Ninguém é obrigado a nada,
nem mesmo a pagar
prá ver o quê vai dar,
Você se cala ou fala se quiser,
sem ninguém te obrigar.
Se for mergulhar, é melhor avaliar,
se tens de fato como alcançar
a profundidade das consequências
sem do teu destino se desviar.
Se não for ajudar, é melhor calar;
colocando somente a sua mão
onde somente puder alcançar:
ajudando sem se prejudicar.
Se você se ajudar sempre
será melhor do que prejudicar
a si próprio ou a outrem,
é prudente encher a boca
de Cambuí do que de confusão
para não buscar o quê não convém.
Isso não tem a ver com isenção,
e sim com o direito de preservação
de tudo aquilo que na vida te mantém
num mundo que ninguém estende a mão,
a vida já desafia o suficiente até para
se pensar em buscar para si qualquer confusão.
Envolvida nas eflorescências
setembrinas das sapucaias,
não deixo que nada distraia
da esperança e das alegrias
para que não pesem o dias.
Flores caem e preparam
com primor um tapete rosa
para tudo por ele passar,
inclusive quando o amor
escolher a rota e fazer lar.
Para quando chegar o tempo
da colheita das castanhas,
ser muito além da presença
a tão sonhada diferença
do amanhecer ao anoitecer.
Chegar do nada e tornar
para o teu coração
mais do que admirada,
Aquela perene paixão
que te mantém vivo,
Como o Aracurí florido
e inaugural em setembro
para a abelha fazer mel,
Colocar-te em flutuação
e tocar contigo o céu:
a promessa cumprida
e convicta à primeira vista.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Nossas crises antes de mais nada são ética, moral e civilizatória.
Quando analisamos com um pouco mais de profundidade, nos deparamos com a triste realidade.
Não é uma questão ideológica e sim de lógica racional.
Nada contra a FÉ, porém a FÉ sem a MORAL e sem a ÉTICA é altamente DESTRUTIVA para si e para outrem.
Moral = costumes.
Ética = é um comportamento moral individualizado racionalizado!
Nada e nem nenhuma outra pessoa poderá preencher o seu vazio interior, somente você poderá fazer isso!
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