Eu sou tudo e nada

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"17-10-2020 00:09
Às vezes eu gostaria de escrever tudo o que sinto...
Mas, não posso!
Eu tive sonhos com um barco antigo e me despedia de alguém...
E nesse sonho eu sabia que nunca mais veria essa pessoa, então acordei.


Creio que seja parte da minha vida passada e eu não consigo controlar as lágrimas, porque aquele sonho, não parecia sonho...


Eu queria dizer que são tantas palavras presas em minha garganta...
Eu estou morrendo aos poucos!
Eu vou acabar morrendo de tristeza...
Eu não aguento mais!


Eu estou negando para mim mesma que preciso partir...
Porque aqui não tem mais sentido algum."




2026...Ps!! Quanta melancolia dessa época. Ainda bem que já superei 😂🤭

Sumiu de tudo? Eu também sumi.




APAGUEI redes sociais, agora eu não consegui sumir do que me domina, a arte da escrita, me faz ser viva.


Escrever, sobre nós, sobre tudo, sobre a vida...


Como vai você, aí do outro lado do universo?

Eu não queria voltar no tempo. Eu só queria que tudo tivesse sido real, porque para mim, foi um belo sonho, onde poucas cenas, me fazem escrever milhões de vezes sobre a mesma coisa.


Curta história?




Ela é tão longa, que se eterniza todos os dias em cada palavra que escrevo.

[19/3 15:06] Alinny de Mello: Eu estou preparada para tudo.

Cheguei no auge da minha maturidade.
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Não sei de todas as coisas
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Nunca saberei
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Mas, se for para tomar decisões, eu já sei como fazer.

[19/3 13:17] Alinny de Mello: Porque apesar de tudo, eu sei que eles chegaram no auge do Narcisismo
[19/3 13:17] Alinny de Mello: Eu não consigo odiar nenhum dos dois
[19/3 13:18] Alinny de Mello: Porque eles também nunca souberam lidar com eles mesmos, porém quero distância por toda a minha vida
[19/3 13:18] Alinny de Mello: A maioria das coisas que eu perdi naquela época, foram culpa deles

Eu aprendi que nem tudo depende de dinheiro quando a vida está nas mãos de Deus. Houve um momento em que meu corpo chegou ao limite, um colapso séptico que quase me levou. E ainda assim, eu voltei. Hoje entendo que Ele moveu o mundo por mim, colocando as pessoas certas no caminho, na hora exata, para uma cirurgia de emergência. Desde então vivo com serenidade, sabendo que não estou sozinha e que, quando parece impossível, Deus ainda está trabalhando.

Eu já tentei me encaixar nesse mundo que mede tudo em cifras, sabe? Como se a felicidade fosse uma planilha bem organizada, com saldo positivo no fim do mês e um carro brilhando na garagem. Mas a verdade é que eu nunca consegui levar isso muito a sério. Dinheiro é importante, claro, ninguém aqui vive de vento e poesia… mas transformar isso no centro da vida? Ah, aí já é pedir demais pra minha alma inquieta.


Porque enquanto tem gente contando moedas, eu tô contando momentos. Enquanto tem gente correndo atrás de status, eu tô correndo atrás daquele silêncio gostoso que aparece no fim da tarde, quando tudo desacelera e eu finalmente consigo ouvir meus próprios pensamentos sem interferência externa. E olha… isso não tem preço, não tem promoção, não parcela em doze vezes no cartão.


Eu descobri, meio sem querer, que a felicidade não faz barulho. Ela não chega anunciando, não vem com etiqueta de marca famosa, nem precisa de aprovação alheia. Ela mora quietinha dentro da gente, igual aquele cantinho da casa que só a gente sabe o valor que tem. E às vezes ela aparece nas coisas mais simples possíveis… num café quente, numa risada boba, num prato feito com carinho, num dia comum que resolveu ser leve.


E é curioso, porque quanto mais eu me desapego dessa ideia de ter para ser, mais eu sinto que já sou. Já sou suficiente, já sou inteira, já sou feliz dentro do que cabe na minha realidade. Não é sobre rejeitar o dinheiro, é sobre não deixar ele mandar em mim. Não é sobre não querer crescer, é sobre não me perder no caminho tentando provar algo pra quem nem tá realmente olhando.


Tem gente que olha e não entende. Acha estranho essa minha tranquilidade, como se fosse falta de ambição. Mal sabem que é exatamente o contrário. Eu tenho ambição sim… mas é de paz, de liberdade, de viver uma vida que faça sentido pra mim. E isso, sinceramente, vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.


No fim das contas, eu não quero impressionar ninguém. Eu quero me reconhecer no espelho e pensar “tá tudo bem por aqui”. E quando esse sentimento vem, leve, verdadeiro, sem esforço… pronto. Ali mora a minha riqueza.


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O mais doloroso disso tudo nem é o bolo, o vestido, ou os docinhos que eu não comi. É a quebra de uma ilusão. Porque a gente aguenta muita coisa, mas descobrir que o carinho não era tão recíproco assim… isso desmonta por dentro.

Eu achei que tivesse perdido a inspiração.


Mas, com tudo o que aconteceu, eu renasci com minhas palavras, da forma mais forte possível.

Muitas vezes eu comparo a vida a um download.


Às vezes tudo está indo muito bem mas no último segundo há uma falha.

Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.

A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.

Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.

perdoe-me por tudo o que fiz,
eu já me perdoei pelo o que eu não fiz...

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

Sim, eu mudei — e foi necessário.
Cortei tudo que era falso: amizades, esperanças, expectativas…
E sabe de uma coisa? Nunca estive tão bem.

A MULHER QUE EU QUERO

É a Mulher empoderada pronta para tudo, é a mulher que pode ser o que quiser ❣️ Mulher madura, segura, intensa e que sabe o que quer, Mulher Admirável, Interessante, inteligente, Inspiradora capaz de mudar o mundo.

Deus me vê

Deus me vê. Eu sei disso e ainda assim finjo que não sabes de tudo, como se um coração pudesse esconder-se de quem o formou.
Mas não posso. Não há canto em mim que o Senhor desconheça, por mais que eu insista em cobri-lo.

O que não compreendo é que, vendo tudo, ainda me desejas. Me desejas como estou agora, não no que eu poderia ser um dia. Este que sou agora, quebrado como estou, é o que queres.

Como Adão, que temeu porque se viu nu diante de ti, e cobriu-se de folhas que nada escondiam. Também eu sou assim. Teço as minhas próprias folhas, e sei que és tu quem as vê murchar antes mesmo de eu terminar de costurá-las.

E quando a vergonha tenta afastar-me de ti, corro; mas para onde correria eu, que não estivesses lá primeiro?
Esperei que fosses embora. Tu ficaste. Sempre ficaste.

Não sei o que o amor contém, nem tenho palavra que o alcance por inteiro. Só sei que és tu quem o define, e que ainda que eu tente me esconder de quem me formou, nunca encontrei lugar algum onde já não estivesses primeiro esperando por mim.

As vezes eu só queria sorrir, quando tudo não estivesse bem.

Tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto!

Conheço meu potencial e tudo o que posso entregar, mas eu me pergunto: você é digna?

Tem que ter disposição. Prometa-me a sua alma e eu a faço arder como chamas meteóricas. O meu afeto não cabe em medidas humanas. Quis compará-lo a um astro, pensei em Netuno. Netuno, não. Netuno ainda é um lugar, ainda conhece fronteiras. O que eu ofereço não orbita, invade. Alimentaria você para além do espaço e do tempo, até que confundisse a minha presença com a gravidade que mantém os corpos de pé.

E então, no dia em que eu diminuísse a intensidade por um único instante, você chamaria isso de ausência. Não porque eu tivesse ido embora, mas porque acostumar-se ao excesso transforma qualquer sobra em abandono. É assim que nascem os dependentes: primeiro recebem o infinito, depois aprendem que o infinito também cansa.

Eu sei o que causo. Em mim, antes de qualquer outro. Toda luz exagerada cobra seu preço de quem a acende. Não existe estrela que queime sem consumir a própria matéria.

Mereço passar por isso? Claro que sim. O karma que carrego eu mesmo financiei. Assinei cada parcela sorrindo, como quem acredita que algumas dívidas nunca vencem. Hoje pago tudo com juros compostos de memória.

E eu já sabia. Sabia quando prometi mais do que um coração consegue sustentar. Sabia quando fiz do afeto um espetáculo, como se amar fosse incendiar tudo ao redor para provar que havia calor. No fundo, sempre soube que quem transforma o próprio peito em sol acaba condenado a viver cercado de planetas frios.

Talvez o meu maior castigo nunca tenha sido perder alguém. Foi ensinar as pessoas a sentirem falta de uma versão minha que nem eu consigo habitar para sempre.

Se hoje fosse o último dia
Para Lana e Ian


Se hoje fosse o último dia,
eu faria tudo exatamente igual.


Eu acordaria vocês
com um beijo longo,
cheio de vida, cheio de nós…
Assim como fiz ontem.


Abraçaria devagar,
dizendo “bom dia,
meus amores”,
mesmo que o dia
assustasse lá fora…
Assim como fiz ontem.


Prepararia o lanche
mais gostoso,
o suco que vocês adoram,
e sorriria ouvindo cada
risada boba…
Assim como fiz ontem.


Faria o almoço com carinho,
porque amor também
se serve no prato…
Assim como fiz ontem.


Repetiria mil vezes que
eu amo vocês,
até vocês acreditarem
que esse amor
é maior que o mundo…
Assim como fiz ontem.


Mostraria, em cada gesto,
que vocês são a melhor
parte de mim…
Assim como fiz ontem.


Tentaria transformar o dia
no mais bonito da vida de vocês…
Assim como fiz ontem.


Protegeria cada passo,
cada sonho, cada medo…
Assim como fiz ontem.


E, mesmo no último instante,
eu plantaria esperança em seus corações,
para que os dias que
viessem depois
fossem mais leves…


Assim como fiz ontem.
E antes de ontem.
E sempre.


Porque ser mãe
é amar como se todos
os dias fossem o último —
e o primeiro também.


É ensinar a sair da
zona de conforto
e buscar o que realmente
traz felicidade.