Eu sou tudo e nada
ALGO QUE PULSE
Às vezes você me olha
E eu penso que nada é exatamente nada
Até que que se explique, se desfaça, se dissolva
Ou se resgate algo que pulse
Às vezes você me olha,
E eu não disponho de algo que aborde
Aceite ou pelo menos caiba tanta emoção
Sem agredir o que resiste do que é quase morto em mim
Ás vezes você me olha
E a minha transparência , suposta capacidade que me atribui
A tua proximidade, de mostrar o outro lado
Ou de transpor o translúcido
Para atingir o espírito, sem molestar a matéria
Para mostrar que apenas as vezes você me olha...
Nada mais que eu diga
mudará nossos destinos
nada mais que eu faça
mudará o sentimento
meu melhor momento
é me sentir bem pequenino
tua ausência é o meu maior tormento
Já fui feliz um dia
ou pensei que era
mundo de fantasia,
mundo de quimeras
agora sigo aflito nessa ansiedade
só o instante da tua presença traz felicidade
ÓPERA
Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho
Mas tem um grilo que cricrila pela noite afora
Ele conversa sobre os medos da noite
E tem os gatos; e os gatos cantam
Como só os gatos sabem de ópera
E eu roubo-lhes as vidas
Já tenho sete, afora o infarto
Conversei com Deus nesse dia
Vi Maria na última travessia da Dutra
Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho
Mas o negro que vejo no antigo engenho
Tem cicatrizes nas costas,
Mas tem prosas bonitas de Angola
E derrama poesia quando fala de sinhá
E quando não fala de nada
Eu percebo o meu Brasil moreno
Tão rico, tão grande, tão pobre e pequeno
Que eu namoro as namoradas que não são minhas
E as minhas namoradas não namoram comigo
E eles pensam que eu não tenho nada e eu nada tenho
Porque o que eu tenho é sentar na calçada
E olhar a lua, as estrelas e o firmamento
E tudo isso já pertence a russos e americanos
Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho
Mas eu tenho a magia das palavras
Essa coisa que me instiga e me oferece a ilusão mambembe
De que eu de nada preciso
Que o resto é abstrato, o resto é engano...
PROCISSÃO
Quando eu não tiver nada ainda terei as palavras
Terei o silencio e a virtude de saber não possuir
E as minhas palavras dar-se-ão as mãos
Numa ciranda a cantar poemas a edificar a solidão
E a minha solidão povoa,
Pavão, pavoa, encantos, penas e cantos
Leitos, lagoas, embarcação, canoas
Uma procissão, uma novena,
Meu verso vai de Tóquio a Cartagena
Porque minhalma não é pequena,
Minha estrofe é forte e minha verdade serena
E o meu silencio não dói; não dói quando passa a tarde
Quando passa o rio, quando passa o vento,
O meu silencio só dói quando passa o sentimento
SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR
Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.
As horas correm,
Eu apenas rastejo ao seu calcanhar,
Fico mais próximo de meu fim,
Um nada, impossibilitado de amar.
Eu sou tudo além de mim,
E simplesmente nada além de tudo,
Pois a inexistência do nada,
Coexiste com meu querer, um salto no escuro, uma loucura transladar.
Nao importa o que dizem...nada me fará mudar de opiniao...quêm escolheu fui eu...e quêm foi escolhida é você...amor quero que saiba que você é o meu conjunto complementar.
Apenas um verso de amor...
Olhei-te profundamente
Nada falei... Já não existem palavras que eu possa dizer...
As cinzas da tarde partem este coração que arde...
Sou apenas uma sinfonia ou uma gaivota concisa
Que trás no peito apenas esta paixão silenciosa...
E assim vou tatuando teu nome no céu azul...
Arremetendo cativa do voejo na mais intensa altitude
Mas sempre volto para viver onde as gaivotas têm seus ninhos...
Hoje acordei qual um sonhador...
Fazendo da minha manhã um verso de amor!
Às vezes, pesquiso coisas nada a ver.
Escrevo meu nome, mas não acho o que eu realmente quero.
Procuro o que falta em minha alma.
Escuto muito, dizem que falta emoção.
Mas será realmente isso?
Ou será que são minhas emoções?
O custo de não conseguir sentir mais nada
É a falta delas.
Não é igual à mente ou ao coração, uma hora o coração para de bater e a mente acaba esquecendo.
Muitas coisas fazem falta,
A saudade vem e não para,
Um vazio que não acaba.
Será falta de amor dos outros
ou de se amar?
Afinal, o amor vem e vai
Mas sempre haverá alguns que ficarão pela vida toda em seu coração.
Não há nada que eu queira mais do que lhe encontrar.
Pois eu sei que quando meu coração no teu encostar, o amor há de transbordar...
Será um dia bonito.
Feito poesia de Cecília Meireles.
Nosso beijo será intenso e doce, feito poesia de Drummond.
A gente vai entrelaçar as mãos, e eu vou ficar corada...
Vou sentir você Amor...
O seu toque.
O seu cheiro.
O seu beijo.
Meu olhar vai brilhar...
Cê sabe que sou emotiva.
Então cê vai me fazer sorrir...
Do jeito que só você sabe.
E o dia seguirá bonito.
Ensolarado.
Pois estarei com Meu Amor ao meu lado...
E quando a noite vier...
Será uma linda poesia de Neruda...
Santa ignorância!
Aí, tu dizes: "Tem gente que não sabe nada de nada e é feliz. Por que eu, com minha formação e tantos conhecimentos, não?"
Ora, porque talvez te falte um pouco de 'ignorância'.
꧁𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉꧂
A arte liberta
Quero minha liberdade
Nada da futilidade me trará felicidade
Ainda que doa eu prefiro a verdade
Não tem haver com a idade
Eu me sinto como a lua
Em várias fases
Todo artista tem dor
Nunca encontrará um artista são
Não tem como
Ou vc é são ou tem coração
Um dos meus preferidos é van Gogh
Mais eu não quero que meu futuro seja igual o dele
Não quero me enganar até os 35
"Refém do Invisível"
Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.
Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.
Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.
Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”
O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?
Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.
Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.
Odeio o amor. Não, eu odeio a mim quando amo, amo tão intensamente que não me resta nada além do desprezo, me envolvo de adjetivos negativos, que funcionam como barreira pra qualquer elogio que me façam. Odeio minha intensidade, pois sinto que nunca me amarão da mesma maneira, demonstro demais e sou emotiva, chorarei por tudo que façam, seja um ato simples como andar de mãos dadas, como algo complexo, um encontro num restaurante chique. Às vezes me questiono sobre meus sentimentos, questiono se eu sequer os entendo, mudo muito rápido? Ou será que apenas não sei perceber o que sinto? Será que me odeio? Não me vejo negativamente, ou será que vejo e não aceito? Pois quero acreditar o que me é dito sobre mim, sobre minha imagem formada em outras retinas. Nunca me foi dito que sou feia, mas mantenho essa ideia sobre mim. Há mais comentários positivos do que negativos, porque não os acolho como fiz com os poucos negativos que recebi? Acho que nunca me entenderei, e questiono se alguém me entenderia, logo eu que vivo minha pele e habito minha mente, não compreendo, imagino a dificuldade que seria para alguém que tem seus próprios demônios, numa luta a entender os meus, tão confusos.
Antes de mais nada, começo dizendo que eu não vou me distribuir por aí. Chega de me perder em noitadas por diversas bocas, rostos e nomes. Essa versatilidade de sujeitos não faz mais minha cabeça. Para ser sincera, acho que sempre busquei um coração que me desse a oportunidade de plantar minhas sementes, cultivar, fazer crescer, regar, podar, e todas essas etapas que a gente cumpre quando planta feijão no algodão. Beleza, dinheiro ou status nunca foram as minhas prioridades ou sequer estiveram dentre os meus focos. Rostos feios têm beijos alucinantes. Bocas carnudas mordem línguas e trincam dentes. Não quero conversar com cifrões. Na verdade, prefiro as cifras. As nossas músicas e gostos em comum. Hoje, estar sozinho não é necessidade, mas sim opção. É que eu prefiro ir ao cinema, mas não quero ter ao meu lado alguém que nem sequer ri das piadas do filme. Eu, do alto das minhas maiores decepções, busco alguém que me faça querer saltar dum penhasco por esse amor. Alguém que faça meu coração descompassar. Que faça ele disparar. Acelerar. Ou apresse o passo. Passe fora. Dê no pé. Rale peito. Porque, se for para ser assim, prefiro que nem seja. Não gasto lágrimas, tão pouco roupas. Fico em casa, ligo a TV e sonho. Ou leio livros. Ou ouço músicas (prefiro muito). Ilusão por ilusão, prefiro as da ficção. Chega de forçação, por favor. Eu mereço alguém de verdade. A sociedade não me convenceu, em todos esses anos, que os "felizes" são os casados ou os solteiros. Minha vida levo como quiser, com quem quiser. Não conheço "exemplos" de felicidade. Comercial de margarina é só na tv.. Minha vida não é rosa, e nem a sua. Realidade, gente! Eu me permito! Eu não sou obrigada!"
Beta Dourada - Fingindo demência e Praticando ausência..
Nada mais
.
Quero sempre mais do teu amor
E entregar-me-ei como eu estou.
A minh’alma outrora fria e transparente
Se aqueceu nas cores deste amor...
.
Talvez eu fique por um pouco
E outro tanto que deixar,
Eu só não quero
Mais de ti me afastar.
.
Os ventos que se agitem lá fora,
Dos contornos do teu abraço
Nada mais vai me tirar.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
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