Eu sou tudo e nada

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Você reclama contra o meu desalento. Tem razão, Francisco, sou um pouco desalentada, preciso demais dos outros para me animar. Meu desalento é igual ao que sentem milhares de pessoas. Basta, porém, receber um telefonema ou lidar com alguém que eu gosto e minha esperança renasce, e fico forte de novo. Você na certa deve me ter conhecido num momento em que eu estava cheia de esperança.
Sabe como eu sei? Porque você diz que sou linda. Ora, não sou linda. Mas quando estou cheia de esperança, então de minha pessoa se irradia algo que talvez se possa chamar de beleza. (...)
A hora de rir há de chegar, Francisco.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Adeus, vou-me embora!

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O romantismo saiu perdendo com isso. Não sou saudosista. Mas as pessoas atualmente não desfrutam mais o amor como ele é. O coração não dá mais pulos, tudo é materialista.

Tudo o que é verdadeiramente sábio é simples e claro.

As mulheres adivinham tudo; elas só se enganam quando refletem.

O MATA-BORRÃO
O mata-borrão absorve tudo e no fim da vida acaba confundindo as coisas por que passou... O mata borrão parece gente!

Acima de tudo quero que vocês descubram a alegria da criação a partir das vossas próprias mãos. A possibilidade de criação a partir do papel é infinita.

O hábito não faz o monge, e há quem, vestindo-o, seja tudo menos um frade.

Tudo passa, só a arte robusta possui a eternidade.

O passado é a única realidade humana. Tudo o que é já foi.

Nem tudo são flores
nos meses de primavera.
Voam marimbondos...

Tudo é engraçado desde que esteja acontecendo com alguma outra pessoa.

O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.

Se tudo fosse claro, tudo nos pareceria inútil.

O esquecimento é a morte de tudo quanto vive no coração.

A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.

Todos e tudo obedecem ao dinheiro.

Urbanização

Tudo o que vivêramos
um dia fundiu-se
com o que estava
a ser vivido.
Não na memória
mas no puro espaço
dos cinco sentidos.
Havíamos estado no mundo, raso,
um campo vazio de tojo seco.

Depois, alguém
urbanizou o vazio,
e havia casas e habitantes
sobre o tojo. E eu,
que estivera sempre presente,
vi a dupla configuração de um campo,
ou a sós em silêncio
ou narrando esse meu ver.

Nem tudo o que dá certo é certo.

Entendo que os chefes devem reconduzir tudo a este princípio: aqueles que eles governam devem ser tão felizes quanto possível.

O tempo, tudo o consome e apenas o amor o aproveita.