Eu sou tudo e nada
Eu não gostava de festas. Eu não sabia dançar, e as pessoas me assustavam, especialmente as pessoas em festas. Elas tentavam ser atraentes e alegres e espirituosas e, embora esperassem exercer bem todas essas funções, fracassavam. Elas não eram boas nisso. O fato de tentarem com tamanho afinco só piorava as coisas.
Eu podia jurar que você ia me fazer feliz, mas não! E agora você chega e diz porque você está tão fria? E eu vou lhe responder, porque um otário quebrou meu coração!
Cores, flores, leveza, estrelas, doçura, nuvens e sorrisos.
Sei que eu repito essas palavras muitas vezes, em todas as frases, em todos os textos.
É que meus dias têm sido desse jeito, compostos por essas delicadezas.
Feitos dessas bonitezas da vida, que fazem tudo parecer mais...leve.
Que Deus permita que eu siga bordando meus versos com milhares de cores e flores, e lindezas, assim.
Transformando passado em poesia, desenhando no presente, um futuro mais bonito. E doce. E todinho enfeitado de fé.
[amém]
Eu sei que eu nunca vou amar ngm como eu amo você, mais eu não posso ficar vivendo na esperança de um dia ter você de volta. E sendo assim a Minha vida segue!
- O Amor é Filme - Cordel do fogo encantado
O amor é filme..
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a
gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica
um belo dia a gente acorda e hummmm...
o filme passou por a gente
e parece que já se anunciou o episódio dois
é quando a gente sente o amor se aboletar na gente
tudo acabou bem, agora é o que vem depois
o amor é filme
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a
gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira,
comedia romântica
é quando as emoções viram luz
e sombras e sons, movimentos
e o mundo todo vira nós dois, dois corações bandidos
enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
o zoom-in dá ré e sobem os créditos..
O amor é filme e Deus espectador!
Ode ao Burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?
Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, nem sempre tenho motivos. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.
E quem disse que eu gosto de você? Eu gosto do meu quarto, do meu computador, gosto de ver filmes, as vezes gosto de ler, posso até dizer que gosto de estudar. É, eu gosto de tudo isso, mas você? Ah, você EU AMO.
Exagerado eu tenho pressa do urgente
Eu não aceito sua prisão, minha loucura me entende
Baby, nem todo poeta é sensível
Eu sou o maior inimigo do impossível
Minha paixão é cativeiro, eu me cativo
O mundo é lento ou eu que sou hiperativo?
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