Eu sou tudo e nada
Dançam as flores
da Espinheira-Santa,
Ser como o vento
que tudo balança,
Ser o poema de amor
que te alcança,
Assim se sagra
a bonita esperança.
Aprenda que nem
tudo o quê se vê
nasceu feito para comer,
No mesmo sentido
são as informações
que não devemos absorver.
A Baga-de-Macaco
é bonita ao florescer,
ela não nasceu
para você comer,
A sombra dela é mais
útil do que lenha
e se for usar você
pode criar o quê quiser.
Aprenda que você
pode tudo com
a Mãe Natureza,
Desde que a conheça,
ajude para que nada falte
e colabore para que a vida dure.
Você não acredita na lenda
do Lobo do Cemitério,
Você não acredita no poema
e tudo aquilo que é capaz de fazer,
Depois não venha se surpreender.
Ver poesia em tudo
até mesmo quando
você se cala tem sido
um doce suplício
que me faz lapidar
a minha palavra
erguida como um
Acaiacá fascinante,
Sei que de ti sou
a parte mais alucinante
e no meu recolhimento
venho me preparando
para ocupar o meu lugar.
O Pica-pau-rei
esculpe o tronco,
Na vida nem
tudo merece troco,
Prefira a poesia
que arrepia até em sonho.
Com olhos de amor
e festa é possível
sempre contemplar
beleza em tudo,
Pomerode é um lindo
poema neste mundo.
Colibri-de-canto
poema e canto,
Te amo por tudo
e cada novo canto,
És meu romance
doce, fascinante
minha devoção
e amor de perdição.
Com a potência do meu
amor abraçarei o seu
e te levarei para o interior
de tudo o quê há de mais
profundo onde a Anhuma
sob a luz da poética Lua
te faça meu e me faça tua
até onde as coincidências
transportem os dois para longe
onde será preciso apenas
o silêncio, contentamento e ritmo.
Viver colocando política em tudo e sem sonhos é perigoso, e se torna solo arado para a guerra. Sem sonhos não há rota de liberdade.a
Araponga minha
que canta alto
em Santa Catarina,
Não tenho dúvida
que você tem tudo
de amor e poesia,
Enquanto eu ouvir
o seu canto de amor
minh'alma na vida
nunca estará perdida.
Sob as bênçãos
dos Ipês-roxos,
corações apesar
de tudo ainda
moços haverão
de se encontrar,
E que a ventania
há de decorar
o chão com estas
flores que a luz
da Lua as tornará
ametistas para
o amor coroar
com toda poesia
florescida a celebrar.
Coral-sol ao invadir
os mares da mente
é a minha poesia
criada para devorar
somente tudo aquilo
que não me pertence;
Autorizo que fique
o amor, a essência
e a força que me faça
nadar contra as correntes.
O tempo às vezes
se parece com
o Hydnophora
que se espalha, vence
e devora sempre
tudo aquilo que toca,
E para resistir
é preciso de muita poesia
para fluir, para viver,
deixar fluir e deixar viver
para tudo aquilo que há
de mais singular em nós sobreviver.
Dançam os galhos
do Coral Xênia Pulsante,
O mergulho é absoluto,
o desejo é intenso,
tudo isso é novo,
implacável e vertiginoso,
O pertencer é mútuo,
livre e profundo,
Um não prende o outro,
e sim um deixa a cada
dia um mais livre que o outro,
A liberdade é a senha,
a chave e a guarda do tesouro.
Tudo aquilo que foi escrito
pelos seis continentes
não pode ser mudado,
Só acredita que pode quem
gosta de ser enganado,
Um poema ou a letra de uma
música modificados
nunca encontrarão encaixe,
Porque são os olhos e os ouvidos
da alma que leem e ouvem,
No mesmo sentido assim são
os povos e as pessoas que
creem que podem erguer
castelos sobre os escombros
de uns e às custas dos outros,
todos estes nunca encontrarão
na vida o seu real encaixe porque
se nutrem apenas destruição.
Melancia
Fiz uma imaculada
canção para os ouvidos
místicos do coração
com tudo do milênio
que artistas pintaram
e poetas escreveram.
A metáfora da flâmula
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre
será novo embora nativo.
Embora uns não creiam
que o amor é muito
maior do que a morte
onde ficar vivo ainda
é questão de sorte
ou para outros é poesia.
Contando toda História,
falando sobre tudo o quê
se passa: assumo o tempo
todo que tiro o sossego
de quem acha demais
e se impõe pelo medo.
Mesmo que eu seja
a única ou a última
voz sigo erguendo
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.
Poesia Sonora
O teu abrir e fechar
de lábios concede
poesia paradisíaca,
Tudo aquilo que você
pronuncia hipnotiza
com Poesia Sonora,
Tenho a certeza que
a recíproca é certa,
Em sintonia seremos
Poesia Sinfônica.
O último dia do ano
O último dia do ano é para você
deixar para trás tudo aquilo
que não foi tão bom assim
ou aquilo que não irá satisfazer mais,
Porque eu sei que se você quer,
você sempre pode viver em paz
e ninguém é capaz de te puxar para
trás.
Último Dia do Ano
A poesia do último dia do ano
é para você libertar de tudo
aquilo que te trouxe castigo,
ou aquilo que coloca a sua paz sob
perigo,
Se você quiser você pode sossegar
aqui comigo em Rodeio,
Encontrar a sua paz e ficar bem
distante de tudo o quê te puxa para
trás.
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