Eu sou tudo e nada
Talvez o problema na vida seja esse,
Sempre querer o muito de tudo
O intenso, o profundo
E se frustrar
Por ter somente uma pequena partícula
Tudo o que fazemos na vida, exige um começo, um aprendizado. Não há acertos sem falhas, não há aperfeiçoamento sem prática, não existe técnicas sem experiência e conhecimento, não existe perfeição sem antes ter sido imperfeito inúmeras vezes.
Nem tudo o que serve pra você vai servir pra mim também.
Senão, você se olharia no espelho e me veria.
Apesar de tudo e de todos, viva.
Viva quando estiver feliz,
Viva quando a tristeza chegar,
Viva quando o vento vier forte
E te tirar do seu lugar.
Apesar de tudo e de todos, viva.
E surpreenda-te contigo mesmo,
Descubra a tua força,
Pra que quando chegar a tua hora,
Tu possas dizer
Apesar de tudo e de todos, vivi.
Uma escolha errada pode mudar sua vida em questão de segundos.Tudo vai se transformando em minutos.
O mundo muda o tempo todo.
E a gente termina mudando também.
O mais incrível é descobrir o tanto de gente que torce contra você. Parece que a sua derrota alimenta os seus egos. Mais esse é o aprendizado que fica da sua escolha errada.
O pior é que você só descobre que fez a escolha errada depois que aquele segundo já aconteceu.
BEATLES FOREVER
I WANT TO HOLD YOUR HAND
Há uma doce lembrança de como tudo acontecia , e a ânsia que condimentava a existência, dando um sabor especial ao mais simplório dos sonhos, desejos e fantasias. O beijo no rosto, o toque na mão, um afago, um olhar mais constante com todas as palavras que não saberíamos falar; e a magia concentrava-se exatamente no que deixaríamos de dizer, porque tudo vinha `a tona muito facilmente. Não havia a necessidade de naufrágios; de submergir uma emoção, para não deixar transparecer um sentimento, por aquilo poder demonstrar uma nítida fragilidade, era gostoso poder mostrar esse lado humano, assim era fácil edificar uma paixão bem alicerçada, sem temores de síndromes.
I want to hold your hand parecia ingenuidade, porem, segurar a mão significava pactuar a alma; a irresponsabilidade que pudesse transparecer era mera ilusão. E desfrutávamos também da ilusão dos cabelos longos, calças bocas de sino e chinelos de dedo. A longa e tortuosa estrada,(the long and winding Road), era a cronologia que nos levaria a todas as épocas, transpirando poesia por todos os poros, com a lucidez de uma adolescência que não faleceria aos dezoito anos . Hoje falamos em saudade sem o flagrante de um sentimento de perda, falamos em lembrança sem as abstrações dolosas da nostalgia; porque as tolas canções de amor (silly Love songs), são como trilhas sonoras para o nosso dia a dia.
Paul tinha a virtuose com a guitarra, George alimentava essa virtuose e, Ringo na bateria ajudava a luzir. John era o pilar de tudo isso e tinha a ideologia da paz, e como ninguém consegue viver pra sempre num submarino amarelo,(yellow submarine) John assumiu sua postura., contrario aos ataques no Vietnan,
E toda postura ofensiva dos estados unidos ...
No começo help soava como uma brincadeira de alguém que pedia socorro para seus momentos de solidão; hoje help soa como a profecia da violência gratuita de Chapman que se avizinhava. Chapman provavelmente nunca entendeu( Lucy in the Sky with Diamonds), provavelmente nem (with a little help from my friends), com uma ajudinha dos amigos, aliás acho que ele nunca os teve. ( Imagine), Chapman não teve essa capacidade; de posse de um autografo e uma pistola tentou se livrar de todas as suas frustrações...
Hoje eu relembro um pacificador e seu sonho, (give peace a chance), suas crises existenciais que faziam fluir o sarcasmo de Paul, George e Ringo em (get back), mas não posso entender, como um pacificador é assassinado como se estivesse numa batalha
Ouço yesterday e sinto saudades. Relembro Cazuza e procuro; “ideologia, eu quero uma pra viver.”
Tadeu G Memoria.
TUDO O QUE SEI...
O que sei de estrelas?
Na minha mente eclipsada de confusões
Só há chuva no jeito de ver e de sentir...
O que sei de calor?
Há um constante ocaso no despertar
Das minhas emoções
As flores que conheço são luzes urbanas
São olhos de máquinas dinâmicas,
Que gritam a dor do não sentir...
O que sei de universo
É tudo que se sintetiza na tua retina
E nessa silhueta de anjo
E é isso que me faz ver constelações
Sobre a tua cabeça
E nuvens sob os teus pés...
Nada entendo de sonhos
Mas a noite me conduz
Entre divagações e tons celestiais
A tua voz é uma promessa de um paraíso
E eu penso no beijo...
Isso é tudo o que sei de amor.
Tadeu G. Memória
NAPOLEÃO
Psiuuu! O gato repousa...
O silencio é sagrado
Tudo que foi dito pela madrugada
Sobre a inabalável reputação de Lili
Fica esquecido
Toda algazarra no telhado,
O escândalo do bife roubado,
Os arranhões no leão,
Tudo põe-se de lado,
Napoleão dorme,
Provavelmente sonha
com batalhas consagradoras,
Um império grandioso,
Um exército irreparável
Infalíveis estratégias felinas...
Está tudo tão claro agora,
está tudo tão nítido
como o alvorecer
de uma aurora ensolarada,
como o céu anil de uma tarde de verão:
era amor...
JIA
A princesa beijou o sapo e virou uma jia
E tudo que o sapo coaxava
Aos seus ouvidos era poesia,
E todo pulo, todo arroto era estripulia...
A língua esticava, o mosquito pegava,
As estrelas luziam...
Se todas as constelações habitassem a lagoa
E todos os beijos habitassem as canções
Onde estaria a sapa?
Valas são partituras nas periferias
Onde cantam as jias e ecoam as pererecas
A princesa conheceu esse mundo
E saiu beijando tudo o que era vagabundo
E o coaxar dos batráquios ecoava em todo canto
E o encanto da princesa se perdia
Que príncipe beijaria uma jia?
Então só lhe restava o pântano,
O espanto das sombras, as sobras na lama...
O drama de se aceitar como jia,
E ter a certeza que o conto de fada mentia...
ONTEM
Tudo era tão lindo,
Quando tudo era lindo,
Quando tudo era tudo
Que se resumia no indelével prazer
De achar que era tudo aquele querer
Era tudo que eu sonhava
Quando eu sonhava com tudo
De bom que eu pudesse ter
TINO NORDESTINO
Se tudo se perde na cinza com o tempo
E no crepúsculo apagam-se todos os momentos
Se verde eu me prendo nesse fruto,
Essa cica de um azedo absoluto,
A alma seca de tempos de estio
O coração árido e vazio
Nossas essências vagam entre os fantasmas
Que gemem no crepitar da caatinga
O vento alimenta a ilusão de mudanças
Como se ainda fôssemos crianças
E na sede, na fome nesse destino
Nessa eternidade sem tino
Que seca açudes, que racha a terra, que mata o gado,
Não passamos de meninos...
o mistério de tudo... se fosse diferente talvez não fosse tão doce,
mas conversaríamos sobre qualquer banalidade
sob o calor daquelas tardes mornas
e as futilidades eram só pretextos para estarmos juntos;
por que haveria de ser diferente...
eu escreveria alguma coisa...
eu já pensava que era poeta,
mas nunca dirigi a palavra correta para a pessoa certa... meu Deus!
um colibri se perde com o néctar das flores;
por que, ou por quem se perdem os poetas...
minhas fantasias tem carnavais tão lindos;
meu coração está cheio de feriados,
de sábados e inesquecíveis domingos
mas... se fui feliz, eu não sei
felicidade é a próxima estação, ou a estação passada...
não diga mais que a vida é tão fugaz,
fugaz é essa dor de dor nenhuma...
é o teu olhar, o teu sorriso, o teu perfume,
o teu cabelo ao vento;
é este sentimento que me diz que tudo é mistério...
e no amor, mistério é tudo... mas tudo é tão fugaz.
AQUELA MALDITA CURVA...
Então está ali o buraco, a sintese de tudo, ali está...
você está numa caixa com flores e uma coroa...
falam, oram, se lamuriam...
falam como se você estivesse muito longe...
o teu cérebro ainda funciona,
mas está tudo escuro e você não consegue gritar;
o féretro desce sistematicamente sob a histeria de alguns,
a terra cai, é um mundo escuro
onde se vira saudade por algum tempo
na lembrança de alguns,
e fantasma na visão de outros...
X-TUDO
Seja feliz, mas não seja tão feliz,
Tem tanta gente por um triz
Tem tanta gente por um x,
Por um x-tudo, por um cachorro quente
Por um cachorro
Tem tanta gente pra se certificar num raio x
Seja feliz, mas não seja tanto...
Chore de vez em quando,
De vez em quando seja um ser humano...
AS CORUJAS PIAM
Nem sempre tudo está muito claro,
E de pijamas tudo é sempre obscuro,
Os pássaros silenciam e as corujas piam,
Os gatos fazem um escândalo...
Eu tento entender as constelações
E tudo mais que me parece ininteligivel
Como supor que alguém me espiona
Ou imaginar monstros debaixo da cama...
O resto se sintetiza nos olhares perdidos no vazio,
Famílias que mendigam nas calçadas,
Essas coisas que fontes luminosas de shoppings luxuosos
Ou flores raras de jardins irreparáveis não conseguem maquiar.
A filosofia é um bálsamo pra alma,
Não que explique tudo, pelo contrario,
Talvez o seu maior encanto é caminhar vendada
À beira de um precipício;
Mas isso não deixa de ser uma lógica.
Quando temos a teoria: o que me encanta são os desencantos...
O que me encanta são os desencantos...
Então não parece muito claro, por mais claro que possa parecer...
Queremos o sempre por mais obscuro que possa ser
As tardes vazias por mais vazias que sejam sempre
As fontes , as flores...e o que vai mudar o que somos ?
O que vai mudar o que somos?...
Se a pureza de nossos olhares se perderam
Nos lampejos vespertinos dos nossos desejos
O domingo termina silencioso, como se tudo fosse um segredo e a noite lenta e enigmática me conduz às emoções mais profundas, as mais remotas, as densidades de todo sentimento e ressentimentos; chega um momento que tudo começa a se esvaziar e um buraco negro parece que ocupa todo o nosso universo interior, mas tudo deve ter um sentido; 'tudo tem um sentido'' grita um astronauta perdido nestas profundezas. é só um domingo que passa; isso pra quem não tem sensibilidade, pra quem percebe a violência se avolumando, o caos denuncia um apocalipse onde a humanidade é algoz de si mesma. descasquei uma banana, escrevi alguma coisa, mas os diálogos são sempre reticentes; o que pensam de mim não devia me perturbar tanto, mas não bloqueio essa inconveniência, nem disfarço a perturbação. algum dia vais compreender toda essa introspecção que me faz sorrir sozinho e todo o efeito desse silencio de alguns palmos e poucos minutos de espera... ah, eu não devia sonhar tanto, mas é isso que me mantém vivo, apesar de aumentar-me os pecados. "as manhãs ensolaradas têm menos brilho que a tua presença" Cecília talvez tenha algum poema com frase semelhante, mas essa é a marca legítima de um poeta romântico e anônimo; as paixões, os sonhos, os ideais me encantam; então imagino o sol caindo lentamente no horizonte, dourando nuvens esparsas num outono qualquer, alguém confidencia: "eu te amo". Deve ter acontecido muitas vezes, e muitas vezes ainda acontecerão; mas a mais bela das confissões fica presa num silencio obtuso, impressa num olhar piegas e insistente; pode parecer paradoxal, mas num mundo de zumbis também existiam anjos; e, a partir das quatro da tarde todos que passam em direção à praia, vão à cracolândia; era o que se passava na minha cabeça, e desde então o número de pedintes aumentava consideravelmente. A senhora com a camisa do mais querido do Brasil foi chegando, falando com as pessoas coisas que eu não ouvia com exatidão, mas já imaginava, era mais uma entre os pedintes que apareciam naquele horário; não tinha aspectos assustadores, mas só o fato de pedir já assustava, principalmente naquele horário. Falei-lhe em espanhol na tentativa de não ser compreendido para me livrar daquela inconveniência; ela respondeu e continuou falando em espanhol; me disse que era professora de história, e geografia, mas que tinha se contaminado com as drogas e então vivia daquele jeito. Falei-lhe de Deus, da Bíblia, dos preceitos cristãos; mas aquilo só detonava o que eu pudesse ter de esperança na humanidade; se as girafas que eu via na Quinta da Boa vista tivessem um pouco de sensibilidade, provavelmente elas se enforcariam, mas onde encontrar cordas e árvores resistentes para suportar o peso de uma girafa; e os ele
fantes... os elefantes jogar-se-iam do cristo redentor. Jocasta na varanda do nono andar, certamente contemplaria os moinhos de vento em Amsterdam, nem sei se seu nome é Jocasta, assim a chamo, porque de Jó ela nada tem, e casta ela não é; e como alguém de um condomínio em Belford Roxo contemplaria as flores de Amsterdã, só alguém muito distante, Jocasta; isso se ela não estivesse pensando em... meu Deus, melhor nem conjecturar essa hipótese. O "Dia" se encarregou da manchete: "jovem de 19 anos voa pra morte".
A segunda-feira chega lenta, consigo um poema e ainda sonho. Vejo a professora de história na escola onde o meu netinho leciona; parece que nem tudo está perdido, nem tudo está perdido; mas temos muito o que se procurar, temos muito o que se procurar dentro do que temos noção do que se tem de fazer e do que ainda não temos noção do que se deve ser feito. mas entre os folhetins, entre uma e outra viagem espacial, entre novelas que vão e vem, e renovam amores e remexem as saudades, descobertas, epidemias, pandemias; aparece esse feeling que ainda não tem rótulo, mas nos deixa alados e sonhamos, sonhamos, sonhamos... até que chega a nave... percebo a libélula, um alien assustador... eu tenho medo.
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