Eu sou tudo e nada
Fim de ano é sempre assim, a gente para e revê tudo o que foi feito,tudo que foi dito e agradece,sim,por estar vivo. Meticulosamente fazemos a limpeza da alma, do coração, de tudo...só aí a gente pode parar pra pensar em quem (e no que) a gente quer levar pro próximo ano.
Ando pelas ruas da vida procurando.
Atendo a tudo que possa me interessar.
Tal qual um colecionador...
Olho, vejo, sinto e pego.
Pego para mim:
Promessas e dissabores.
Amores e sorrisos.
Cores e decepções.
Lágrimas e abraços.
Saudades e orgasmos.
Alegrias e paixões.
Lembranças e beijos.
Alguns itens são compulsórios, aceito! São meus!
Guardo todos em lugares especiais.
Pequenos pedacinhos, doses na medida certa.
Doses de puro sentimento.
Vezes busco um ou dois... Desfruto.
Compartilho outros tantos.
E assim caminho: busco, cato, sinto, divido e vivo.
E morro.
Sem nada levar, pois um pouco de mim ficou no caminho.
A cada pessoa, a cada momento, a cada situação: um pedacinho deixei.
E essa será minha herança, esse será o meu legado.
Amar'é
Oscilando pelos mares e alastrando-se pelos céus,
E então esmagando tudo que encontra com ondas revoltadas
cheias de vontade de beber do mais doce sangue
Ou talvez apenas mergulhar intensamente naquilo que é.
Rasgando as terras e mares.
Acompanhando as marés.
Quem sabe o quanto correr,
Escapar ou talvez não conseguir ver.
Mas, não há como escapar
Acompanhar ou rebater
Medos que desencorajam multidões
Pessoas gritando com medo da vida.
Como uma onda unicamente branca que leva ao delírio
E deixa com vontade de nem ao menos ter existido
Sede, é o que sinto.
Verdade, viver é desagradável quando não se tem aquilo que quer.
Mas, a dor é aquilo que prevalece.
E cresce, conforme se alimenta de ódio
e da própria angústia.
Da perda de algo que ainda nem tivemos
Ou do medo de não pertencer a lugar algum.
As vezes me paro pensando no eterno, e vejo que lástima é saber que tudo acaba, a dor, o amor, o dia, a noite, o ano até mesmo o sol.
... preso a tudo, amarrada a um nó de fato, logo a baixo da garganta. Pronta para explodir. Criando pressão e perguntas sem respostas. Mais um dia. Mais uma dose de esperança. Mais uma vontade grande de encontrar.
Vende-se...
Vende-se tudo, vende-se o mundo
Vende-se o voto, vende-se o orgão
Vende-se o corpo, vende-se o rosto
Vende-se a honra, vende-se a vergonha
Vende-se o coração, vende-se a vocação
Vende-se o caráter, vende-se o debate
Vende-se o sentimento, vende-se o casamento
Vende-se a saúde, vende-se a atitude
Vende-se os sonhos, vende-se os filhos
Vende-se a água, vende-se a mágoa
Vende-se o vento, vende-se o alento
Vende-se tantos, tantos se vendem e eu não me vendo
Vende-se o ar, vende-se o mar
Vende-se a terra e não há terra
Vende-se o amor? Não, o amor não se vende
Se ganha, sem barganha!!!
A definição de tempo e espaço é tão abstrata quanto tudo o que sabemos sobre sentir e fazer sentido em uma evolução desconhecida por nós. Chamamos de vida, existência, plano ou o que for, o fato é que gastamos mais de três quartos disso apagando o básico e essencial, queremos amadurecer, ser adultos, ter coisas e parecer ser alguém para alguém que nem sabemos direito talvez nos ver...não acredito em uma sociedade plenamente intelectualizada, mas posso imaginar pessoas com compreensão de existência evolutiva sem maiores por menores.
Tudo que lhe posso ofereçer de mais valor , voçe ja possui , meu coraçao e um sincero sorriso toda vez que lhe vejo .
Queria voltar o tempo de criança,onde qualquer coisa pra mim era brinquedo,tudo era interessante,e não tinha maldade em meu coração...
INACABADO
Tudo o que pretendo feito
Fica sempre inacabado
As respostas que me dou
Algo na continuidade oco
E não será permitido
Partido de mim o maior sentimento que conheço
Ou o único dessa coleção.
Sonho e não prevejo nada
Durmo desassossegado
Olhando sem piscar
Os acontecimentos no mundo
Sonho por desatino dos pensamentos
Que alimento na conversão dos valores.
Quero ser um santo
E não provar nada do que não seja abençoado
E que eu não veja a cruz no centro.
E nesta convenção do céu com a terra.
Por força me esperam lá encima
E os meus devaneios são escadas invisíveis
Caminhos já percorridas
Não espero a alternância dos dias
Nem a permutação do batalhão em prontidão
E sempre assim como me refaço
Não lembro nas minhas visões.
Sempre é alheio o meu alimento
Todos os dias me são sacrifícios
Que, certamente iniciarei
Só começo, não terminará.
Quero mesmo que o sol brilhe pra mim, pode até queimar que é bobagem, a pele descasca e tudo é novo ''de novo''!
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