Eu sou o Homem Certo pra Voce
Quero gastar as linhas traçadas na alma, e semear ao mundo...
Sou a minha própria paisagem...
E assisto, lentamente, a minha passagem...
Tudo no mundo é frágil e passa...
E é tão pura a paixão que me inunda...
Quanto o pudor dos que não pedem nada...
Ah!...
Digo...
Não terei mais desejos...
Perco tempo em gracejos...
Disperso meus sentimentos...
Mas a mim minto...
O suplício é lento...
E minha alma imortal cumpre a sua jura...
Sonhando e voando alto...
A felicidade existe...
Só em Deus...
Fora desse mundo...
Sandro Paschoal Nogueira
Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...
Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...
Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...
Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...
Que quer o amor mais que não ser dos outros?
Sandro Paschoal Nogueira
Sou, num alto de monte...
Onde bate o luar em noite triste…
Aquele que murmura nas horas mortas...
O desejo de uma vida nova...
Negra sorte...
Vivendo dia após dia...
Sobrevivendo a própria morte...
Imagens de saudades...
Varrida por temporais...
Oculto entre as brumas...
Sonhando e sonhando sempre mais...
Fugitiva deste mundo...
Se fez minha alegria...
Às noites eu amo...
E tudo finda no raiar do dia...
Lágrimas dos meus olhos são flores...
Que as semeio pelo chão...
Alumiado de sombras e luz...
Permanece meu coração...
Num íntimo pudor vou envelhecendo...
Ninguém me deseja apaixonado...
E na dor do silêncio...
Em demência me perco...
E já nem sei quem sou...
Sandro Paschoal Nogueira
#REENCONTRO
Do ser que tenho a viver...
Sou nesta vida um qualquer...
À ronda dos segredos ninguém conhece no fundo quem realmente eu sou...
O vento às vezes é brusco...
Leva para longe quem queremos perto...
Sem perdão e sem disfarce...
Sem deixar uma pegada...
Mas também traz...
Tirando nosso desassossego...
Que hei-de fazer senão com o retorno sonhar ?...
Esta saudade que não tinha fim...
Tenho o desejo doido de te contar...
Tenho medo...
Com o vento no arvoredo...
Das sombras...
Teimosas ao meu lado...
Do silêncio tão pesado...
Malícia do destino...
Ignorar o que vivemos...
Por dentro pressentindo...
Peço...
Volte...
Já não é tão cedo...
Pergunto por onde anda a minha vida...
Já não sei mais a diferença...
Sem você..
Tudo é ausência...
O medo conta os vinténs...
Fazendo-me seu refém...
Busco a luz e a encontro...
É você...
E ninguém mais...
Sandro Paschoal Nogueira
Vazios que se preenchem...
Semelhantes e tão diferentes...
Não sou tudo...
Mas de tudo sou um pouco...
E do nada que pronuncia...
Surjo como um louco...
Não tenho medo de me expor...
Livro aberto...
É melhor ser sincero...
Do que um traidor...
Luto comigo mesmo...
Todo dia...
E cansado da luta...
Às vezes...
Me entrego...
É me deito...
Quase não sorrio...
Não tenho assim tanta vontade...
Choro mais com facilidade...
Porém faço isso sozinho...
Não permito muita liberdade...
Nesse umbral que vivo...
Não quero viver na infelicidade...
Quando pensamento sombrio...
De mim se acerca....
Penso em algo a fazer...
Talvez pintar...
Talvez escrever...
Me entregar jamais...
Não pode ser...
Plantar uma flor ...
Bem tanto me faz...
O beijo do sol...
O vento amigo...
Uma volta na rua...
Um bom dia...
A boa tarde...
Um sorriso de amizade...
Rir das dores...
É o melhor a fazer...
Aquietar o coração...
Acreditar que nada é em vão...
Perceber nos gestos alheios...
Nos olhares trocados...
Tanto em comum...
Assim minha alma fala...
Tecendo essas poucas palavras...
Sandro Paschoal Nogueira
Um dia fomos sementes....
E voltaremos a ser novamente....
Em nova manhãs das horas...
Sou um gira-sol...
Nesse mundo afora...
Aquilo que nunca antes eu tinha visto...
Ou vivido...
Quero experimentar agora...
Torna-se o que mais desejo...
O mais querido...
Nascido a cada momento...
Conquistando meu espaço...
Nesse curto tempo...
Vivendo e agradecendo...
Vou seguindo...
Como a flor segue o sol...
Sigo a vida da aurora ao arrebol...
Ando pelas estradas...
Caminhos, veredas, calçadas...
Em pedras azuis com cuidado...
Bom dia...
Boa tarde...
Boa noite...
Com licença...
Por gentileza...
Tô ou não podendo...
Obrigado ...
Sombras fazem -se presentes...
Atrás, ao lado e até pela frente...
Fazem parte da vida perene...
Buscar a Sabedoria e a felicidade...
Minha idéia...
Ah mundo...
Cheio de iniquidade...
Um campo florido...
Uma luz que me guia...
Somente Deus...
Verdadeiramente...
Sou palavras...
Sou lembranças....
Sou verbo para sentir...
Sei ser bonança...
Maresia...
Sou mais trovoada...
Tempestade...
Ventania...
Alma de gira-sol...
Não enxergo a maldade deste mundo...
Na verdade...
Não quero ver afinal...
Sempre, nas nuvens dos silêncios...
Sento...
E em paz ...
Semeio o vento...
Sandro Paschoal Nogueira
#Oi...
Não sei se recorda...
Isso já não me importa...
Sou aquele menino sozinho...
De poucos amigos...
E por tantos rejeitado...
Achei que seria...
Boa idéia...
Em um belo dia...
Me declarar a você...
Passei pelo medo...
Tirei do peito...
O coração...
Escrevi uma carta...
Perfumei...
Não assinei...
Na madrugada...
Muro pulei...
Em sombras andei...
Sob estrelas, me esquivei...
Escondido na emoção...
Nas sombras deixei...
A declaração de amor...
E você, o que fez?
Leu...
Curioso ficou...
Sem saber quem lhe escreveu...
Porém, desconfiou...
Me procurou...
Confessei...
E me amou...
Mas, o tempo passa...
E passou...
Cansou...
Não cansei...
Ainda lhe amo...
Ainda lhe quero...
Ainda me tira o chão...
Me faz me sentir criança...
Cheio de esperança...
Ainda sinto seu olhar...
A me procurar...
Olho também...
Retribuo...
Dessa vez...
Que deve procurar quem?
Sandro Paschoal Nogueira
Sempre
Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar.
Só o que está perdido é nosso para sempre.
Nós só amamos os amigos mortos
E só as amadas mortas amam eternamente…
Ao acordar pensei, como sou privilegiada em tudo. Acordo, escovo os dentes, tomo meu café, saio para resolver problemas, faço compras, faço matrículas, ajudo quem poço, estou caminhando sempre com pensamentos positivos, me alegro quando os vejo felizes. Isso é vida. Isso é viver.
Sou o que sou.
Não o que os outros pensam,
não o que os outros falam,
não o que os outros querem.
Sou apenas!
Eu, a própria!
Brincalhona? Sim.
Inocente? Talvez.
Boba? Às vezes.
Atrevida? Quando necessário.
Convencida? Não, apenas segura.
Pessoa amiga? Sempre.
Ciumenta? Não, cuido do que é meu.
Debochada? Quem? Eu?
Mimada? Um pouquinho.
Grandes amizades? Tenho vá
Aprendo isso todos os dias, aprendo com as dores às quais sou grato: paciência é tudo!
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
Sou do tipo romântico mas das antigas, gosto de elogiar, mandar flores, andar de mãos dadas, sentar na pracinha e fica olhando para a Lua. Eu gosto do simples, gosto de conversar baixinho no ouvido.
Quantas vezes disseram pra mim desisti, mais estou aqui firme e forte não sou ainda o que quero, mais começo a ser o que Deus que de mim!
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