Eu sou o Homem Certo pra Voce

Cerca de 540480 frases e pensamentos: Eu sou o Homem Certo pra Voce

Sou mar.
Às vezes, calmaria.
Às vezes, maré brava.
Não é contradição.
É personalidade.
Há dias em que acolho,
há dias em que transbordo.
Sou muitas em uma —
e ainda assim, sou inteira.

Nem no muro nem camuflado: esquerdista


Demétrio Sena - Magé


Sou cidadão esquerdista. Como ser social, ativista e pensante que sou - principalmente pensante -, não tenho como não ter lado. Seria conveniente, mas covarde. Auto protetor, porém socialmente preguiçoso; cagão. Uma tentativa nojenta de fazer média com ambos os lados, para não sofrer perseguições presentes nem futuras, com a eleição de seja lá quem for.


Cidadão esquerdista se posiciona. Declarar-se "nem esquerda nem direita" é atitude rasteira típica de bolsonarista incubado. Pior do que os bolsonaristas confessos que já perderam toda vergonha de quem são. Cada um desses lamentáveis "nem esquerda nem direita" é um voto invariavelmente a mais, ainda que não vote, para candidatos da extrema-direita. Esses, após eleitos, ao fazerem covardias contra o povo, realmente não ligarão se o pobre prejudicado é da esquerda ou direita.


Não confio em quem não é nada (nem esquerda nem direita não é nada), tanto quanto não confio em quem declara que não há consciência negra, e sim, consciência humana. Só mesmo quem não tem consciência social põe panos quentes no racismo, com essa história de consciência humana, etnia, raça humana... tudo enquanto as minorias amargam todos os preconceitos. Sofrem todas as exclusões e destinações possíveis ao gueto, nos mais variados contextos e nominatas de sociedade.


Esquerdista, sim. E se a extrema direita vier a triunfar nas eleições, enfrentarei com orgulho as consequências de minha exposição identitária. Da certeza sincera de quem sou. Tenho certeza de que minhas filhas, alunos e alunas, para quem mais quero ser exemplo, esperam isso de mim. Mesmo quem não concorda, e vive, pensa e vota diferente, mas me tem em alta conta, espera isso de mim.
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Sou o sopro que aprende a existir no agora,
e o tempo que em mim desaprende a correr.
Hoje renasço naquilo que nunca fui embora,
e celebro o infinito que insiste em ser

Sou apenas um jovem que quer amar e ser amado, tratar uma única pessoa como única, cuidar e prover.

Apenas quero obter para dar, quero ser para proteger, quero ter para cuidar e quero amar para ser amado.

Não possuo riquezas, um lar estruturado e muito menos um lugar para onde ir. Não sou um homem próspero, muito menos alguém exemplar. Então, como eu poderia ousar querer alguém para preencher este coração confortado pela melancolia?

Há muitos de mim escondidos em meu ser,
tantos caminhos que ainda quero viver.

Sou força e ternura, sou noite e sou dia,
sou medo, coragem, desejo e poesia.

Tenho um que se esconde, outro quer se mostrar,
um fecha os seus olhos, outro prefere encarar.
Um carrega mistérios, outro busca a verdade,
mas ambos caminham na mesma vontade.

Às vezes sou homem, às vezes sou flor,
às vezes sou fogo, às vezes amor.

Não cabe em palavras aquilo que sou,
sou muitos caminhos dentro de um só.

Tenho tantas faces, mas uma só essência,
tantas diferenças na mesma existência.

E quanto mais busco saber quem eu sou,
mais vejo quantos vivem dentro de um só.

Não quero escolher o que devo parecer,
nem qual das versões o mundo vai conhecer.

Quero ser inteiro, sem medo ou prisão,
mistura de alma, desejo e razão.

E se alguém perguntar: “Afinal, quem você é?”
Eu sorrio e respondo: “Sou tudo o que eu puder ser.”

Sou ontem, sou hoje, sou sonho e sou pó,
sou muitos, muitos mesmo,
vivendo dentro de um só.

Sandro Paschoal Nogueira

Braza de natureza, quando ela encosta ferve ;
hoje é um dia normal porque sou mais frio quando quero. 🧬

“Já dei o sangue pra um objetivo e alcançei um sucesso que não era meu! Imagine do que sou capaz quando for minha vez de provar o meu verdadeiro valor!”

Sou leve quando leio, livre quando escrevo, feliz quando sou lida.

NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER

Por Marco Arawak

A Terra não é cenário. É a condição de tudo o que acontece. Antes de qualquer pensamento, existe aquilo que sustenta. Antes de qualquer palavra, existe aquilo que torna possível existir.

Nada em mim começou inteiramente em mim. Meu corpo é feito de coisas antigas: água que já foi nuvem, minerais que atravessaram montanhas, elementos forjados muito antes que meu nome existisse. Sou um encontro provisório de matérias que já pertenciam ao mundo antes de pertencerem a mim.

Não sou origem. Sou continuidade.

A Terra não me acolhe por escolha. Ela simplesmente existe. E, enquanto suas condições permitem, eu existo com ela. O chão não me sustenta por cuidado; sustenta porque é chão. Se deixa de existir sob meus pés, eu caio. Sem intenção. Sem julgamento.

A água não me protege. Ela corre. Quando está limpa, sustenta a vida; quando está contaminada, pode carregar essa alteração para dentro dos sistemas dos quais dependemos. O ar não se oferece. Ele está. E quando deixa de estar em condições que permitam a vida, não há filosofia capaz de substituí-lo.

Nada na natureza precisa me explicar o sentido da vida. Sua função não é me oferecer respostas. Basta que suas condições tornem a vida possível.

Não vivo em um mundo que foi criado para me refletir. Vivo em um mundo que me antecede e continuará depois de mim.

Minha história não é o centro da história da Terra. É uma passagem. Sou um instante dentro de algo muito maior, um acontecimento breve em um processo que não começou comigo e não terminará comigo.

E, ainda assim, existo.

Não como dono.

Como parte.

Cada respiração revela uma dependência. Cada passo pressupõe um chão. Cada alimento carrega uma cadeia de vida, matéria, água, energia e trabalho. Cada dia é uma experiência de equilíbrio que não controlamos inteiramente.

Nada em nós é garantido.

A Terra não é boa nem má. Não cuida de nós como uma consciência materna, nem nos pune como um juiz. Ela simplesmente segue suas leis e seus ciclos.

Mas nós sentimos.

Nós tememos.

Nós lembramos.

Nós escolhemos.

E é exatamente aí que algo muda.

A natureza não precisa ter intenção para produzir consequências. E nós não precisamos controlar o planeta para interferir profundamente nele.

A vida acontece enquanto suas condições permitem.

Dentro dessa fragilidade, construímos cidades, cultivamos alimentos, inventamos máquinas, criamos culturas, amamos, lembramos e sonhamos. Somos capazes de transformar o mundo porque dependemos dele. Essa é uma das grandes contradições da nossa existência: temos poder suficiente para modificar aquilo que não podemos substituir.

Somos forma por um tempo.

E toda forma, cedo ou tarde, muda.

O corpo retorna aos ciclos da matéria. A água continua circulando. Os elementos permanecem em movimento. Aquilo que chamamos de fim, muitas vezes, é apenas uma transformação dentro de processos muito maiores que nós.

Mas a nossa experiência individual é finita.

Eu posso desaparecer.

Você pode desaparecer.

Uma geração pode desaparecer.

E é justamente porque somos passageiros que nossas escolhas importam enquanto estamos aqui.

Existir é frágil. Não porque a vida não tenha valor, mas porque ela não vem acompanhada de nenhuma garantia de permanência.

O mundo não foi feito para mim.

Eu fui feito dentro dele.

E o modo como escolho viver dentro dele não é neutro.

Tudo o que faço interfere em alguma coisa: aquilo que extraio, consumo, desperdiço, transformo, descarto ou preservo. Nem tudo retorna diretamente para mim, nem tudo retorna da mesma maneira, mas quase nada simplesmente deixa de existir porque decidi chamar de “lixo”.

O que descartamos continua fazendo parte do mundo.

O que degradamos pode alterar os sistemas dos quais dependemos.

O que destruímos pode levar décadas, séculos ou gerações para se recompor — quando ainda pode se recompor.

Por isso, a natureza não precisa pedir admiração.

Precisa que reconheçamos limites.

Não precisa dos nossos discursos.

Precisa das nossas escolhas.

Não somos espectadores de um planeta externo a nós. Somos participantes de sistemas dos quais dependemos a cada instante.

Talvez esse seja o erro mais profundo da nossa época: imaginar que estar no mundo significa estar separado dele.

Não estou fora da natureza observando-a.

Estou dentro dela.

Meu corpo não é estrangeiro ao planeta. Minha água veio de ciclos anteriores. Meu alimento depende de solos, chuva, luz, organismos e trabalho. Minha respiração depende de uma atmosfera que não produzi.

Não carrego a Terra dentro de mim como símbolo.

Dependo dela como condição.

Se ela sustenta as condições necessárias à vida, eu existo.

Se essas condições se degradam, minha existência também se torna mais vulnerável.

Isso não é metáfora.

É condição material.

A natureza do planeta não é apenas uma ideia, um símbolo ou um consolo espiritual. É a base física sobre a qual a vida acontece.

Compreender isso não deveria nos tornar maiores.

Deveria nos tornar responsáveis.

Porque não estou aqui para dominar o mundo.

Estou aqui dentro dele.

E aquilo que me sustenta também sustenta milhões de outras formas de vida.

Talvez, portanto, a pergunta não seja “o que o mundo pode me dar?”.

Talvez seja:

“O que a minha presença deixa no mundo?”

Depois de mim, o que permanece?

Uma marca?

Uma ferida?

Uma construção?

Uma memória?

Um cuidado?

Uma possibilidade?

Não posso impedir que o mundo continue sem mim.

Mas posso escolher a maneira como participo dele enquanto estou aqui.

Posso consumir sem transformar tudo em descarte.

Posso construir sem considerar tudo ao redor como matéria disponível.

Posso usar sem esquecer que aquilo que uso veio de algum lugar.

Posso existir sem precisar transformar minha existência em domínio.

Porque não sou o mundo.

Não sou seu proprietário.

Não sou seu centro.

Sou uma pequena parte de uma realidade muito maior que me antecedeu, me sustenta e continuará existindo quando meu nome já não estiver sendo pronunciado.

E talvez essa consciência não seja uma diminuição.

Talvez seja uma libertação.

Não preciso ser o centro para ter valor.

Não preciso possuir a Terra para pertencer a ela.

Não preciso durar para sempre para que minha passagem tenha significado.

Sou apenas algo que acontece dentro deste mundo.

Breve.

Frágil.

Consciente.

E enquanto aconteço, posso escolher.

Posso cuidar.

Posso limitar.

Posso preservar.

Posso reparar.

Posso, ao menos, tentar não transformar em ruína aquilo que tornou possível a minha presença.

Talvez seja essa uma das formas mais silenciosas de responsabilidade humana:

saber que o mundo não existe para nós e, ainda assim, compreender que somos responsáveis pela maneira como existimos dentro dele.

Não sou o mundo.

Sou o que ele me permite ser.

E aquilo que eu fizer com essa possibilidade também fará parte do mundo.

Marco Arawak

“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”

Como explicar que sou por composta bilhões de vasos sanguíneos individuais, centenas de veias principais, com em média, 86 bilhões de neurônios e ainda me sinto vazia por dentro.

Não sou o dono da verdade, assim como nenhum ser humano possa ser.
A verdade não tem dono, ela é a própria essência do unigenito filho do SOBERANO E ETERNO E ALTÍSSIMO PAI CELESTIAL.
Sua graça constrange o meu ser.
E que nada, definitivamente nada, faço por esse dom eterno merecer.

Me ame pelo que sou e não pelo que represento.

Sou peregrino nesta terra, vim para crescer, evoluir e completar a carreira. No tempo do Pai, voltarei para Casa.

Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!


William Marques de Oliveira

Não sou tão mau como pareço, nem tão bom como deveria.

"Sou um ser pensante, não um rato de esgoto! Jamais permitirei que a elite do país me use como massa de manobra por meio de lavagem cerebral nas redes sociais. Tirar direitos dos pobres para beneficiar os ricos é uma falta de escrúpulo moral. Portanto, quem não acredita na história da Carochina nem na do Pinóquio não se deixa ser feito de trouxa. Fingir que não vê não é a solução, e só não vê as manipulações quem não quer!"

"Sou do tempo em que o fio do bigode era mais poderoso do que uma assinatura em um pedaço de papel. Hoje em dia, me choco quando me deparo com verdadeiras ratazanas humanas, roendo os papéis de acordos previamente assinados. Esses tais ratos de hoje jamais teriam se proliferado em uma época onde a palavra de homem era lei, pois, possivelmente, seriam todos imediatamente exterminados através de um simples duelo de honra, ou pelo uso de poderosos venenos existentes na ocasião."

"Sou contra a alienação das mentes das crianças por certas igrejas, que as fazem adorar ao Deus Dinheiro, em detrimento da boa-fé."

No Tempo de Agora




Senhor, sou um viajante estelar em experiência em um planeta
Entre mares, céus, estrelas e cometas
Experimento a mente num corpo de carne, sangue de gametas
Que anda, pula, salta e se movimenta


Que tem por dentro construção imperfeita
Minha memória guarda flashes do que dizem ser ontem
Lembranças de uma vida de um tempo mais longe
Nem sei onde nem sei de onde


Saudades do que não vivi
Sem saber qual lugar foi lar de verdade
Aqui ou em lugar que não se compreende


O que chamam de avós, pais e irmãos
Me acrescentam apego, apreço e comunhão
A tal história da evolução
Tal qual pede o livro na parte da ressurreição


Não compreendo as lutas, as guerras, o ruim e o bom
Os falsos, os exatos, o mal e o bem
A fábula do belo, do feio e de mais quem
Sem nunca ter certeza de nada também


O que chamam de tempo contei
Até o ponto em que não é bom mais contar
Pois com ele perdi tudo
O que lutei pra juntar


E quanto mais o tempo passa
Mais difícil é entender
Se a vida foi longa demais
Ou se faltou tempo pra viver


Meu apego a uma mãe que me fez existir
Mas partiu sem nunca mais voltar
E nem deu tempo de me ver formar


Agora é o tempo de irem embora
Um a um, os amigos, irmãos e minha história
Meu coração que é de carne dói, recorda e só chora


Mas penso nas vidas que cruzaram a minha
E nas pessoas que pude ajudar


Talvez eu nunca tenha sabido
Quantas vezes minha palavra
Pôde fazer um caminho ser do bem
Quantas vezes proteger, ensinar e cuidar
Foi importante na parte da vida de alguém


E quando alguém parte
O que resta não me parece só saudade
É também a pergunta que ninguém responde:


Fiz o melhor que podia enquanto esteve aqui?


O que aprendi, ensinei, só ficou na memória
E o tempo também apaga as paredes do abrigo
Mas talvez alguma coisa permaneça
Na história de quem caminhou comigo
Mesmo que eu nunca saiba
Pois até o saber é sopro impreciso


Talvez viver seja isso
Ser passagem e companhia
Cruzar outras vidas
Por algum tempo, algum dia


Não saber de onde viemos
Nem saber para onde vamos
Mas poder fazer melhor
O tempo em que nos encontramos


Senhor, se existe um sentido
Que eu ainda não consigo entender
Talvez esteja no instante
Que ainda posso viver


Pois o ontem virou memória
O amanhã ninguém pode contar
E se existe algo sagrado
É acordar e ainda estar


Quando me despertar para ir embora
Que eu possa então recordar
Não tudo o que consegui juntar
Mas aqueles que pude amparar
As vidas que tocaram a minha
E o bem que pude deixar


Pois que viver é só um ato
Breve, imperfeito e humano — alma que implora por tempo
Uma passagem entre dois mistérios
No tempo de agora.