Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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Sabe por que eu gosto da Lua?
Porque ela existe por si só.
Ela não precisa fazer nada
para ser reconhecida.


O mundo não precisa te conhecer
para você ser reconhecida.
E mesmo quando ninguém olha,
a Lua continua lá —
firme, silenciosa, inteira.


Eu também mudo de fase,
às vezes me escondo,
às vezes brilho demais.
Mas mesmo nas noites em que tudo desaba,
eu ainda sou eu.


Carrego sonhos que não são só meus,
e mesmo cansada, continuo existindo,
como quem promete luz
mesmo com o coração em sombras.


Porque, como a Lua,
eu também não deixo de ser luz
só porque o céu está nublado.


(esse foi meu primeiro poema e talvez último, não costumo escrever, mas eu achei necessário nesse momento, por que expressa bem o que sinto) .

Porque amor não é cadeia.
Amor é fogueira.
E eu trouxe o fósforo.

Eu não quero ela só pra mim.
Quero ela livre.
E livre, ela volta.
Porque sabe:
o demônio que deixa ir
é o único que nunca sai.

Bom dia, você que está caminhando na mesma estrada que eu,


Olha só como é lindo pensar assim:


Somos como uma caravana de romeiros, que percorre junto essa estrada rumo ao encontro da nossa divindade. Vamos chamá-la de nossa catedral espiritual. Entende?


Uns caminham agrupados em grupos de quatro, cinco ou mais pessoas, enquanto outros que fazem parte da mesma romaria, seguem um pouco mais à frente ou mais atrás. E tem até aqueles que já chegaram ao destino e já estão sentados nos bancos da catedral, só nos esperando, não é mesmo?


Todos somos parte dessa mesma romaria, que um dia planejaram fazer juntos fazer a mesma romaria. Decidimos caminhar assim para termos tempo de conversar, rir, nos emocionar, de vez em quando parar para descansar e recuperar o fôlego, antes de seguir adiante.


Hoje, começamos mais um dia para percorrer mais alguns quilômetros. Não importa se vamos mais devagar ou mais rápidos, o que vale é que estamos indo em direção à nossa catedral, onde, juntos, assistiremos a uma bela explicação sobre 'o' tudo que é a vida.


Para você, que faz parte da minha romaria, desejo uma ótima quarta-feira. Descanse se precisar, mas não desista.


Paz, bem e luz,
Por Zé Domingos


29/10/2025


Intuído e escrito agora para você, meu irmão amado.

"Eu quero me impregnar nas suas belas imperfeições, me perder nesse olhar que encanta, no teu sorriso que me fascina, na elegância da sua crua simplicidade, e principalmente nas nossas conversas tão inspiradoras que faz esquecer as horas"
di matioli

Alma perdida

Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos

Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim

Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada

O amor se realiza quando estamos juntos só você e eu.

Às vezes eu finjo entender o sentido da vida, repito para mim mesmo que tudo é passageiro, que o agora é tudo o que existe.

Mas, no silêncio da noite, a mente me trai.

Começo a pensar nas escolhas que não fiz, nas palavras que calei, nos caminhos que abandonei.

E percebo que, mesmo aceitando quem me tornei, ainda há uma parte de mim que sente falta do que nunca aconteceu.

Eu cansei de tentar acertar, será que você se cansou de tanto ver me errar?
Parece sempre que deveria ser ao contrário...

Rir: remédio da alma vazia.
Eu (rio) me transbordo.

Amo esse sorriso, amo esse cabelo, se eu fosse descrever, um reflexo perfeito, se meu coração fosse um espelho, seria a sua imagem que apareceria, todas as vezes que eu falasse a palavra paixão


Dan Cliver

Entrega não realizada.
O amor não é correio expresso.
Se eu tivesse que rastrear, o meu já deve ter morrido na triagem.
Ele me apareceu do nada, miando na minha porta, fingindo que sempre morou aqui.
Eu ofereci um pouco de leite, ele aceitou, e de brinde levou meu sofá, minha paz e o controle da minha TV!
Mas tudo bem... Eu sempre quis companhia para reclamar da vida.

Todas as coisas se transformam nas melhores quando você está perto. Você pode falar mil vezes que eu sou incrível e eu falarei mil e cem vezes o quanto você é incrível. Você consegue transformar os mínimos detalhes nos mais importantes, mesmo quando é desatenta. Você de fato tem despertado o melhor em mim e ultimamente estar contigo é a única coisa que mais importa. Se mil e cem vezes eu te falar que você é incrível, tanto quanto o incrível seja, ele será cem mil vezes mais com você por perto.

Quando Deus Me Fez Olhar


por Purificação


Eu disse em voz baixa, cansado de tudo:


Senhor, eu não quero mais continuar.
Eu aceito parar. Eu aceito entregar.


Mas Ele não me respondeu com palavras.
Ele me mostrou.


De repente, foi como se o chão abrisse a alma.
E eu vi —
não com os olhos,
mas com algo que doía por dentro.


Havia um homem.
O corpo arqueado,
os ombros feridos,
as mãos tremendo de tanto carregar.


Não falava nada,
mas cada passo parecia uma prece sem som.


E a Voz me perguntou:


“O que vês?”






Eu disse:


“Vejo um homem sendo conduzido…
e alguém atrás dele, com algo nas mãos…
um chicote talvez…
e cada golpe parece rasgar o céu.”






“Fala mais.”




Vejo poeira, vejo sangue
e vejo gente que não entende o que está vendo.
O homem cai,
os joelhos abrem,
o chão se mistura com o sangue,
mas ele tenta se levantar.”






“E o que mais vês?”






Eu respirei fundo, e disse:


“Vejo dor…
mas vejo amor no meio da dor.”






E então a Voz falou, calma, firme, real:


“Não estás vendo outro homem.
Estás vendo o que Eu quis construir dentro de ti.”






“A cruz não é sinal de fim,
é símbolo de processo.
O peso que te dobra é o mesmo que te molda.”






E naquele instante eu entendi.


O madeiro que ele carregava não era de madeira —
era propósito.
O sangue não era castigo —
era entrega.
A dor não era derrota —
era lapidação.


E o chicote?
Era o som da alma sendo forjada.


“Purificação,” — disse Ele —
“quando pensares em parar, lembra:
a fé não anda em linha reta,
ela rasteja, tropeça, cai,
e mesmo sangrando, continua crendo.”






Eu chorei.
Não porque doía —
mas porque entendi o que o amor de Deus faz com quem não desiste.


O silêncio Dele não era ausência.
Era treinamento.


E ali, no meio daquela visão,
com o chão molhado de lágrima e luz,
eu disse:


“Senhor, se for pra seguir,
que cada ferida vire testemunho,
e cada queda ensine alguém a se levantar.”






E o céu se abriu.
E o peso virou presença.
E eu me levantei.


Porque agora eu sabia —
não era o fim do ministério.
Era o começo da missão.


✍️ Purificação

Quando Deus Me Fez Parar


Purificação


Eu disse:
— Jesus... eu não aguento mais.
Se for pra parar, eu paro.
Se for pra entregar o ministério, eu entrego.
Mas me mostra... me mostra o porquê.


E o céu silenciou.
Por um instante, achei que Ele não fosse responder.


Mas então... Ele abriu uma visão diante de mim.


E perguntou:
— O que você vê?


Eu respondi, com a voz tremendo:
— Eu vejo... um homem de pé.


Ele disse:
— Fala mais.


— Eu vejo alguém com um chicote na mão...
batendo.
E vejo o homem... sangrando.
Sangrando muito.


— Fala mais — Ele insistiu.


E eu disse:
— Eu vejo esse homem carregando um madeiro nos ombros.
Pesado.
A rua é estreita... o chão fere os pés...
Há pedras pontiagudas... e ele cai.


Ele cai.


E quando ele cai...
dá pra ver a carne se abrir no joelho.
Dá pra ver a rótula se mover.
E mesmo assim...
ele tenta se levantar.


E o Senhor me perguntou:
— Sabe quem é esse homem?


Eu não consegui responder.
Só chorei.


E Ele disse:
— É você.
Toda vez que quis parar...
Toda vez que sangrou e continuou...
Toda vez que caiu e se levantou...
Sou Eu em você.


E naquele instante,
o chão deixou de ser pedra.
Virou altar.


Porque às vezes...
Deus não te pede pra continuar por força.
Ele te pede pra continuar por fé.


E quando você entende isso...
até o sangue vira luz.




✍️ Purificação

Van Gogh dizia que a tristeza duraria para sempre.
Eu digo que ela pode durar, mas não precisa vencer.
A tristeza tenta ser eterna, mas a alma que luta também é.

Van Gogh tirou a própria vida porque o mundo não o entendia. Eu escrevo porque ainda espero que alguém entenda.

O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto


Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.


Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.


Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.


O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.


Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.


No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.


Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.


O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.

Meus pensamentos não são só meus. Existe um bem comum onde eu e outros estamos atrás dele.

🌿 Poema 🌿

Não te chamo só de avó,
porque foste casa antes de eu saber
o que era abrigo.
Tuas mãos — costura do tempo —
eram mapas que ensinavam caminhos
mesmo quando o chão parecia sumir.

O silêncio da tua ausência
tem um peso de lençol dobrado,
daqueles que ainda guardam
o cheiro do sabão caseiro.
Às vezes, passo por uma rua
e juro ouvir teu chamado,
um eco que não se cansa
de procurar meu nome no vento.

Se a vida fosse justa,
terias ficado para ver
as flores que plantei do teu jeito:
enterrando a semente
como quem faz oração.
Mas agora as rego sozinha,
e cada gota que cai
é lágrima disfarçada de chuva.

Avó-mãe,
és raiz que não morre.
Tua falta não é vazio,
é presença espalhada —
no café que esfria devagar,
na cadeira que range sem peso,
no abraço que invento
quando fecho os olhos.

E se a eternidade existe,
sei que está nas tuas histórias
que se recusam a acabar.