Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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O tempo é uma constante fundamental, nossas memórias seriam voláteis se o tempo passa se a 300.000 km/s, seriamos mortos nos primeiros instantes de vida pela força gravitacional 9,81 m/s². O tempo é o mesmo aqui e em qualquer outro lugar do planeta. O tempo passa relativamente mais rápido para uma e mais lento para outras, o tempo é único. O tempo é a distância que separa o início do fim. O tempo é a nossa memória. O tempo é um fluxo fulminante.

Inserida por Nanbass

Somos sempre fraco, somos sempre forte.

Inserida por Nanbass

Os pensamentos transcendem a perfeição

Inserida por Nanbass

Em nosso "ser" é o amor e no seu cerne denota uma sentimento profundamente belo mas é abstrato na manifestação do "estar" e tempo.

Inserida por Nanbass

A paz preside no interior de nossa mente que precisa do seu pulmão para respira-la

Inserida por Nanbass

Nunca subestime seu fim. Ninguém possui uma luz cósmica que nos protege ou que somos tão especial quanto aos alienígenas para vivermos sem prestígio com a nossa existência.

Inserida por Nanbass

Amar alguém é fundamental, mas antes de amar alguém, é necessário saber o que é fundamental

Inserida por Nanbass

O caráter reside no coração, o sorriso ou a vestimenta apenas transforma o sujeito mais o menos apresentável

Inserida por Nanbass

“Virei saudade pra te fazer lembrança.”

Inserida por JessimielFernando

“Se a vida é uma lição seja um bom aprendiz”

Inserida por JessimielFernando

Dificuldade vem para nos fortalecer e não nos matar

Inserida por FernandoCosta9587

“Se no mundo falta amor, de um pouco do seu, não espere um por favor.”

Inserida por JessimielFernando

“O ódio não te contamina se você se veste de amor”

Inserida por JessimielFernando

Tem momentos que você se sente só acha que ninguém se importa com você mas saiba que Deus nunca te abandona

Inserida por FernandoCosta9587

AMOR À VISTA

Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.

Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.

Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.

Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.

Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.

Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.

Mar e montes teus beijos, meu amor!...

Inserida por pensador

Felizes. Porque, ao fundo de si mesmos,
cheios andam de quanto vão pensando.
E, disso cheios,
nada mais sabem. Dão para aquele lado
onde o mundo acabou, mas resta o eco
de o haverem pensado até ao cabo
e irem agora criar o movimento
que subsiste no tempo
de o mundo ainda estar a ser criado.
Por isso são felizes. Foram sendo
até, perdido o tempo, só em memória o estarem
habitando.

Inserida por pensador

A solidão é sempre fundamento
da liberdade. Mas também do espaço
por onde se desenvolve o alargar do tempo
à volta da atenção estrita do acto.
Húmus, e alma, é a solidão. E vento,
quando da imóvel solenidade clama
o mudo susto do grito, ainda suspenso
do nome que vai ser sua prisão pensada.
A menos que esse nome seja estremecimento
— fruto de solidão compenetrada
que, por dentro da sombra, nomeia o movimento
de cada corpo entrando por sua luz sagrada.

Inserida por pensador

O TEMPO VIVE

O tempo vive, quando os homens, nele,
se esquecem de si mesmos,
ficando, embora, a contemplar o estreme
reduto de estar sendo.
O tempo vive a refrescar a sede
dos animais e do vento,
quando a estrutura estremece
a dura escuridão que, desde dentro,
irrompe. E fica com o uivo agreste
espantando o seu estrondo de silêncio.

Inserida por pensador

A velhice é um vento que nos toma
no seu halo feliz de ensombramento.
E em nós depõe do que se deu à obra
somente o modo de não sentir o tempo,
senão no ritmo interior de a sombra
passar à transparência do momento.
Mas um momento de que baniram horas
o hábito e o jeito de estar vendo
para muito mais longe. Para de onde a obra
surde. E a velhice nos ilumina o vento.

Inserida por pensador

Se em nós a solidão viver sozinha,
sem que nada em nós próprios a perturbe,
cada figura passará rainha
na antiguidade súbita da urbe.

Um acento de pena irá na linha
vincar a eternidade de figura
a um rosto que quase só caminha
para dentro de o vermos pela pura

substância em si que vive a solidão
dentro de nós. E sendo nós só margem
do seu reino de ver por onde vão

as figuras passando na paisagem
de um antigo fulgor de coração
aonde passam desde sempre. E agem.

Inserida por pensador