Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Descobri o amor verdadeiro quando olhei profundamente nos olhos do meu amor, neles me perdi e desejo nunca mais me encontrar.
Já perdi as contas das vezes que tive que engolir tudo com um sorriso no rosto , nó na garganta e uma lagrima no olho .
Saber que, te perdi , entristece-me de uma forma, que nem o mais esplendoroso arco-íris será capaz de afastar essa angustia que me assola.
Se dizem que o tempo nos ensina muita coisa da vida, digo que o tempo que perdi para aprender o que aprendi, nao foi interessante, descobri que o vazio nas pessoas faz agente se perder e esvaziar o que na vida perdemos tanto tempo pa criar, enfim...confianca perdida, passamos a nao ter o porque de aprender, somente viver e gastar o tempo restante para esquecer...Triste!!!!!
Almas Gêmeas
Alma minha......
Há milênios te perdi
Desde então, fui tangida pelo vento
Rondei campos e desertos
Pelo mundo inteiro vaguei
Rompi os véus da lógica e a barreira do tempo
Visitei a inocência dos anjos
A sabedoria dos deuses, a pureza do cristalino
Passei pelo arco-íris, indaguei ao pigmento das cores
Caminhei por todos os matizes e não te encontrei
No canto das aves te mandei recado
Perscrutei todas as paragens
Nas asas firmes das águias viajei
Caí como neblina nos penhascos
Deslizei por entre os montes
Lavei todos os caminhos que percorri
Tanto, tanto indaguei que nessa busca quase te perdi.
Mas ao me encontrar com a solidão
Parei assustada e acordei, todavia ainda sem ti.
Mas, um belo dia, conheci uma pessoa
Não, não foi uma saudação comum aos que se encontram na rua
Daquela impecável presença
Uma candura antiga me acercava
E uma sensação de paz, há muito tempo experimentada
De onde nos conhecemos, me perguntava?
De qual século, ou de qual plano?
E de súbito descobri
Hum, és tu, a minha outra metade
De mim se expandiu um grande grito
Um grito de dimensão nunca dantes pressentida
Esse meu bramido surdo transfixou o céu azul
De nuvens brancas e opacas
Em busca do eco que um dia nos reservou espaço
E que, se por acaso, pairou por séculos sem fim
Por certo, fixou-se em minh’alma
Atravessou universos sem fronteira
E por eles tomou várias formas
Para nos surpreender, por fim, assim, frente a frente
Na terra ligados apenas por invisíveis laços
Como água do mesmo rio, por obstáculos separada
Ou como rios paralelos, fazendo curso lado a lado
Porém significativamente separados.
Me perdi tentando me encontrar, e nesse caminho de grandes morros, resolvi simplesmente parar de baixo de uma árvore. Nunca mais sai.
Já fiz muito isso na vida; tantas vezes já tentei encontrar respostas que não existiam; já perdi muitas noites de sono tentando dar sentido ao que simplesmente não tinha qualquer lógica. Gente, é um gasto de energia absolutamente em vão.
Já fiz muito pra quem não valia nada. Fiz pouco pra quem me entregou tudo. Perdi, ganhei, sorri, chorei.. Só não conhece a dor da perda, aquele que jamais ousou conquistar.
Troco-me por ti
Na brasa da fogueira mal ardida
renovo o fogo que perdi,
acendo, ascendo, ao lume, ao leme, à vida.
E só trocado, parece, por não ser
na verdade conjugo o velho verbo
e sou, remido esquartejado,
o retrato perfeito em que exacerbo
os passos recolhidos pelo tempo andado.
E de tanto pensar
Perdi oportunidades
E de tanto planejar
Perdi meus planos
E de tanto me lamentar
Perdi a vontade
Então parei de pensar e comecei a agir
E as coisas que havia pensado aconteceram sem eu pensar...
