Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Ao me apaixonar por um homem fútil, me tornaria aquilo que não sou e isso me destruiria de dentro para fora.
Não tente impressionar, seria um erro terrível e uma mentira insustentável.
Pense o quanto vale a pena, não apenas em me perder, mas em em nada ganhar em troca.
Sou melancólica, ansiosa, desajeitada para aquilo que chamamos de “amor”, e às vezes na minha tentativa de ser carinhosa, acabo sendo não muito – não sou a típica princesa dos contos de fadas, mas o fato de eu ser desajeitada não quer dizer que eu seja sem sentimento. Eu sei amar, do meu jeito peculiar, mas que não significa ser menos significante.
Sou grata ao tempo, que me manteve paciente para compreender até aqui tudo aquilo é importante na minha vida, pessoas, sentimentos, lugares por onde passei, sou grata a tudo isso ao pequeno conhecimento que tive sobre à vida, que me fez nascer de novo, e a me descobrir como pessoa, me amar a me possuir a enfrentar os medos e saber lidar com as situação adversias como aprendizado, pessoal e espiritual.
Errei, mas errei porque sou completamente humano e totalmente indefeso contra aquilo que não vejo, quando vejo entro num estado em que perco a existência do mundo ao meu redor. Perco a capacidade e a noção do que é ser humano, de entender que o errado é errado, e de que as pessoas ainda existem e que o amor é eterno pra quem ama. Errei, errei sim, se um gesto vale mais que mil palavras então eu possa ter alguma chance de começar de novo e acreditar que sonhar é possível, e assim me torno a ser humano novamente e ter a razão de volta em seu lugar e ser o que nasci para ser... Feliz!
Sou tudo aquilo que me consome, que é intenso. Sou aquilo que as coisas simples expressam, sou inquietação pura!
Sou a voz entalada na garganta, sou a luz das estrelas ofuscadas pelo sol, sou aquilo que não sei o que sou, Talves algum dia irei descobrir, pensando , vivendo , morrendo a cada segundo, e o tempo nao para e nunca vai parar para que eu possa pensar.
Na beleza de minha vida, encontro consolo na porta de minha alma, quando sei que sou aquilo, que tento engannar os outros a pensarem de mim o que, exatamente náo sou.
Sou aquilo o que quero ser e não adianta tentar me rotular, pois de tempos em tempos me reinvento conforme o que vou aprendendo ao viver, logo, não vejo como um rótulo possa me cair bem!
Vejo daqui aquilo que sou capaz. De onde posso fechar meus olhos e me ver por dentro, e o que sou é o que preciso saber. Até onde eu abra meus olhos, e o que existe serei capaz de entender.
SAUDADE
É aquilo que quando vais, me vem. Sou intensa - vivo o presente sem descartar as lições do passado. Passado de tantas histórias lidas e lindas, de tantos momentos simples e felizes. Não é a grandiosidade das situações, mas a simplicidade dos momentos que mais me emociona. São maravilhosas memórias de dias que se foram e de pessoas que passaram, os quais foram fundamentais para eu me tornar a pessoa que sou. Pois é, saudade é isso: quando vou, ela me segue e também fica.
Será se sou que nasci pra ser ou sou aquilo que tinha pavor em ser.
Será se serei, o herói de oxigênio em plutão. Metade do mar de areia do céu cor de rosa.
Um crime de um criminoso incriminado, por causar a destruição do destruído casou a ocasião do caso não revelado do crime perfeito que saiu errado.
Perfeito meu estado atual atuando por acaso. Um ator fazendo seu papel na vida real acaba sendo falso, frágil, fraco o espirito enjaulado.
Alimenta a fera, a jaula enferrujada não a segurará segurança. Quando a fera se liberta será o primeiro a saborear sazon, zonzo, Sancho, pança. Quixote seu cavalo espiritual espirou parou olhou o bolo da vida mais doce e misturou com sal um sabor pra pouco, rejeitados pra muitos.
Minha vida é bela meu espirito a fera, conversei com ela dividimos as loucuras.
A vida fica com uma, meu espirito fica com duas, por ser um espirito faminto passou muito tempo de regime.
Redigitou, os futuros de sonhos ainda não esquecidos, aquecidos no fogo dos queimados que se queimarão por tentarem queimar a fera, mas seu fogo já não nos feri.
Ferido por insultos meu corpo minha alma uma armadura de prata natural.
Metal meu espirito de um homem de lata, latão um coração.
Pulsou tão forte espirando espirrou o espirito guerreiro
Espada espátula minha vida uma fita dupla face. Cara coroa. Dei minha cara a tapa aguentei seus tapas, meu chapéu de coroa deixei em plutão junto com minha perfeição na presa antes da destruição.
Destroços casaram cicatrizes meu mapa de história memoria lembrei meu corpo, álbum de figurinhas ainda falta muitas cicatrizes para completar o início da minha história. Meu prêmio por ter um espirito imperativo, ativo, ao vivo, estou vivo, para o mundo que me ouve movendo as pedras dos caminhos. Ideias contemporâneas contaram histórias antigas, de um passado do futuro do presente que tê dei. Meu espirito porque não parte quebrei suas correntes a tempos atrás. Vá pra qualquer parte, mas não se parte preciso que retorne em alguma parte. minha vida está completa como um simples pão com muçarela a moça da minha janela se confundi entre minha mente o espirito em seus olhos vejo sorridente
Sou poetisa...
E tento tecer em palavras
Aquilo que o corpo vivencia...
E exprimir o que está no interior em poesias...
Sempre procuro racionalmente saber o que acontece dentro do ser...
A ciência será capaz de nos dizer muitas coisas sobre a química e os mecanismos cerebrais envolvidos no amor...
Mas não nos fará entender sua magia...
Isso só se pode entender estando apaixonado.
É essa paixão que faz moradia na minha alma...
Sou uma eterna apaixonada pela vida...
Uma singela gotícula de sereno eleva meus pensamentos...
Esbraveja meus sentidos...
Uma simples maneira de olhar...
Ou será apenas uma voz...
Ou um jeito da mão... que sem razão... me faz poetizar....
Usando recursos linguísticos...
Na volatilidade das falas
Sua beleza é triste e nostálgica
Mesmo melancólica, ilumina os olhos de quem sente...
Emerge os sentidos...
Fica exótico, torna erótico...
Então... eclipse...
DO PARAPEITO VITAL
Não sou aquilo que vês...
A couraça que percebes
é o excesso de fragilidade,
que move ou tortura.
Dentro da concha cerrada,
a porta em ferrolhos,
permito frestas que me alimentam.
E o alimento caminha filtrado
no suporte do meu parapeito.
Nele contemplo
o complexo do ser
em solidão e unidade.
Contemplo a comunhão
da beleza e ironia,
da grandeza e mediocridade,
dos rumos e destinos vãos,
do irreversível óbvio pó
e o tão divinal inevitável está
em simplesmente ser.
Em entendimento e devolução
converto o que vejo
em palavras que registro.
Em minha suposta apatia,
passam as coisas, os homens,
os fatos, e deixam cargas e marcas
e a sensação, de ser tudo
simples e infinito.
Não há nada que me exclua
ou me distancie da engrenagem.
Sou partícula num todo
de massa, cinza, éter.
Mesmo deste parapeito inescrutável
(dirás?) e vital feito placenta,
habito um universo em que sou parte
e magicamente sou todo.
"O que sou?! Sou um pouco de tudo aquilo que vivenciei, de tudo aquilo que aprendi e de tudo aquilo que compartilhei; Sou um mosaico de imagens, sabores, odores, sensaçoes e sons. Sou a soma de todos os instantes que passei em minha vida. Eis o que sou, nem mais, nem menos."
Sou um livro gigante
Apenas com vida , aquilo
que se vive de cada palavra junta uma coma outra
tornando eu , eu .
