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Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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Você vai acreditar em mim? Eu minto sobre tudo.

A felicidade do homem está em "eu quero"; a felicidade da mulher, em "ele quer".

(...) Experimente dar uma palavrada na cara. Eu sei, você vai esquecer da força com que ela saiu da sua boca e percorreu o curto espaço entre os seus lábios e os ouvidos do outro. Você nem vai lembrar o peso da sua língua. O outro? Ele vai tentar esquecer, vai tomar todos os remédios que indicarem, vai fazer a dança da chuva, vai rezar pra Nossa Senhora Desatadora de Palavradas na Cara, vai implorar para que o Demônio Palavral volte para o inferno. Nada vai adiantar. O roxo da palavrada é na alma. E, acredite, dependendo da situação, nunca sara. É por isso que a gente deve tomar muito cuidado. Principalmente se quem nocauteia a sua alma reside dentro dela. Sem pagar aluguel, nem condomínio, nem nada.

Algumas mulheres são feitas, mas eu, eu mesma, gosto de pensar que fui criada por um propósito especial.

"Eu fiz isso", diz minha memória.
"Eu não posso ter feito isso", diz meu orgulho, e permanece inflexível.
Por fim, memória desiste.

Friedrich Nietzsche

Nota: Além do Bem e do Mal.

Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens. Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz. Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu. Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei. Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e dá pra sentir. Quero o que mais me dá vontade, e quero vontade pra prosseguir. Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer.

Sei que um dia eu posso perder as chaves do meu coração, por isso deixo cópias com os meus amigos.

Seja Feliz

Foi, fico como todo amor se vai
Sem nem dizer aonde vai
foi e eu fiquei sem ninguém
À espera do que não vem
Que melancolia

Foi, foi só porque eu nada fiz
Como um adeus que nem se deu
pois seja muito feliz
Infeliz já sou eu
Pra sofrer sofro eu.

Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.

Eu adoraria acreditar que quando eu morrer, eu vou viver outra vez. Que alguma parte pensante, sensível e memorável de mim continuará. Mas por mais que eu queira acreditar nisso, e apesar de antigas tradições culturais mundiais falarem sobre vida após a morte eu não sei de nada que possa sugerir que isso é mais do que simplesmente pensamento positivo. O mundo é tão primoroso, com tanto amor e profundidade moral que não há razão para nos enganarmos com histórias bonitas para as quais existem poucas evidências boas. Parece muito melhor para mim, em nossa vulnerabilidade olhar a morte nos olhos. E ser grato todos os dia pela breve, mas magnífica oportunidade que a vida nos dá.

Eu precisava tirar uma folga de mim mesma.
(Hannah Baker)

A verdadeira função do homem é viver, não existir. Eu não gastarei os meus dias a tentar prolongá-los. Usarei o meu tempo.

Jack London
Tales of Adventure, Hanover House, 1956

Eu estou louca ou eu realmente vi o céu em seus olhos?

Eu sinto sua falta. Quando eu digo isso, eu sinto ainda mais.

Há várias coisas com as quais eu não me preocuparia se fosse viver apenas setenta anos, mas que me preocupam seriamente com a perspectiva da vida eterna.

Então, eu vou quebrar essa maldição. Se existe algo como a paz, eu irei alcançá-la! Nunca vou desistir.

Eu só queria te dizer que, independentemente de onde você for parar nesse mundo, eu estarei procurando por você.

Saudade da vida que eu nunca mais vou ter...
Saudade daqueles que nunca mais vou ver...
Saudade do tempo que a gente era feliz sem saber!

E o que eu sinto é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto.

Se

E se ninguém me der força
E se ninguém confiar
E se eu for invisível
E se ninguém me enxergar
E se eu perder a fé
Se eu não ficar de pé
Se eu voltar a cair
Se a lágrima escorrer
Se, por medo de sofrer,
eu pensar em desistir.

E se quando eu cair
ninguém me estender a mão.
E se quando eu me perder,
sem rumo, sem direção,
Se eu não achar o caminho
Se eu estiver sozinho
no labirinto da vida.
E se tudo for escuro
Se eu não vir um futuro
na estrada a ser seguida.

E se esse tal futuro
for pior do que o presente
E se for melhor parar
do que caminhar pra frente
E se o amor for dor
E se todo sonhador
não passar de um pobre louco
E se eu desanimar,
Se eu parar de sonhar
queda a queda, pouco a pouco

E se quem eu mais confio
me ferir, me magoar
E se a ferida for grande
E se não cicatrizar
Se na hora da batalha
minha coragem for falha
Se faltar sabedoria
Se a derrota chegar
E se ninguém me abraçar
na hora da agonia.

E se for tarde demais
E se o tempo passar
E se o relógio da vida
do nada se adiantar
E se eu avistar o fim
chegando perto de mim,
impiedoso e veloz,
sem poder retroceder,
me fazendo perceber
que o SE foi meu algoz

E se eu pudesse voltar…
Se o SE fosse diferente
Se eu dissesse pra mim mesmo:
Se renove, siga em frente.
Se arrisque, se prepare
E se cair jamais pare
Se levante, se refaça,
Se entenda, se reconheça
E, se chorar, agradeça
cada vez que achou graça.

Se desfaça da preguiça,
do medo, da covardia
Se encante pela chance
de viver um novo dia
Se ame e seja amor
Se apaixone, por favor,
Se queira e queira bem,
Se pegue, se desapegue
Se agite, desassossegue
E se acalme também.

Se olhe, se valorize
E se permita errar
Se dê de presente a chance
de pelo menos tentar
Se o SE for bem usado,
o impossível sonhado
pode se realizar.

Bráulio Bessa
Poesia que transforma. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.