Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Quero as minhas certezas, mas me apego demais às dúvidas, talvez por culpa dos outros (eles nunca sabem o que querem de mim), talvez por mim, sem transferir culpa para ninguém (porque eu nunca sei até onde devo ir).
Na madrugada, invade meu quarto sem nada temer...
se joga na cama a contar histórias que não quero ouvir,
pinta quadros que eu não quero ver,
insônia maldita, me deixe dormir!
AMA-ME!
Hoje e sempre, quero você aqui comigo.
não sei viver longe, só sei viver perto.
me ama vai, me completa com todo, o teu amor, vai.
não juras nada, apenas me completa.
Dia 06 é meu aniversario,
Lhe quero de presente o dia inteiro,
Entre nós será melhor dia vivido,
Sempre sonhei, sonho com seu carinho.
Ah vejo assim me sinto,
Corre energia no meu corpo ,
Fico todo eletrizado,
Moléculas agitando movimentando,
Uma reação química me devorando.
Ela só você tem a solução,
Uma pessoa do rol mais tem a equação,
Sim !, porque ? dentre nossos olhares já armada confusão,
Por favor linda amiga , me de resultado à este de ti espião,
Valeria muito de você ser abraçado beijado de alma e coração.
Quero que Durma com a sensação de ser a mulher mais amada, que tem uma pessoa do outro lado, completamente apaixonada por ti, com um amor extremamente intenso, forte, puro.. Dotado de carinhos, sentimentos de bem querer, e uma vontade enorme de transformar nossos dias nos mais incríveis possível..
Quero ser essência.
Não uma ilusão,
uma aparência!
Quero acreditar,
que posso de novo, amar!
Quero voltar a sorrir.
Morrer nos teus braços.
Florir.
Renascer a cada instante.
Vislumbrar o teu semblante.
Nunca partir.
Quero sussurar ao teu ouvido.
Beijar-te.
Deitar-me contigo.
Acordar a teu lado.
Ser o teu ombro amigo.
Quero sonhar,
que existe um mundo melhor,
onde haja Paz e Amor!
Anabela Pacheco
Frenesim insuportável.
Exaltação do absurdo.
Quero sentir a plenitude,
do vazio!
Amar o silêncio.
Amar no silêncio.
Um mundo perfeito,
dentro de quatro paredes.
Só nosso!
Arrebatamento total.
Momento ideal,
pleno de êxtase!
Anular o tempo.
Captar aquele fragmento,
em que o universo parou...
Anabela Pacheco
Quero bordar meu coração com pérolas de amor que caem do céu.
Fazer um vestido de corte comprido que seja só meu.
Passear orgulhosa por entre a multidão.
Preencher minha alma.
Cantar uma melodia.
Dar-te a mão!
Abrir um sorriso rasgado.
Tecer um brilho apagado.
Caminhar de novo a teu lado.
Até escurecer.
Anabela Pacheco
Cade você ,
Onde esta ?, não sei
Quero você.
Vontade lhe dizer tenho,
Seus olhares não me contenho,
Sou tímido parece estranho,
Sim, minha voz só fica arranhando.
Talvez culpa da ansiedade,
Aqui escrever, não tenho vergonha de verdade,
Quero que, isso torne realidade,
Pra conhecer seu corpo com naturalidade.
Dividiremos olhares,
Nosso corpo mente mãos entrará
sentiremos nas tonalidades,
Através do nossos sussurros
Será pra ambos uma de nossas sensualidades.
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
["Sol de primavera" ]
Romance Sonâmbulo
(A Gloria Giner e a Fernando de los Rios)
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.
Verde que te quero verde.
Grandes estrelas de escarcha
nascem com o peixe de sombra
que rasga o caminho da alva.
A figueira raspa o vento
a lixá-lo com as ramas,
e o monte, gato selvagem,
eriça as piteiras ásperas.
Mas quem virá? E por onde?...
Ela fica na varanda,
verde carne, tranças verdes,
ela sonha na água amarga.
— Compadre, dou meu cavalo
em troca de sua casa,
o arreio por seu espelho,
a faca por sua manta.
Compadre, venho sangrando
desde as passagens de Cabra.
— Se pudesse, meu mocinho,
esse negócio eu fechava.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Compadre, quero morrer
com decência, em minha cama.
De ferro, se for possível,
e com lençóis de cambraia.
Não vês que enorme ferida
vai de meu peito à garganta?
— Trezentas rosas morenas
traz tua camisa branca.
Ressuma teu sangue e cheira
em redor de tua faixa.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Que eu possa subir ao menos
até às altas varandas.
Que eu possa subir! que o possa
até às verdes varandas.
As balaustradas da lua
por onde retumba a água.
Já sobem os dois compadres
até às altas varandas.
Deixando um rastro de sangue.
Deixando um rastro de lágrimas.
Tremiam pelos telhados
pequenos faróis de lata.
Mil pandeiros de cristal
feriam a madrugada.
Verde que te quero verde,
verde vento, verdes ramas.
Os dois compadres subiram.
O vasto vento deixava
na boca um gosto esquisito
de menta, fel e alfavaca.
— Que é dela, compadre, dize-me
que é de tua filha amarga?
— Quantas vezes te esperou!
Quantas vezes te esperara,
rosto fresco, negras tranças,
aqui na verde varanda!
Sobre a face da cisterna
balançava-se a gitana.
Verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Ponta gelada de lua
sustenta-a por cima da água.
A noite se fez tão íntima
como uma pequena praça.
Lá fora, à porta, golpeando,
guardas-civis na cachaça.
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar.
E o cavalo na montanha.
Não quero mentir
Alimento-me de vós
Alimento as vozes
E vocês
Alimentos
Ali
Malemal
Tenho um monstro faminto
Ele parece deus
Talvez não exista
Embora dependa de mim
Pois vive aqui
Alimento-o de mim
Alimento-me de vós
Alimento-te disto
Dito isto
Desculpo-me
E me despeço novamente
Pois não quero mentir
Pássaro forasteiro
Quero te roubar
Mas se acalme senhorita
não quero teu dinheiro
Sou um pássaro forasteiro
Fugi de meu oprimido viveiro
Voei em direção a ti
livre pra cantar meus desejos
Vim humildemente apreciar
Teu cheiro
Furtar lhe seus beijos
