Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira

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Irônico foi quando vieram me perguntar se eu era bipolar.
Eu respondi: Sou, sim. E logo depois: Mas é claro que não.

Quando me disseram que eu podia apagar tudo que eu tinha escrito, acho que pensei que eu podia fazer o mesmo com as coisas que eu tinha feito.

Por mais que eu tenha te perdido, eu ainda tenho esperança. Se um dia eu te conquistei, sei que posso fazer isso de novo.

Eu, perversa? Imagina, sou apenas uma amante de reciprocidades

Por onde os meus olhos possam ver.
Eu te vejo, da varanda da casa escondida,
por detrás dos tijolos à vista.

Eu roubo o primeiro beijo,
imploro o segundo,
exijo o terceiro,
recebo o quarto,
aceito o quinto,
e correspondo,
com amor e carinhos os restantes.

Eu, ao contrário, sempre gostei muito de dizer tudo o que me vem à boca.

Erasmo de Roterdã
ERASMUS, D. Elogio da Loucura. eBooksBrasil.com, 2002.

Eu sei que já estava no contrato a tua partida prematura, mas dá pra rasgar? Eu preciso de você aqui, pra nunca mais te querer em outro lugar.

Te guardar em mim.
Eu vou te guardar em cada parte de mim. Vou te guardar no meu sorriso, porque era você que sempre me fazia sorrir quando o que eu mais queria era chorar. Vou te guardar no meu rosto, porque os melhores carinhos sempre vieram de você. Vou te guardar no meu coração, porque foi você que devolveu a vida à ele. Vou te guardar nos meus lábios, porque foram de você que vieram os melhores beijos e as mais doces palavras. Vou te guardar na minha lembrança, que será a melhor de todas. Vou te guardar na minha história de vida, vou te guardar até nas minhas lágrimas que além de terem sido por sentir sua falta, foram demonstrando todo o amor que eu sinto por você. Vou te guardar em cada parte de mim, e quando eu sentir sua falta, vou poder sentir você aqui.

Hoje eu gastei todo meu dinheiro,comprei uma casa em Marte onde não tem habitantes onde não mora ninguém sem vizinhos que ficam sentado na porta falando mau da vida a lheia e nem pessoas falsas que dizem que esta com vc mas na hora que mais precisa ele viram as costas e diz não te conheço.
Longe da civilização moderna e falsa que cresce a kada dia a nossas custas sem se emporta se vai ter que passar pos cima de alguém ou matar outro pra continuar vivendo nesta selva cheia de bichos(ser-humanos)selvagens.

"Quando eu estava subindo a escada,
Encontrei um homem que não estava lá.
Ele não estava lá hoje também.
Ah, como eu queria que ele fosse embora!"

Minhas ambições são dez
Dez corações de uma vez
Pra eu poder me apaixonar

Eu te amo, te amo, te amo
É o destino, eu sinto

E eu sinto sua falta, sinto sua falta
Você é meu destino

Se sentir minha falta, ou até mesmo saudade, lembre-se de que sempre estive aí, mas aquele dia eu nem apareci. Pra quê?
Minha presença já não fazia diferença ali.

Soneto de Exatidão


Eu serei a que mais ouve do que fala,
No meu olho, não verás nem mais um cisco.
Do que guardo? ... Tenho eu chave da mala.
O que falas? ... Corre apenas por teu risco.

Quero ver-me e ver-te do tamanho exato,
Nem tu comandante, nem eu comandada.
Meu espaço hei de manter, e isto é fato,
Minhas asas não serão por ti cortadas !

Compreendo o porquê me controlaste,
E o poder que exerceste sem critério,
Me retendo qual se eu fora teu fantoche.

Eu relevo os teus enganos e contrastes,
O teu medo implodido e tão sério,
De tornar-se tão somente o meu deboche.

Eu não minto para mim mesmo e não me apego a um perdedor.

Eu não sou devoto de nenhuma grife. Eu não professo a minha fé no altar das aparências. Eu sei que me falta brilho e glamour, mas será que um traje criado por algum guru da alta costura teria o poder de suprir as minhas carências? Já ouvi dizer que alguns pedacinhos de pano recobrindo estrategicamente a pele, têm o poder de elevar a auto-estima de pessoas vazias de si mesmas. Só o jeitinho particular de cada um não basta, é preciso uma fantasia feita sob medida para que as pessoas possam disfarçar suas imperfeições, tapear olhares e se sentirem as mais especiais no meio da multidão.

Sou um estúpido que não sabe diferenciar um item de boutique de um adereço hippie confeccionado na beira da calçada. Quando ouço falar em Victor Hugo, penso logo naquele cara que dizia que “Não há nada como um sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. Pois é... Eu também não sei quem foi Louis Vuitton, Dior, Calvin Klein, Hugo Boss; Gucci, Versace, Armani, Chanel e muito menos o que eles pensavam a respeito da vida. Sou apenas um boêmio ignorante e um poeta démodé totalmente ofuscado pelas palavras costuradas pela minha caneta.

Sei que eu deveria aprender um pouco mais sobre as últimas tendências da moda, mas eu sou tão distraído pra essas coisas, e o modismo é uma febre tão passageira que, quando eu penso que um determinado figurino está no auge, na verdade, já virou cafonice há muito tempo. A moda faz de mim um eterno prisioneiro do passado e o meu armário é um museu cujo acervo é incapaz de despertar a inveja dos meus semelhantes.

Sou um tipo assaz desinteressante, a ponto de nem ter que me preocupar em tirar as minhas máscaras toda vez que eu volto pra casa. A minha cara é ter a mesma cara todos os dias. Temo que para ser notado seja necessário que eu me transforme numa vitrine viva, mas a passarela da minha vida é bucólica demais, e apenas se resume na rotineira alternância dos dias se vestindo de noite e das noites se despindo sob a luz do dia. Talvez eu devesse conhecer mais a fundo a alma dessas grifes e marcas por detrás das quais as pessoas se escondem para se sentirem mais seguras de si, mas o que pode valorizar mais a existência de um homem: a marca da sua roupa ou o legado das suas idéias? Não sei... Eu nunca tive etiquetas informando do que é feito o meu coração.

Não existe um logotipo capaz de definir melhor a pessoa que sou do que as minhas próprias atitudes. Eu sou assim, como me vêem. Sou um símbolo de mim mesmo e defendo sem hipocrisia as cores que eu escolhi, e não as que querem me vender. Eu não gosto de expor a minha figura ridícula antes do último gole, mas adoro mostrar ao mundo tudo aquilo que eu gostaria de ter sonhado durante as minhas solitárias noites de insônia. Adoro medir as consequências dos meus atos, planejar os meus passos, me colocar no lugar dos outros e não me acomodar com aquilo que me incomoda. Para mim, calar-me diante de qualquer injustiça é como andar nu – me dá vergonha.

Reconheço que me falta panca na hora de fazer pose para o mundo. Mas o que eu posso fazer se eu nem sei no que os deuses da moda querem que eu me transforme para que eu possa atrair mais atenções? Será que nos livros que eu leio eu vou conseguir encontrar respostas que me façam compreender o que as pessoas pensam a meu respeito? Creio que não. De certo eu serei estigmatizado para sempre como um reles artigo de promoção.

Mas esse é o meu jeito: simples assim, raso jamais. Muitos dirão que eu não tenho estilo e nem charme, mas quero deixar bem claro que tudo que existe de mais fashion em mim, só quem faz parte da minha vida é capaz de enxergar. Este é o meu jeito de me mostrar ao mundo, e nada em mim é feito de retalhos. E se eu tenho alguma beleza que valha a pena ser exaltada, ela estará escondida muito além das roupas que eu visto e poderá ser encontrada aqui: desfilando faceira bem no fundo de mim.

Ontem, tal qual um carcereiro, dei água a todas as plantas aprisionadas nos vasos, não foi eu quem as prendeu, mas fui eu que não tive coragem de libertá-las.

Vou lutar pelo o que é certo
Hoje eu estou falando o que penso
E se isso me matar esta noite
Eu estarei pronto para morrer

Eu sou o frio que te leva ao cobertor e sou o calor que te leva à nudez.