Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Então você volta para minha vida e mesmo sem querer, faz eu questionar minhas escolhas...
eu me arrependo de não ter lutado mais por nós dois. mas por favor, ntenda, naquele tempo, não tinha mais nada que eu podia fazer.
Nós somos muito fortes e vamos superar essa separação. Já passamos por momentos mais difíceis.
Sempre conseguimos ver o lado bom em cada situação, independentemente do que fosse.
Mas dessa vez, não será uma simples despedida. Nós sabemos que estamos lidando com um adeus.
Não é como eu queria que fosse, mas é como tem que ser.
Não espere por mim, pois você sabe que não posso esperar você.
De qualquer forma, te desejo o melhor e espero que saiba que eu nunca vou te esquecer. Isso é um fato.
Mesmo depois de todos esses anos, nós ainda pensamos um no outro.
Nossas vidas estão ligadas.
"Na jornada da autodescoberta, o eu é um infinito a explorar, um reflexo da complexidade humana que se revela na busca constante pela compreensão e crescimento pessoal."
Sou uma latina-americana, mesmo que eu gritasse minha indignação em sua língua natal, não me escutaria!!
Eu vejo a tristeza que carregam, e em vez de virar as costas, permito que minha luz dance ao lado, convidando-os gentilmente a lembrar da própria claridade.
Eu gostaria de ver aqueles que analisam meus passos investindo essa energia na cura das próprias feridas kármicas, libertando-se de uma vez.
Eu penso de forma racional, mas ainda penso com o coração. A diferença é que eu evito crenças, eu tenho amor e encanto pela ciência e essência da circunstância: é lindo apreciar o evento em sua profudidade, em seu âmago.
Eu sou sensível, emotivo e irracional. Quando eu aceitar isso eu serei forte, pois o primeiro passo é não ter vergonha do que eu sinto. É preciso ser forte e corajoso pra se aceitar "fraco".
Eu sou uma mulher e sou latina. Essas são as coisas que tornam minha escrita distinta. Essas são as coisas que dão poder ao que escrevo.
Conta Comigo
Eu sou o sol, tu és a lua.
Se és as palavras então eu sou a melodia.
Se és o coração então eu sou a batida.
E, de alguma forma, completamo-nos.
Ás vezes o meu mundo está triste e a chuva caí.
Mas onde tu estiveres, o sol aparece!
Quando estás longe, sinto-me que estás por perto.
Serás sempre quem eu mais amo.
Estás no meu coração, na minha mente, estás por abaixo da minha pele.
Em qualquer lugar, a qualquer altura que precises, conta comigo!
Não preciso de dizer nem uma palavra.
Pois tu já sabes quando estou feliz ou magoado.
Porquê que me fazes sentir melhor só com um olhar?
Serás sempre quem eu mais amo.
Conta Comigo!
Linda de sorriso farto que me alegrou a alma e o coração.
Entre tantos pensamentos vejo o meu *eu* escondido na solidão que não quer me liberar de *ti.* Ai me pergunto o porquê do amor se ele só machuca e faz doer?
O engraçado da dor é que só podemos senti-lá em um lugar de cada vez... daí a confusão entre a razão e o coração.
Mas não me importo, pois lhe conhecer irá vale a pena qualquer dor!...
Eu conheço cada gesto seu...
Por muitas vezes mudei meus sonhos só para viver os seus, e de nada adiantou, pois sempre acordo sem ter você comigo.
Um dia me perguntaram sobre a transcendência, se eu acredito em alguma parte de sua suposta sagrada essência. Minha resposta, uma questão em contraparte, com simplicidade respondi, lançando outra pergunta no ar; Descobriste aquilo pelo qual morrerias? Se a resposta for não, ó alma inquirida, ainda não encontraste a luz que te conduzida.
Se por nada morrerias, meu amigo, significa que és teu próprio abrigo. Em ti reside o valor mais precioso, tu és o âmago, sublime e grandioso.
Porém, se há algo pelo qual ousarias tudo, então encontraste o bem que te conduz, pois aquilo que em ti suscita tal paixão, é a maior noção de sublime elevação.
Pode ser algo ou alguém; como a verdade, a justiça ou o amor. A causa pela qual te entregas com fervor. Qual causa te faz voar além do aqui? Transcender é lançar-se além do comum.
Para Sócrates, a justiça; para Giordano Bruno e Hipátia, a verdade; para Jesus, o amor.
A verdadeira transcendência reside na imanência, naquilo que em ti ousar e te guiar.
Isto é, se tua resposta é negativa, uma inquietude ainda habita em teu ser, pois a transcendência ainda tens que conhecer, porque somente quando encontras o propósito que te arrebata o coração, desvelas a verdadeira face da transcendência, a sublime conexão.
Se nada encontrar que te mova a sacrificar-te sem hesitar. Então és, em ti mesmo, o valor supremo a contemplar; aquele que não morreria por nada é o seu próprio cume, em seu ser reside a grandiosidade que transcende o costume.
A contrário sensu, aquele algo pelo qual ousarias enfrentar qualquer desafio, é vislumbrar a maior noção de transcendência que a alma traga. Na busca do que te eleva além, encontra-se a tua chama, a única conexão com um sagrado, a essência que te chama.
Eu caminho sem rumo, sem destino, sem saber o que me espera além do horizonte, além do ser. Eu busco novos ares, novas terras, novas cores. Eu fujo das prisões, das dores, dos horrores.
Eu sinto o desejo de viajar, de me aventurar, de conhecer o desconhecido, de me deslumbrar, de ver o mistério se revelar, de me surpreender, de sentir a vida pulsar, de me renascer, de sentir a vida que se move, que se renova.
Mas eu sou um cativo, um refém, de um corpo, de uma mente, de um lar, de um alguém, de um presente. De uma realidade que me oprime, que me consome, de uma humanidade que me afasta, que me abandone.
Eu sonho com a natureza, em sua beleza. Eu lembro da época em que eu era parte dela, em que eu era uma centelha. Eu anseio por voltar a ela, por me integrar a ela, por me libertar dela.
Eu quero viajar sem fim, sem limite, em busca de um caminho sem razão, parece que em parte alguma estou em paz, sempre a desejar um novo cais. Uma ânsia sem fim, pelas terras desconhecidas, o mistério, o desconhecido me atrai, enquanto minha alma se perde, se vai.
Aprisionado em tudo o que não sou. Eu sou um estrangeiro, em todo lugar, em todo tempo. Em busca do Éden perdido, vagando sem destino, pois somos todos eternos nômades, em busca do divino. Enquanto me perco nas ruas de concreto, a minha alma anseia pela simplicidade da terra, o aroma das flores, a luz do dia.
Eu sou o orfão da alma, o navegante solitário,
O homem que habita múltiplos lugares e ainda assim é nenhum,
Eu sou o disperso, o eterno indeciso,
O poeta que se esconde atrás de máscaras. O homem que escreve a sua vida como se fosse épica.
Eu sou a música dos sonhos e das angústias.
Eu sou a busca incessante da verdade e da beleza, o homem que não se contenta com as respostas fáceis, eu sou o cético, o questionador, o provocador, opoeta que escreve para mudar o mundo, ainda que esse mundo nunca mude.
Eu sou o eterno viajante, o eterno aprendiz, ohomem que, através da poesia, busca eternamente a sua verdade e a sua liberdade.
Eu tentei ser um novo Fernando Pessoa, um homem que ainda inspira, ainda emociona, ainda perturba, mas não, eu nasci a contragosto, porém, a morte é tão sem sentido quanto a existência. Sim, eu fracassei, talvez fracassei em tudo, nunca me encaixei, tentei, Pessoa me descreveu quando disse "escrevo mais filosofias em segredo do que Kant, mas serei sempre o que não nasceu para isso, somente o que tinha qualidades". Despeço-me como um fracasso que poderia ser um sucesso, ou um sucesso que foi um fracasso. Não sei, talvez tenha algo errado comigo. Eu paro, penso, mas quem foi que definiu o fracasso e o sucesso? Pois, então, eu sou o fracasso e o sucesso de mim mesmo. O mundo não gosta de mim e eu também não gosto dele.
Na busca pelo amor eu me perco, em devaneios, sonhos e esperanças, sinto a alma pulsar, o coração arder, e a solidão apertar, como uma lança.
Procuro nos olhos do outro a cumplicidade, a ternura, o afeto, a felicidade, mas muitas vezes só encontro desilusão, e me pergunto se há, afinal, alguma solução. Certa vez encontrei quem abracei e senti a força das minhas emoções, mas não era eu o sonho que desejavas, nem a ilusão que procuravas.
Ah, como seria bom encontrar alguém, que me amasse como sou, sem pudores, que me aceitasse com todas as minhas dores,
O amor é uma sorte, o talvez da escassez, quem sabe um dia vai bater em minha porta e me preencher de vez.
Dentro de minha alma residem mil vidas, cada uma com uma voz que deseja ser ouvida. Eu sou mil eus diferentes, cada um com seus desejos e sonhos, todos entrelaçados, que sussurram segredos a cada palavra proferida.
Meu coração, uma tela, pintada com seus matizes, cada pincelada uma lembrança do que já foi. Uma colcha de retalhos de emoções e pontos de vista, um retrato de uma vida vivida interiormente.
Eu sou o poeta, o pensador, o ignorante, o palhaço, o amante, o romântico, o desiludido, o andarilho, o sábio. Eu sou o silêncio, o rugido, o som, a luz, a escuridão, o palco.
Sou uma contradição, um mistério, um enigma que não pode ser resolvido, um quebra-cabeça sem história, uma história que ainda não foi contada.
No entanto, em meio a todo esse caos, encontro, um silêncio que ecoa lá no fundo. Uma quietude que acalma minha mente inquieta, uma paz que habita em minha alma. É o meu Daemon, que me diz o que eu preciso ouvir. Diz-me que não estou só, que todos os meus eus são um no final, que eu sou uma semente que foi semeada, e que vou crescer e transcender.
E assim, vagueio por essas tantas vidas, abraçando cada uma como se fosse a minha. Pois nesta jornada, eu descubro o que sobrevive, a beleza de uma alma que cresceu demasiadamente, mas que habita uma vida que não viveu inteiramente, e um corpo puramente ausente.
Para mim, a vida é uma jornada sem um propósito definido. Não há um guia celestial a quem eu deva ser submisso.
Mas isso não me torna vazio, nem me deixa sem esperança, eu encontro significado na conexão humana. No abraço de um amigo, no riso de uma criança, no amor que compartilhamos, ena luta por mudança.
Não preciso de uma divindade para encontrar beleza e verdade. Minha fé está na humanidade ena capacidade de amar de verdade.
Não há pecados ou redenção, apenas a responsabilidade da ação, ese errar, eu mesmo assumo, não culpo um ser imaginário por nenhum fumo.
Eu vejo beleza na natureza, na ciência e na sua grandeza. Nãohá necessidade de um criador para admirar a complexidade do universo em flor.
E é aqui, na Terra mesmo que devemos aprender a ser. Não sou ovelha de um rebanho conduzido pela vontade de um ser que nunca foi visto. Prefiroseguir minha própria consciência, e viver minha vida com liberdade e coerência.
Não busco respostas prontas em livros sagrados, mas sim na razão, na ciência e nos fatos comprovados. Minhafé é na humanidade e na sua capacidade deevoluir e construir uma sociedade com igualdade.
Assim sou, sem medo do fim, pois sei que minha vida tem sentido em mim, eque minha existência não é em vão, pois a felicidade não depende de uma religião.
Não preciso de orações para sentir a paz interior, basta viver com empatia, eamor ao próximo, sem temor.
Ateísmo é a única escolha para aqueles quequerem viver uma vida plena, sem depender de um ser imaginário, eencontrar significado em nossas próprias vidas, aqui e agora.
