Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Desculpe, mas eu tenho que escrever isso.
Eu não aguento mais viver assim.
Eu não tenho sorte em nada que eu faço, nada!
Uma coisa tão simples aos olhos dos outros, para mim passa a ser tão complicado...
E eu não sei porque isso.
Acho que é porue faço as coisas pensando nos outros, e deixo de fazer o que eu quero para mim.
Eu preciso do abraço dele.
Só assim eu consigo me encontrar.
Por pior que ele seja, é por ele que meu coração bate mais forte.
Quando eu fico assim, não consigo fazer nada.
Eu saio do meu mundo e só sei chorar...
Isso me distancia cada vez mais do mundo real.
Eu preciso respirar!
Nunca quis ser melhor do que ninguém. Não preciso ter inveja do próximo, tudo o que é meu, eu quero conquistar. Descarto pessoas que não me suportam e querem ser educadas. Não gosto de falsidade, prefiro que nem comigo falem e mantenham distância. Assumo o que eu falo e faço, não tenho rodeios. Não gosto de pessoas que concordam com tudo, que dão sorrisos correspondendo a opinião de terceiros mesmo que no fundo discorde. Sou estúpida, ácida e ranzinza. Mas não preciso pisar em ninguém para conseguir o que eu quero, às vezes me prejudico por querer tanto ajudar. Porque pessoas boas são observadas como um cenário de gente otária. Participam do nosso espetáculo, ofendem nossa integridade e saem ilesas com a coroa de majestade. Chega de me importar e aplaudir quem quer me ver bem longe. Chega de achar que todos são confiáveis e querem meu bem. Chega de acreditar em certas pessoas que não querem meu sucesso.
Eu ignoro as maldades, as falácias, os comentários sem conhecimento. Ignoro tudo que não tem compromisso com a realidade - tudo fofoca.
Eu abraço a mim mesmo com uma silenciosa alegria, balançando-me de um lado para outro, acolhendo a possibilidade de que ela possa gostar de mim por um breve momento.
Paixão avassaladora,
e ao mesmo tempo
tentadora, cabeça de
menina e corpo de mulher
Venha, eu sei que voce me quer!
Só queria seu amor, seu carinho e um pouquinho da sua atenção. Mas você achou que eu estava pedindo demais.
Sou exatamente como me vêem totalmente sem clichês.
Um dia me disseram que eu odeio com amor, e como odeio!
Ou será que amo? Cheguei a conclusão de que odiar com
amor é odiar tanto uma pessoa que sua cabeça chegue a doer,
seus olhos cheguem a arder, suas mãos a suar,
e mesmo assim se essa pessoa precisar de você
para ser carregada em suas costas você a carregará.
Odiar com amor, é amar tanto que o ódio é esquecido
e a compaixão é exercida.- Pensei - Ah! se todos
se odiassem com amor...
O carnaval está bem próximo e eu estava ouvindo uma música do engenheiros (como sempre rs) e olha só a coincidência, um trechinho dela:
[b]Quem me vê sempre parado, distante
garante que eu não sei sambar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar
eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
e não posso falar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar...
Eng.Hawaii
Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções.
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!”
E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.”
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.
Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.
Eu acho engraçado que mesmo á 150 milhões de km o sol é primordial para minha vida.. quê dizer de você? Estando á ~1500 km de mim serás menos importante? Sua ausência é uma noite infindável onde nem a luz do sol consegue me nortear. Pois assim como o avião não voa sem o ar, o barco não navega sem a água, eu não vivo sem você!
Quando pensares em mim
e por ventura eu estiver longe de você,
procure lembrar dessa mensagem agora;
que fiz para você...
Você que é meu amigo,
que caminha comigo
que compartilha suas alegrias
e aguenta também as minhas tristezas.
Quando pensares em mim
e eu já não puder estar perto de você,
lembre-se que eu te amei
em cada mensagem que te enviei fui sincera.
Que orei por ti todas as noites
pedindo a Deus que conservasse a nossa amizade.
Quando um dia você perceber
que eu já não mais envio mensagens a você,
que os poemas que eu costumava enviar
já não aparecem na sua caixa de emails e nas redes sociais,
que meu nome já não aparece nas listas de amigos,
e que minha lembrança está quase apagada
na sua cabeça:
lembre-se dessa mensagem de agora,
que escrevo para lhe dizer o quanto você é especial na minha vida,
o quanto preciso de você para continuar a minha luta,
e o quanto espero chegar a sua mensagem seja ela o assunto que for...
Lembre-se de mim quando mais tarde
perguntares se já teve um grande amigo.
Lembre-se que fui este amigo.
Que só desejou bem a você,
que em noites solitárias, procurou você
na esperança de sorrir...
Lembre-se de mim,
quando pensar que nunca foi amado,
pois eu te amei em cada verso,
em cada mensagem,
em cada linha,
em cada resposta,
em todas as vezes que estive ausente...
Quando pensares em mim
e eu não puder mais lhe responder:
Lembre-se desse beijo que agora
virtualmente lhe deixo...
Amo você meu amigo...
Vejo eu e você como contos de fadas... sinto muito medo de que quando chegar a meia-noite seu encanto acabe por mim!
"Saudade"
Eu achava que significado de saudade era apenas sentir falta.
Hoje eu pude perceber que está além disso...
Saudade é chorar
Saudade é pensar
Saudade é lembrar
Saudade é sentir...
sentir sim... que mesmo tão longe, vc esta bem perto...
está no meu coração!
Atormentando-me com esses sentimentos
impedindo-me de te esquecer...
fazendo-me saber que estás vivo no meu viver...
Ele estava completamente alheio da minha presença, já eu, estava completamente ciente dos seus atos, e no meu próximo ato. Minha presença, até então desconhecida, foi revelada quando coloquei-me de pé na porta da cozinha, à sua frente. Olhamo-nos como sempre, com aquele ar de implicância no ar. Ele sabia que meu próximo ato seria irritá-lo, como forma da minha diversão. Tomei-lhe o pacote de biscoito que se encontrava semi-devorado em sua mãe. Sua reação foi a mais do que esperada, no instinto de somente combater a minha superioridade do momento, esquecendo-se do valor real do biscoito, ele empurrou-me contra a parede, tentando tomar-me o objeto de briga. Seu corpo e o meu estavam juntos, e seu rosto bem perto do meu, sua força me tirava a vontade de continuar naquela implicância sem fundamento. Num gesto bruto como tal, empurrei-lhe na primeira porta que tive chance. Acabamo-nos no banheiro, com as luzes apagadas e ainda brigando pelos biscoitos, que só eram, agora, uma desculpa para testar nossas forças. No fundo, eu sabia que ele tinha mais força que eu, fisicamente, porque quem cairia tão fácil numa implicância como essa? Quem tem seu ego tão ferido só por causa de um biscoito? Quando eu já estava exausta e a respiração estava falhando, ele tomou de mim o pacote, com um sorriso vitorioso no rosto. Eu não ia deixar por aquilo. Eu comecei então eu ia terminar. Acabei por fechar a porta e trancar nós dois lá dentro, com as luzes apagadas. Mesmo estando escuro, eu via seus olhos duvidosos nos meus, que estavam maliciosos. Ele parecia uma criança, mas de criança fazia-se só sua aparência. Porque dentro dele tinha um coração maduro, idéias feitas, porém, uma mente confusa e perturbada. Voltando para implicância, mandei-lhe me devolver os biscoitos, mas ele negava-se, como esperado. Havia algo no ar que me desconcentrava, respirei fundo, então notei o perfume dele no ar, me confundindo da minha meta. Por puro instinto, fui para cima dele para pegar de volta o que me pertencia, ele jogou-me de novo contra a parede e me prensou lá. Sem me debater, sem brigar, sem respirar. Seus olhos estavam nos meus e minha boca muito perto da sua, eu podia sentir o gosto do seu hálito. Tudo ao redor ficou mais escuro, e eu senti meu corpo todo perder a força, meu coração acelerou. De repente, eu só senti que não era mais o gosto do seu hálito que eu sentia, e sim a sua boca na minha. Seus lábios eram quentes, e mesmo estando acostumada com eles, eu me perdia. Suas mãos passavam pelas minhas costas, meu cabelo, meu pescoço, tudo que ele sabia que pertencia a ele. Eu, do meu lado, só tentava trazer o corpo dele pra mais perto do meu, iludindo-me que fisicamente aquilo seria impossível. Mas por outro lado, estávamos sendo um só ali, mesmo sentimento. Não havia o que perder, não havia o que ganhar... Por fim, nenhum dos dois ganhou.
