Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
E quando o sol baixa la estará a minha espera, e nada do que fiz importara si eu te amar, nada do que eu fala ira si vira contra mim, porque eu sei que em você Jesus eu posso confiar e o meu mundo não si abalara!
Dizem que eu sou avoada, mas não é bem assim...
É que com essa mania de buscar a essência das coisas eu acabei perdendo a capacidade de me ater ao todo, só isso.
Oque eu acho mais bonito e que vc conseguiu me fazer falar eu te amo e me mostrar que pra amar as vezes nao e possivel estar ao lado mas mesmo assim continuar amando
E eu, que tanto tinha a dizer, estou juntando pequenices que agarraram-se a cada palavra de frases feitas por mim no passado, em amores e necessidades antigas enterradas apenas pelo tempo - e sem vontade própia - para sentir metade do que sentia antes. Eu, que queria “sentir nada” me tornei “nada”.
"Ontem eu saí pra rua.Quiz ver um comêta que ia passar.O comêta passou e eu ví, que ele era voce disfarçado de brilho".
Quem vai me entender, se nem eu mesma me entendo?As vezes a loucura toma conta, e não há nada que eu possa fazer. Só me resta esperar.
Me deu uma vontade louca de chorar mas, eu resisti as lágrimas... Acabei percebendo que mesmo caminhando junto, às vezes, me sinto sozinha...
"VOLTE PRA CASA"
"Volte pra casa...
Eu estou esperando pelo seu sorriso
Ao entrar por aquela porta,
Não esqueça de deixar, lá fora,
As mágoas que ficaram pra trás.
Permitir que o passado nos leve
É como nos banhar em águas sujas.
Vamos limpar os nossos corações
E nos abrir pra uma nova vida
Uma vida em que seja possível apreciar
A brisa da manhã, o canto dos pássaros,
O cair da tarde, o brilho das estrelas...
Seremos mais leves,
Quando nos desvencilharmos do que passou.
Por isso, volte pra casa...
Eu estou esperando pelo seu sorriso".
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AUSÊNCIA
Eu julgava ser a ausência
Uma divisão dolorosa do corpo,
Ou coisa sentida como prenúncio de morte,
Um buraco negro, sem fim sob meus pés.
Depois vi que a ausência
É uma companhia necessária,
Comigo, inteiro em dois, ela permanece,
A provar minha sanidade,
A dar-me os sentidos que não sabia,
A cativar-me como a melhor amiga.
E me acostumei com ela, tanto,
Que tanto faz o burburinho das ruas,
Ou o balbuciar risonho de um amor,
Colado aos meus ouvidos,
Que dou mais atenção a ausência.
Com ela a cadência do passo é mais livre,
A gente estanca, e abraça como quer,
Livre das dores que traz o abraço,
Distante dos olhares obrigatórios,
Que a companhia exige.
Alforriada dos escândalos
Quando queremos liberdade.
Hoje eu eu a ausência somos ímpares,
Um que se sente só mas seguro
Pelas duas mãos ocupadas,
Outro que se sente acompanhado,
Por um coração, guardado.
Mas eu sou fã das formiguinhas, que nunca fizeram auto-escola, e mesmo assim sabem direitinho qual o rumo certo a seguir.
No começo eu até sentia raiva, mas logo logo eu entendi:
Ela não ta me copiando não, é que a gente tá brincando de "seu mestre mandou"...
EU E MEU PAI
Quando perdi meu pai
Foi como perder o meu lugar
On ele estava eu estava
Cavei com Ele covas no campo.
Selei cavalo, amansei burro
Queimei monturos
Pra outro fazer no lugar.
Fiz a escolha por ele como Pai.
Herói foi só uma tendência minha
A admirar tudo o que Ele fez
Um homem, não um aprendiz, de brincadeiras.
Quando deixei de ver meu Pai
Passei a enxergá-lo muito mais
Hoje tudo o que faço e sinto
Está ele a dizer baixinho:
- Quê que é isso rapaz,
E se a vida pensa que O me tirou,
Errou mais uma vez, comigo,
Ela O me deixou.
E mais íntimo, mais cauteloso,
Uma fala que escuto, um coração que perscruto,
E amo, amo demais, essa solidão do meu Pai.
Que susto !
Um dia eu estava sentada na cadeira de balanço, que fica na sala, lendo um livro, e do nada eu saio de si, começo a ver o oposto da minha situação sentimental, é como se tudo virasse flores do nada assim, e eu chego a pensar :
- Como isso esta a acontecer comigo, logo a mim ?
Fico feito uma louca sem saber o que fazer, derramo lágrimas em minha face no momento em que eu vejo coisas na minha frente, tento ficar calma e transparecer que estou bem, mas não consigo, por quê eu fiquei em choque, estataláda e nem a cadeira que é de balanço chega a balançar, e fico ali sentada, volto a ler o livro como se nada estivesse acontecendo, não sei só sei que parei de ler liguei a TV e isso tudo exitou minh'alma deixando-a alerta para as situações de pavor e medo constante que acontece na madrugada, eu não sei se gostei do que ouve, ou se admirei a bela paisagem, ou se derramei lágrimas de desespero, só sei que eu não entendo o que esta a vendo comigo.
