Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Buscar o sorrido do outro é meu alicerce, no qual eu acento uma construção de um futuro ideal que desejo. Buscar o sorriso é meu guia, meu parâmetro que indica minhas atitudes, o qual, eu me baseio para fazê-lo surgir, e quando surge eu sei que tenho feito alguém feliz.
Fazer sorrir é minha missão neste mundo cheio de dor, de sorrisos vazios de felicidade, o sorriso que busco causar é um sorriso de verdade, que quem sorrir não sorrir por vaidade, sorrir porque sente alegria dentro de si, sorrir porque sente amor, sente empatia, sente o prazer que é estar em boa companhia.
Amanheci quase um ET, pronto para te abduzir...
Tuas curvas eu quero seduzir...
Vou arrancar tua roupa...
Delicadamente, beijar tua boca...
Fazer o dia virar noite, no maior aconchego...
Prepara-te, pois vou tirar todo o teu sossego!
Pedro Marcos
Você é minha estrela e eu um simples planeta, atraído pela sua luz e pelo seu enorme centro gravitacional, que me faz estar sempre orbitando ao seu redor!
Pedro Marcos
“Amar você é como um grito desesperado no vácuo, não importa quantas vezes eu grite, você não vai gritar de volta.”
Crônica de um domingo de praia.
Era certo, todos os domingos eu acordava as sete da manhã e chamava o meu amigo João de Dadinho para… Acordar!!! “Já vou”, dizia ele, “Já vou” e repetia isso quantas vezes fosse necessário até as 8 horas. Morávamos juntos, dividíamos uma kitnet em campinas de Pirajá. Neste intervalo - enquanto João se espreguiçava na cama – eu preparava a água oxigenada e o amoníaco. Todos - na nossa idade – diga-se de passagem, levavam esse “elixir” para a praia. Queríamos ficar com os pêlos loiros; só não me perguntem para quê? Acho que era moda. (os loiros pegavam mais mulheres e as loiras faziam mais sucesso) Quem tinha grana, não precisava se preocupar com isso, comprava pronto nas farmácias. Não era o nosso caso. Meu e de João é claro: dois duros. (Não importava) nosso desejo era chegar logo a praia de Piatã, onde encontrávamos os nossos conterrâneos de Feira de Santana, e alí, naquela bela farofa de frango e arroz, nos empanturrávamos até ficarmos “boiados”, como dizia a galera “das antigas”: boiados de prazer. E arrisco dizer, que a farofa, era de fato, o nosso prato principal. O nosso motivo maior. A força que nos impelia a estar alí todos os domingos. FAROFA! Ao sair, coloquei a água oxigenada e o amoníaco em um vasilhame de xampu, e partir com João para tomar o transporte no Largo de Campinas. Pegamos um Pirajá x Itapoã da ITT. Fui o primeiro a entrar. Sentei em um elevado, ao lado da cadeira do cobrador, e de lá fiquei observando João, que não conseguiu assento. João, ao contrário, foi pendurado na porta do buzu até a região de Jaqueira do Carneiro. O ônibus estava socado. E naquele dia parecia estar pior do que estávamos acostumados…De repente João olhou de maneira estranha para mim, fez sinal com os olhos de assustado e disparou: — Théo a água oxigenada! — Está ai na sua mochila, avisei sussurrando. — Eu sei mais está muito quente, ponderou. - É normal, concluir. E tomei a mochila no colo. Foi então, que percebi, a gravidade da situação. Tínhamos que tomar uma decisão rápida! e como dois criminosos estabanados, tiramos o saco com o vasilhame, e colocamos embaixo da cadeira do cobrador. Levantei do pequeno elevado e “me piquei” para o meio do buzu. “Tinha uma bomba loira comigo! e eu não queria, de maneira alguma, ficar com aquilo na mão!”. Uma senhora senta justamente no lugar onde estava. Pensei: “coitada, sabe de nada inocente”... e gentilmente pega as mochilas de duas garotas colocando-as despretensiosamente sobre o colo… A esta altura já estávamos na San Martins…De repente, ao passarmos em frente a garagem da São Luís - uma pequena explosão aconteceu embaixo da cadeira do cobrador. Uma explosão suficientemente forte para causar um transtorno dos diabos no coletivo. “A bomba loira!” pensei. Disfarçadamente olhei para o fundo do buzu e vi várias pessoas com espumas espalhadas por todo corpo. Não contei conversa! Pisquei para João, dei sinal com os olhos e partimos a mil entre solavancos e empurrões: “PeraíMotô! Esse ponto é meu!!!Gritávamos. E lá do fundo, para nosso azar o “terrorismo loiro”, era denunciado aos borbotões pelos passageiros: “Foi da bolsa dessa senhora”, gritou uma. “NÃO...as bolsas são dessas duas aqui!” disse outra, apontando o dedo para as jovens a sua frente. ”Como eu vou chegar ao trabalho agora desse jeito, parecendo uma maluca”, consternava-se outra. E enquanto isso, enquanto a espuma se espalhava sobre todos nós, eu e João, entoávamos um cem número de “Com licença! É aqui motô! E Pára essa zorra que eu quero descer!”. Moral da história: as vezes é melhor não sair loiro do quê queimado E finalmente chegamos a praia de piatã.
Domingo 23 de Novembro de 1986
Não é que eu tenha desistido de você,
Apenas deixei você ir,
Se um dia quiser voltar,
Volte!
Eu sempre estarei aqui,
Só não espere que meus sentimentos,
Estejam também!
Menos Um Dia
- - -
Eu abraço minha mãe
Peço benção ao meu pai
Me declaro para a mulher que eu amo
Ando pelo quintal
Dou atenção para meu cachorro.
Assisto Mad Men, tomo vinho, leio as minhas próprias poesias.
Olho para o relógio e muito tempo se passou mas eu ainda sou muito jovem.
Eu olho para as fotos e não reconheço aquele garoto
Ele olha para mim com sonhos tão pertinentes e eu fico com vergonha
Sinto vontade de fugir, encontrar a tal liberdade de que me falaram
Mas lá fora o mundo é cruel. O amor é escasso, não tem Mad Men, não tem meu cachorro e quanto custa uma garrafa de vinho?
Então eu me conformo com essa corrente
e ali no escuro do meu quarto, na música fria do meu fone de ouvido e nos meus poucos caracteres que me restam
Eu a encontro.
Aqui estou eu, mais um dia, vendo-te passar. Você passa por mim sempre do mesmo jeito, passos rápidos, olhar preocupado, não entendo muito bem. Não sei nem sequer se você lembra de mim, as vezes me encara de um jeito, mas não sei ao certo.
Agora é o momento! Ninguém tem nem ideia do quanto esperei por isso, do quanto tomei coragem.
Rua deserta, breu, apenas nós dois... a hora é essa!
Espero ele passar por mim, tomo coragem, e, como um ninja, o atinjo por trás. Oh sim, está desacordado. Preciso levá-lo para minha casa, agora que estou sozinha, não há problemas. O pego pelos braços e vou arrastando mesmo, o caminho é curto, então não tem com o que se preocupar.
Chegando em casa o coloco deitado em minha cama, tranco a porta do quarto e fico esperando ele acordar. Ele abre os olhos, e quando percebe a situação em que está, toma um susto.
-Quem é você!? - Já esperava por essa reação.
-Não lembra de mim, Paulo?
-Não, eu não lembro de você. Onde eu estou!?
-Você está em minha casa, em meu quarto mais especificamente.
Eu fui sua colega no primeiro ano do ensino médio. Não lembra mesmo?
-Olha, não me interessa. Por que está fazendo isso?
-Porque eu quero! Agora fique quietinho.
-Que palhaçada! - falando isso ele tenta sair, mas ingênuo como é, não esperava que eu tivesse planejado tudo.
-A porta está trancada, não vai conseguir sair. Agora deite!
- Me obrigue!
- Você é grande mas não é dois. - saco minha pistola e aponto para ele - vamos, deite-se.
Assim ele fez, sem protestar dessa vez.
- Feche os olhos, vai ser mais fácil. - digo novamente apontando a arma para ele
- O que você vai fazer? - ele disse numa voz trêmula, quase chorando.
- Acredite, não está sendo fácil para mim também - digo tentando segurar as lágrimas.
- Por que você está fazendo isso?
- Porque... Porque... Bom, Porque... eu te amo, Paulo. - ele me olha surpreso.
- Se me amasse não faria isso. - essas palavras me cortam o coração.
- Não questione. - digo isso já fechando os olhos, quase desistindo da ideia, mas prossigo, apertando o gatilho.
...
A pessoa que antes havia ali, agora não vive mais. O olhar que antes me olhava com desespero, agora não tem mais vida.
Desculpa, Paulo.
Bom, agora é a minha hora, adeus.
O INSTANTE DE TUA AUSÊNCIA - JULLIE VEIGA
Com os olhos
Chovendo
... um temporal
Eu te escrevo
Abro o coração
Rasgo a alma
... e te escrevo
... uma carta
E outra
E tantas
Sigo escrevendo e te amando
Além das coisas sentidas
Além das coisas dizíveis
Além das coisas visíveis
A tua partida me deixa
... à beira da margem
... à beira de mim
... à beira-mar
Beirando passos
Em todas as vias
Nas horas do tempo
Na correria dos ponteiros
Nas nuvens sobre nossa casa
- nosso templo -
O céu se acinzenta
O teto do mundo meu lamenta
O tempo de tua ida
E fico chovendo com a chuva
Nas asas do vento
Em Ícaro
Em uma quase morte minha
... voando
... sonhando
... querendo-te de volta
Estou nas garras da saudade
- devoradora minha -
Desde que te foste
Deixando-me cheia de tua ausência
Sempre tão presente
E a mim ensinas sobre o amor
Mesmo quando te vais
... temporariamente
E permaneces habitando
As minhas lembranças
Os meus quereres
Já espero-te
Com as palavras nos olhos
Que me leias
Sem pressa, mais uma vez
Encharcando-se comigo
No mar de meus olhos
No mar de amar o teu regresso
Em um dia iluminado pelo amor eu acordei. Feliz e alegre no dia eu fiquei. Sabendo que era amado me tranquilizei. Mas, diante a tudo isso, eu não vi o terror. Era a rejeição, vinda à vapor. O impacto foi grande e a luz se apagou... Aquele mundo claro e brilhante, hoje em escuridão e trevas se encontrou...
Eu Palhaço
Nenhum palhaço é um show ensaiado de humor a todo momento
Nenhum palhaço usa maquiagem sorrindo por dentro
Nenhum palhaço habita em um picadeiro de circo todo tempo
Nenhum palhaço na verdade...
É de verdade um palhaço.
Eu ainda lembro de você ao ver um vestido (ele era a sua cara). Ainda projeto planos de um futuro ao seu lado. Vez por outra me pego com um sorriso bobo no canto da boca lembrando de momentos como o da vez que saí gritando no mercantil que você iria fazer o enem, ou da vez que te fiz cócegas até você mijar na roupa (literalmente). Eu ainda lembro de como ficava linda quando brava, e de como a raiva passava rápido com minha cara de cachorro carente e uns beijinhos. Lembro das noites que passamos planejando nosso casamento, imaginando e sonhando com nossa casinha, pensando nos nomes dos nossos dois -ou três- filhos. Nós éramos muito bons juntos. Formávamos uma dupla infalível. Por isso ainda lembro de você ao pensar em assistir um filme, ou nas vezes que me meto a cozinhar. A verdade é que sempre vou lembrar. Você é uma parte boa que trago em mim. Sim, eu tentei apagar tudo, riscar você da minha vida. Daí comecei pelas fotos do Facebook. Parei nelas. Na verdade só ocultei, pra não te dar o gosto de saber que sinto saudade, e que quando ela aperta muito, dou uma demorada passada lá pra lembrar e relembrar e reviver, mesmo que em pensamentos, os momentos incríveis que construímos juntos. Por isso eu lembro e relembro e revivo. Porque nós demos certo e continuaremos dando. E não me importo mais que você saiba que estou com saudades (porque sempre estou). Eu lembro. E vou continuar lembrando. E vou cuidar dessas lembranças, porque elas são a melhor maneira que encontrei de ter você por perto.
Um desejo...
(Nilo Ribeiro)
Hoje uma coisa eu queria,
um desejo muito básico,
não é o de fazer poesia,
chega ser mais mágico
um desejo de espírito,
cheio de significação,
de prazer irrestrito,
que aqueça o coração
um desejoinocente,
atémuito singelo,
que unisse mais a gente,
que fosse o próprio elo
uma vontade pura,
uma vontade sem mácula,
como uma doce pintura,
ou uma ingênua fábula
desejo da minha história,
que o universo conspire,
que não saia da memória,
que sempre me inspire
um momento de amor,
nem grande, nem pequeno,
é um momento de amor,
pois este amor é pleno
um simples querer,
mas com a minha rainha,
seria o máximo prazer
dormir com você de conchinha...
A mim eu desejo uma noite tranquila e cheia de sonhos. Um despertar cheio de ânimo e um dia com muitas realizações.
A vida nos presenteia diariamente, as vezes com as mesmas coisas, as vezes com novidades, às vezes com a rotina, às vezes com desafios... Basta não perdermos a fé... Basta nos deixar ser movidos por esse sentimento de leveza que a fé e o amor de Deus nos proporciona... Só Ele nos mostra o melhor caminho, a melhor paisagem...
Eu sigo agradecendo cada amanhecer desse… na minha pequenez, as vezes não enxergo esse caminho... Mas sei que estou nele, porque Ele me guia. Obrigado, meu Deus!
Eu tenho o meu mundo. fechado para balanço e, em outros momentos aberto, como um lindo campo de flores.
Tenho em mim sol que brilha e lua sombria... Dias que nele cabem uma multidão em outros, apenas eu, meu Poder superior e os meus pensamentos.
Não leve uma má impressão, essa sou eu. Às vezes, borboletas ao vento e, em outros momentos, solidão por pura opção...
A cada nascer do sol, um novo dia se inicia;
Eu me olho no espelho e digo, sorria;
Pois eu me lembro de que tenho você em minha vida;
E isso já é motivo para eu ser feliz e alegrar o meu dia;
Sem você o meu mundo não teria cor;
Eu conheci nessa vida, o meu grande amor;
Ela tem nome, o nome dela é Tainã;
Com você eu fui feliz ontem, sou feliz hoje e serei feliz amanhã.
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