Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Você só não realizou seus sonhos porque são metas para você, porque se fosse tarefa para os outros, você já teria entregue antes do prazo.
E se a mentira virasse crime, a religião ruiria — não porque seria atacada, mas porque não conseguiria sustentar sequer uma pergunta: “Prove o que está dizendo?”
Não posso fazer tudo o que quero porque minha mãe é tipo o FBI: sabe de tudo e se preocupa demais. Mas dentro do que dá, eu tento me divertir.
Não fiz o que queria,
porque nunca soube o que queria.
Não amei o que deveria,
porque nunca soube se deveria.
E, entre esse "dever" e esse "querer",
perdi-me.
Perdi-me entre o ser e o parecer,
onde se estendia um campo de batalha,
onde todas as minhas vontades desertavam
antes mesmo do primeiro tiro, deixando apenas as bandeiras plantadas
em território nenhum.
As pessoas vivem.
Eu assisto ao filme mudo da existência alheia,
da poltrona desconfortável da minha consciência —
esta cadeira de espinhos
que chamo de "eu".
Elas vivem de migalhas e festas,
de segundas-feiras sem graça,
de desejos medíocres,
de pecados sem culpa.
E eu tenho mais sonhos que noites,
mas nenhuma janela para voar.
Ah, se ao menos me dessem
um riso emprestado,
um amor qualquer,
uma vida sem importância —
eu a aceitaria como um mendigo
aceita a última moeda que não compra nada,
mas faz tilintar no bolso.
Mas não me deram.
E agora,
o que me resta
é escrever versos, poesia que ninguém lerá
num caderno que ninguém encontrará.
Talvez eu mesmo tenha sido
apenas um rascunho de homem, aquela primeira página arrancada
e amassada no cesto de papel,
onde Deus joga os projetos inacabados.
Há todo um universo que não me pertence,
todo um dolorido e quieto
não-viver.
As pessoas passam — não como rios, mas como garrafas vazias
rolando no asfalto.
Não tive paixões — tive asterismos.
Constelações de desejos que nunca se tocaram.
Quando a noite aperta o cerco como um credor implacável,
e os últimos faróis se apagam como velas num bolo de aniversário não comemorado,
eu desenterro meus mortos
e faço-lhes dançar ao som de um órgão de rua.
Tenho mais sonhos que o céu tem estrelas,
mas nenhum chão onde plantá-los.
Ter todos os apetites e nenhum dente,
todas as fomes e nenhuma boca.
Eu, notário do amor não consumado,
registrava em ata o que nunca aconteceu —
protocolos de beijos não dados,
autos de carícias não realizadas,
processos de encontros
que permaneceram eternamente
na sala de espera do destino.
Enquanto, lá fora, implacável como um metrô noturno,
a Realidade segue, indiferente,
passando sem parar pela minha estação.
PELAS FRESTAS
Porque habitar-se nunca foi concluir-se,
mas sustentar com leveza o que sempre estará por se formar.
E ali, onde tudo se contradiz ou, enfim, se reconhece,
algo se acende,
não em luz plena,
mas em claridade que atravessa por uma fresta viva,
onde o dentro começa a respirar por entre margens.
Tudo o que foi vivido,
a dor, o delírio, o descompasso
fez-se matéria de travessia.
E a travessia, moldada no silêncio,
tornou-se poesia.
Poesia que se espalha pelas bordas,
como quem só revela o sagrado
a quem aprendeu a ver no escuro.
Porque há limites que nem a força mais íntima ultrapassa.
Há mistérios que nem a alma mais desperta ousa dominar.
E há passos, os últimos, os decisivos,
que só o Divino conhece o instante exato de conduzir.
E nesse instante, sem que ninguém anuncie,
o olhar retorna para si,
e enfim compreende:
Este sou eu. Por dentro. Pelas frestas.
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
Permita-se sentir. Chore, grite, desabafe… viva cada emoção com intensidade, porque até os momentos difíceis carregam valor. Chorar não é sinal de fraqueza; é um ato de coragem, de quem tem o coração aberto pra sentir o que a vida traz. Depois do choro, se arrume, vá assistir a um filme ou caminhe por horas pelo shopping, mesmo que acabe comprando só uma casquinha de sorvete. Não importa o que você faz, o que importa é viver. Porque a vida não espera, e os momentos, bons ou ruins, passam depressa... e não voltam mais.
"Tem gente que só vai te amar no velório. E ainda assim, vai sair cedo porque 'tem compromisso'."
Nunca te escutou em vida, mas vai chorar alto no caixão.
Nunca te ajudou na dor, mas vai querer discursar sobre tua força.
Nunca te deu amor, mas vai posar de amigo na despedida.
Tem gente que só valoriza quando já não pode mais usar.
– Purificação
Nunca pense que Deus está distante da sua vida, porque Ele está, na verdade, no seu coração o tempo todo, dando forças para você seguir em frente com esperança. Ter Deus em você é carregar a certeza de que, aconteça o que acontecer, todo o seu esforço será recompensado e o dia da sua vitória vai chegar antes do que você imagina. (Código 0206)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Vivemos as nossas vidas em busca de algo que nunca somos capazes de encontrar, porque não sabemos, com clareza, o que seja e como encontrá-la.
Não confie em ninguém.
Não confie em você, porque você pode procrastinar ou nunca fazer o que estava pensando ou sonhando.
Confie somente em Deus.
Ester Rodrigues
O Peso Que o Mundo Não Vê
Tem gente que só é boa porque nunca teve que escolher entre a fome e a ética.
Nunca viu o filho chorar de dor sem poder pagar o remédio.
Nunca precisou engolir o orgulho pra implorar ajuda.
A vida é generosa com os julgadores.
Mas cruel com os que carregam o mundo nas costas caladas.
Não é o sofrimento que corrompe o homem.
É a mentira de um mundo que exige pureza de quem sangra.
Antes de julgar, calça o sapato furado de quem caiu e levantou mil vezes.
A dor não faz santos, faz sobreviventes.
E quem sobrevive, não pede aplauso. Pede respeito.
— Purificação
Geralmente pessoas fracas mentalmente ficam com raiva quando são apresentadas a razão, porque a verdade mostra que elas estão erradas e que não conseguem pensar, o que acaba causando irritação.. Afinal, nem todos querem realmente sair da caverna de Platão, a maioria prefere uma doce mentira que a dura realidade..
''Quando o oceano que você carrega transborda, continue chorando porque isso demonstra que você está vivo.
O futuro feliz está sempre ancorado ao passado. Porque a paz presente é totalmente dependente do que já se viveu.
Se o propósito é o "porquê", a identidade é o "quem". E não falo aqui de rótulos profissionais, mas daquilo que te diferencia como ser humano e como marca.
E mesmo se alcançássemos a liberdade, ainda nos sentiríamos sozinhos. Porque humanos são a raiz de toda essa dor. Somos criaturas que parecem não conseguir amar sem explorar.
O samba não morre porque o samba é a essência do povo brasileiro.
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