Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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Ruffy: Isso acontece porque você veio enfrentar um pirata sem a devida disposição. Nami: Qual? A disposição pra matar pessoas? Ruffy: Não, a disposição pra apostar sua própria vida.

Se ontem errei creio que hoje posso não cometer o mesmo erro!!

mas sim um diferente! porque?

porque se fosse perfeito nunca erraria em nada!

Se eles te odeiam, é porque provavelmente, você é um reflexo daquilo que eles querem ser, ou porque você tem aquilo que na cabeça deles, deveria ser deles. Deixa rolar, ninguém inveja o feio.

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem.

Nunca deixe um cara fazer você se sentir feia porque o que importa é que você é bonita com ou sem ele.

Um pintor deve começar cada quadro com um banho de negro à tela, porque todas as coisas na natureza são escuras excepto quando estão expostas à luz.

" E porque me sinto como um estudante num domingo? Já é quase de manhã e não quero ir."

Um pássaro que repousa numa árvore nunca teme que o galho quebre, porque a sua confiança não é no galho, mas nas suas próprias asas.

Renove sua fé
e suas forças,
porque hoje é
um novo dia!

A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça.

João Calvino
Exposição de 1 Coríntios

Um brinde à nossa safadeza porque ao nosso romantismo ninguém dá valor mesmo.

Para o que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto.

Bíblia Sagrada
Eclesiastes 9:4.

Se a vida te dizer que um dia você será feliz, não acredite, porque antes triste e desiludida do que alegre em meio a mil mentiras.

A paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Quem não respeita o pai, não respeita ninguém porque um homem de verdade vai ser pai também.. Ame seu pai mesmo se ele for um pouco capitalista.

Um apaixonado pode cair no cômico tão bem como no trágico, porque, em ambos os casos, está nas mãos do gênio da espécie, que o domina ao ponto de o arrancar a si próprio; os seus atos não estão em proporção com o seu caráter.

Arthur Schopenhauer
Schopenhauer, A., Dores do Mundo

Ninguém se beija por nada. As pessoas se beijam porque sentem algo um pelo outro

Um verdadeiro hétero deveria ficar tranquilo com a abundância de gays, porque isso garantiria uma maior quantidade de fêmeas para o seu harém.

Porque o fim prevê um novo começo, um novo caminho, novo ânimo, novos ares, novas pessoas. Começar é outro grande espetáculo da vida!

O primeiro beijo

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

– Sim, já beijei antes uma mulher.

– Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1971.