Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Neurodivergência
O cérebro de um neurodivergente
Funciona de um modo diferente.
Ele processa informações, compreende
E se comunica de forma distinta da gente.
Esse conceito trata essas diferenças
Como variações normais da mente,
Não considerando como doenças,
Mas uma forma real e inteligente.
A neurodiversidade é uma diversidade
De todos os cérebros existentes;
A neurodivergência descreve o indivíduo Que foge do padrão social vigente.
Os exemplos que entram na lista:
Transtorno do Espectro Autista,
E o TDAH, Déficit de Atenção,
Que movem a mente do artista.
Para o acolhimento desses espectros
É necessário adaptar todo ambiente.
O ideal não é mudar esses aspectos
Mas ajustar a rotina e acolher essa gente.
É muito importante respeitar
Pessoas de espectros neurodivergentes,
Reconhecer e acolher as formas diferentes
Como o cérebro humano funciona,
Entender também que a diversidade
Neurológica enriquece toda sociedade.
Por que o respeito importa?
Ela reduz o preconceito em meio à dor,
Evita a solidão que muito sufoca
E transforma o ambiente em amor.
Por fim, não julgar comportamentos diferentes.
É preciso compreender seus obstáculos,
Estar atento à acessibilidade sensorial:
Luzes fortes ou barulhos altos de veículos
Trazem desconforto ao público neurodivergente.
Raimundo Nonato Ferreira
Agosto/2026
E se a vida for um jackpot?
E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?
Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.
A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.
Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.
Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.
Armadilha
Um choro silencioso na cozinha
Você a dois passos de mim
Mas a distância emocional que nos separa é tal qual o espaço entre os dois trópicos da Terra.
Você, trópico de Câncer, clima seco, terra firme, grandes desertos. Olhar de quem sabe que domina sem precisar se esforçar muito pra isso.
Eu, Capricórnio, chuvas, sol e calor, florestas e savanas. Entrega de alguém que não tem luz própria. Fotossíntese sempre foi o meu forte. Você é meu sol, estrela inconstante, distração brilhante que me faz voltar pra casa.
Eu voltei, mas era uma armadilha.
Nessa casa, nessa cozinha
Estou com você e estou sozinha
Te vejo apagar o cigarro, pressionando-o contra o cinzeiro. O mesmo fez comigo. Só restam as cinzas.
O pior é que sempre conheci suas artimanhas. Sabia que era um golpe e me permiti cair. E mais ainda: não me arrependo, porque parece que me vale o sofrimento quando te ouço mentir que me ama.
Você continua me olhando em silêncio, gelando-me a face com os olhos, enquanto eu, covarde, prefiro não encontrar os teus. Medo doentio que me impede de reagir a você.
Seus lábios, como que lendo meus pensamentos e ainda soltando a fumaça do cigarro que acabara de morrer, balbuciam que seu amor é verdadeiro como quem diz o preço de um produto do supermercado. Mentira. Você mente, eu acredito.
Então, diminuindo a distância entre os trópicos, eu cruzo a linha do Equador e te abraço, envolvendo meus braços quentes em seus ombros congelantes. Eclipse total. Você me escurece, mesmo assim, eu permaneço. E ainda não terminei de cair em sua armadilha.
Poema sem nome (e sem fim)
Mais um dia chega e o mundo continua sua rotação comum.
As cores estão lá, do mesmo jeito, em seus devidos lugares.
Sou eu que estou em preto e branco.
Esgotada das coisas lá de fora, amedrontada pelas coisas daqui de dentro.
Tudo é uma questão de sabedoria e de deixar comigo os sentimentos que me afligem.
É isso, vamos viver no mundo da resignação.
Ou melhor, vamos falar as coisas erradas para as pessoas erradas. Pronto.
Essa é a solução do problema.
Ou talvez devêssemos ser mudos.
Mas será mesmo que as palavras ditas machucam mais que as que ficaram por dizer?
É um caso a ser pensado.
Entretanto, deixemos de lado as reflexões mundanas e foquemos no meu ego, objeto principal desde (des)pretencioso texto que nem nome tem. Não quero, caro leitor, lhe aborrecer com minhas considerações metódicas e até mesmo imparciais, frutos de hora e meia de reflexões e perguntas sem respostas.
É apenas que as palavras me conferem um certo entendimento da vida, que clama por ser melhor analisada.
Também não quero reescrever minha história, já que ela tem sido desempenhada com tanto sucesso (digo isso sem medo de errar). Só preciso apontar o lápis.
Um dia eu continuo esse texto.
A historia de um homem começa e vale quando ele nasce e não através e dependendo do brilho ou opacidade de seus antepassados.
Apaguei letra por letra. Devagar, quase com respeito, tipo quem desliga um som que já não devia ter ligado.
No fim de contas, o silêncio e o tempo dão um simples passo para cada um ver onde realmente quer estar.
Um Estado de Direito não se mede pela quantidade de leis que possui, mas pela quantidade de poder que consegue conter.
"Um dia, restará apenas você e a sua mente. O que se passa por aí?"
Quando somos jovens, a vida parece ser mais leve e divertida, rodeada de amigos e focada no mundo externo. Já quando amadurecemos, com o peso das responsabilidades que a vida nos traz, passamos a ter mais tempo com a nossa própria companhia e nossos pensamentos. Aprendemos, finalmente, a viver no nosso mundo interno.
A primeira vítima de um Direito subordinado ao poder não é a liberdade: é a confiança na própria ideia de justiça.
"Gersino, um jovem incauto, de parca formação escolar, irmão único e mais moderno de Geosilda, estava desempregado. Logroíno, ĥomem distinto, Diretor Financeiro de banco, se apaixonou por Geosilda e, no intento de atender um pedido da amada, deu emprego ao futuro cunhado, como Analista de Segurança. Ao final, naquela gestão, todos os ocorridos que foram alvo de séria apuração, nada se corrigiu". (Causo: Logroíno e sua paixão - domínio popular)
O Tempo e a Realidade...
O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel
Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma
O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor
O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Segredos de Cais...
O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel
Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem
O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris
O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Cada ofensa gratuita e cada rasteira que damos uns nos outros cimentam um caminho de desolação onde a inocência foi completamente assassinada pela maldade diária.
Estamos corrompendo a nossa própria essência, ferindo quem estende a mão e alimentando um ciclo de ódio que consome o pouco de luz que ainda restava no mundo.
Transformamos o mundo em um campo de batalha onde a violência, o ódio e a fúria cega alimentam a sede de destruição que corrói o que restou de humanidade em nós.
Trocamos a generosidade e a compaixão por um egoísmo sanguinário, ferindo o próximo sem remorso e afundando a sociedade na lama da própria maldade.
O mundo virou um abismo escuro onde a maldade se alastra como praga, e a humanidade, totalmente corrompida, afunda dia após dia na certeza de que já está irremediavelmente perdida.
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