Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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As cadeias do hábito são, em geral, pouco sólidas para serem sentidas, até que se tornem fortes demais para serem partidas.

O pouco que sei devo-o à minha ignorância.

As obras de arte são uma infinita solidão: nada as pode alcançar tão pouco quanto a crítica.

Queixam-se muitos de pouco dinheiro, outros de pouca sorte, alguns de pouca memória, nenhum de pouco juízo.

Pouco saber exalta o nosso amor-próprio, muito saber humilha-o.

As dores grandes duram pouco, aquelas que duram de fato não são grandes.

O homem tem muito para saber e pouco para viver; e não vive se não souber nada.

O bom homem promete pouco e faz muito; o malvado promete muito e não faz nada.

As paixões perdoam tão pouco quanto as leis humanas, e raciocinam com mais justeza: não se apoiam elas numa consciência que lhes é própria, infalível como o é um instinto?

Estimamos pouco aquilo que obtemos com demasiada facilidade.

Onde há vida, há esperança.

De amor eu não morro
De paixão eu não sofro
Quem quiser me amar
Tem que fazer gostoso!

Eu tentei com todas as forças amar você e agora sofro com todas as forças pelo buraco que ficou entre o sofá e a planta e o meu coração. Você vai embora e eu vou voltar para as minhas manhãs com o iogurte que eu odeio mas que é a única coisa que passa pela garganta quando o dia tem que começar. Vou voltar para aqueles e-mails chatos de pessoas que eu odeio mas que pagam esse apartamento sem você. E ficar me perguntando de novo para quem mesmo eu tenho que ser porque só tem graça ser para alguém. E que se foda o amor próprio.

Volto-me então para o meu rico nada interior. E grito: eu sinto, eu sofro, eu me alegro, eu me comovo. Só o meu enigma me interessa.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa
Poesias Inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática. 1955. (imp. 1990). página 31

Quem sou eu

Sou uma pessoa feliz,
Amo muito a vida
E dela sou aprendiz;
Tenho várias paixões,
Mas, como qualquer um,
Possuo imperfeições;
Se os caminhos desta vida
Ainda não sei de cor,
Pelo menos busco,
A cada dia,
Tornar-me alguém melhor.

A alegria de saber que você existe faz-me forte para suportar a tristeza de sua ausência. Eu amo você!

Era como se dissesse, sem dizer, “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”.

Eu só preciso dizer isso uma vez e você só tem que ouvir o que vou dizer. Eu amo você. E é porque eu amo você que não posso ser egoísta. Eu não te mereço.

Se você que saber o quanto eu te amo, é simples: multiplique as estrelas do céu pelas gotas dos oceanos.