Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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⁠Eu acredito que estava doente, ou talvez ainda esteja assimilando a forma como conduzo a minha vida durante esses seis meses em que estou me tratando. Acabei vivendo coisas que não me convém dizer com tanta firmeza, como estar doente mentalmente. Às vezes, reconhecer isso é o seu maior autodiagnóstico, e talvez seja uma coisa muito boa para poder refletir. Por exemplo, eu vejo passarinhos voando para além daquilo que eles parecem limitados a fazer, e eu sou igual a eles: para desviar das rotas dos ventos, acabei escrevendo livros, colocando imaginações onde talvez não devessem ser colocadas e me aprofundando em coisas que um passarinho jamais poderia mudar em seu trajeto. Ou seja, talvez eu não seja um passarinho. Ou talvez uma loucura maior seja apenas a sua própria lucidez gritando mais alto. Mas por que a gente grita mais alto se pode simplesmente dar um passo adiante e pensar? Eu imagino que o mundo seria muito colorido, como um arco-íris. Parei para pensar e ressaltar aqui: nem o arco-íris é tão bonito quanto a minha mente. Eu acho o arco-íris colorido demais, enquanto eu ainda vivo em preto e branco. Não consigo me desligar daquilo que sou, do mundo em que estou, para enxergar apenas o mundo que as pessoas veem. Um passarinho, às vezes, você vê como um animal silvestre; às vezes, vê um pombo; às vezes, qualquer outra espécie. Mas eu sou um tipo raro. Sou um tipo raro que ainda não sei descrever. Já parei para pensar que um passarinho pode ser desleal com a própria vida e que, se formos como um passarinho que descobriu a razão de voar e mudar sua rota para além dos limites geográficos e daquilo que lhe foi concedido durante a vida, talvez sejamos iguais a um passarinho preso em uma gaiola, presos dentro da nossa própria cabeça, em um lugar onde ninguém mais consegue entrar e, ao mesmo tempo, onde só nós conseguimos sair e entrar. Meu diagnóstico é o CID 411, mas, mesmo assim, será que vou estar bem? Só me resta saber se um dia estarei. Se um dia eu, como o passarinho que afirmo ser agora, voarei para bem longe, bem, bem longe mesmo, para que um dia eu não precise mais estar preso nessa gaiola. Talvez, por eu ter o sobrenome Silva, eu fosse como esses passarinhos silvestres que tentam prender, mas que continuam sendo tão silvestres, tão grandes em sua forma, tão bonitos e devastadores em sua inteligência e capacidade. Mas não estou falando mais de passarinhos. Passarinhos são apenas uma metáfora que estou usando para tentar desiludir as pessoas que pensam que estão doentes ou imaginam estar, embora eu esteja, de fato, passando por isso. Quero que elas acreditem que um passarinho, mesmo preso dentro da própria consciência, consegue fazer-se voar para bem longe. É uma coisa muito boa imaginar que você está livre. Você é um passarinho e quer viver livre, não em uma gaiola, não em um cativeiro, não em coisas que não lhe agradam. Por exemplo, você pode ser uma historinha contada pelos outros ou por si próprio, mentindo para si mesmo. Mas, convenhamos: somos passarinhos e precisamos sentir que essa metamorfose, ou essa história de estarmos doentes, não nos define por completo. Estamos doentes? Talvez estejamos. Estamos totalmente doentes? Talvez. Mas isso não limita quem somos, nem resume a nossa existência a um diagnóstico ou a qualquer outra coisa. Eu posso ter o CID 411, mas, ao mesmo tempo, existe uma pessoa dentro de mim e uma vida que eu carrego. E essa pessoa não é um passarinho, não é o CID 411, não é coisa nenhuma disso. É a pureza de viver apaixonadamente pela vida e por aquilo que ela nos dá em troca, enquanto tentamos vivê-la de uma forma tão boa, tão dócil e tão maravilhosa que só conseguimos descrevê-la em uma única coisa: amar a si mesmo acima de tudo, afirmar-se acima de tudo e permitir-se voar além de um passarinho comum, além de qualquer limite que pareça ter sido colocado diante de nós. Mas, acima de tudo, permanecer firme onde você estiver e onde quiser estar daqui para frente. Não viemos em vão para a Terra. Talvez todos tenhamos um propósito, e resta a nós procurá-lo. Então eu digo a mim mesmo: estou procurando o meu propósito. E, ao mesmo tempo, desejo que as pessoas que um dia lerem meus livros e todas as minhas obras encontrem o próprio propósito. Não sei qual é a sua idade ou em que momento da vida você esteja, mas escute bem: o maior propósito que existe não é apenas viver a vida. É fazer da própria vida uma verdadeira luxúria de existência. E a maior luxúria é vivê-la intensamente: cultivar plantas, cuidar de roseiras, construir um jardim, observar coisas lindas crescendo diante dos seus olhos. Não digo isso porque meu pai é jardineiro ou trabalha com ambientação ou algo do tipo. Digo porque já convivo com pessoas que possuem uma ligação profunda com a vida selvagem e com essas vidas silenciosas das plantas, como meu pai e minha avó, que faleceu em 2012. E quero dizer uma coisa: cultivem a vida de vocês ao máximo que lhes for permitido. Não quero que vocês olhem para este texto, para tudo o que escrevi e para tudo aquilo que carrego na minha própria descrição e entendam apenas aquilo que é permitido por Deus e pelo mundo. Talvez a maior confusão seja justamente aquilo que almejamos. Como expliquei em tudo isso, seja você mesmo com aquilo que tem hoje. Desde cultivar uma planta até apreciar um passarinho, ou até mesmo tornar-se, simbolicamente, um passarinho que deseja voar. Mas saiba: talvez não existam limites; existem apenas pessoas que querem viver além daquilo que os próprios olhos conseguem enxergar. E, ao mesmo tempo, elas podem viver isso se permitirem a si mesmas. Então é isso: permita-se viver aquilo que você tem até aqui. Tudo o que você tiver até aqui na sua vida, cultive como uma planta. Cultive até aquilo que você estiver oferecendo. Pode ser um brownie de chocolate, um bolo vendido no semáforo, um cafezinho no semáforo... não sei o que você vai fazer, mas cultive. Seja um passarinho, seja alguém selvagem, seja quem você é. Se você tiver o sobrenome Silva, carregue-o; se não tiver, faça o seu próprio caminho. Mas, acima de tudo, saiba que você é livre para decidir o rumo da sua vida. Só não faça desse rumo uma razão para derrubar a vida de outras pessoas. E, acima de tudo, persista. Vá estudar. Faça um concurso público, caso queira e esteja pensando nisso. Construa alguma coisa. Recomece quantas vezes forem necessárias. Mas seja, acima de tudo, o verdadeiro cultivador da sua própria história. Até breve, com amor e carinho. Jefferson Marconis Lima Silva (Jeff Marconis — Marconismo)

Que eu seja como o girassol: encontre força na luz, beleza nos recomeços e coragem para florescer e seguir todos os dias.

Que, diante das tempestades da vida, eu aprenda a dançar com o vento e a manter meu olhar sempre voltado para a luz. Que eu floresça mesmo nos dias mais difíceis, espalhando cor, esperança e alegria por onde passar. E que, assim como o girassol, eu jamais perca a capacidade de recomeçar, de me renovar e de buscar o sol que ilumina a minha alma.

Antes de você chegar, eu nem imaginava que alguém pudesse transformar meus dias de forma tão bonita. Ter você na minha vida foi um dos maiores presentes que o destino me deu, e a cada dia tenho mais certeza de que conhecer você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.

Se amar fosse uma forma de eternidade, eu viveria mil vidas apenas para encontrar você outra vez. Porque, entre todas as estrelas do universo, foi no brilho do seu olhar que o meu coração escolheu morar.

Mesmo que eu já tenha dito mil vezes, a verdade é que meu amor só aumenta a cada dia. Por isso, nunca vou me cansar de dizer: eu amo você.

Eu me apaixono por você nos pequenos detalhes: no seu jeito de ser, nas suas manias, nos seus gestos e até naquilo que você nem percebe. Amo cada pedacinho da sua essência, porque foi justamente esse conjunto de detalhes que fez meu coração escolher você. No fim, não amo apenas algumas coisas em você… eu amo você por inteiro, exatamente do jeitinho que você é.

Perdoar não apaga o que aconteceu, apenas impede que a mágoa continue morando em mim. Eu posso perdoar, desejar o bem e seguir sem rancor, mas isso não significa abrir novamente portas que o meu amor-próprio precisou fechar. Algumas pessoas fazem parte da nossa história, mas não do nosso futuro. Eu perdoo para me libertar, mas escolho a minha paz para continuar.

Às vezes eu queria navegar que nem os portugueses e me perder no seu mar por vários meses.


E se me dessem a bússola apontando para terra a vista eu a jogaria e ficaria aqui pelo resto da vida

E derrepente sem saber, aquela a última vez
O último abraço
O último beijo
O último eu te amo
O último olhar
O último profundo olhar
Sem dizer um último adeus


De Luana Andressa

"Eu não sou aqui desse mundo,,estou só de passagem. "

⁠Hoje eu assistí
Uma luta sem igual
Os pescadores em uma dança para encontrar o seu ideal
Muita força nos braços
Uma alegria contagiante
Não era peixe, não era nada
Era a vida alí na rede
Era a roupa, era o calçado,
era o pão de cada dia
Eles cantavam
Assobiavam
Era lindo se se vê
O céu azul
O mar revolto
As garças a espreita tentando se alimentar
Vinha peixe
Vinha lixo
Vinha esperança
Indignação
A natureza precisa de respeito
É a fonte de renda
De uma nação
Nação de pescadores

Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.

Não deixarei de ser quem sou, de ser como eu sou para caber no molde de alguém...!!

O que é o suficiente?
Bem, eu tento ser o suficiente, mas acho que não consigo, meus 8 não são o suficiente para minha mãe, acho que eu ser simpática não é o suficiente para a sociedade, eu preciso ser perfeita. Preciso ser boa, mas não de mais, se não sou trouxa, mas também não de menos se não sou grossa, preciso ser magra, mas não de mais, senão estou doente, mas também não de menos, por que senão sou “gorda”, preciso ser madura o suficiente, senão ou, tenho muitos traumas, ou sou infantil, tenho que ser inteligente, mas não de mais, por que aí estou focando de mais nos estudos e esquecendo o restou mas também não de menos, por que sou burra, ou estou focando mais em outras coisas, preciso ser sociável, mas não de mais, se não sou sem noção, mas não de menos, se não sou tímida. Se não faço a coisas, que eles nem pediram, sou preguiçosa e se faço sou puxa saco.
Então o que é preciso para ser o suficiente para a sociedade? O que é preciso para estar dentro do padrão? Existe alguém que é TOTALMENTE dentro dos padrões que a sociedade espera? Se sim, essa pessoa é feliz consigo mesma? E se não, por que existe um padrão tão alto se ninguém o alcança?
Desde de que nascemos já temos que atingir as expectativas que esperam de nós. Quando somos bebês, toda vez que aprendemos algo novo, não podemos guardar em família e ficar feliz por isso? Eles querem que mostremos o que sabemos fazer. Aprendemos a falar “papai” e depois querem que repetimos mais 30 vezes para os outros saberem o que aprendemos. Isso é mesmo necessário?
Não podemos sair do padrão por que se não estamos errados, afinal, para que existe um padrão de aparência – loiro(a) e olhos azuis/ moreno e olhos azuis – se nós não podemos escolher com que aparência nascemos? Por que mudar quem você é, só por que o outro não gostou de você? Só por que apontam que você não deve ser assim? Por que todo mundo não pode só... conviver bem com nós mesmos?
Ainda nem cheguei da fala da cor da pele, né?! Por que o outro é considerado diferente, por alguns, só por que a pele é mais morena? Se o diferente está no outro, por que eu tenho que reclamar disso? A pessoa não escolheu ser mais morena, ou mais clara, então por que bater, xingar e desprezar essa pessoa? Só por que ela é diferente? Por isso ela não merece paz? Não merece conforto e amor? Não merece ser acolhida? Ser feliz?
Por que não podemos só acordar um dia e descobrir que não há padrões? Que não há racismo, que não há preconceito? Será que tudo não seria melhor?
Será que todos somos o suficiente, ou a palavra o suficiente não pode ser definida para a raça humana? Ou será que ela não tem um significado concreto, pode ser que seja relativa. Mas mesmo assim, não podemos só ser feliz com o que somos, e com o que o outro é?

Saudade de Você, Lua


Em uma noite de Lua cheia
Me pego pensando em você,
E que saudade eu sinto
Saudade de me perder nas palavras que você dizia,
De suas invasões em meu lar,
Saudades das tardes em que conversávamos sobre tudo e sobre nada.


Me pego olhando para lua e pensando em você,
Todos os meus pensamentos foram tomados por ti,
Minha cabeça e meu coração entram em confusão,
E tudo o que consigo me lembrar,
Tudo o que consigo pensar,
E tudo o que consigo dizer é que sinto sua falta,
Então volte,
Eu odeio dizer isso, mas eu estava errada,
Eu estava enganada,
Volte para casa, volte para mim.

Pensador


Estranho seria eu viver sempre com os pés no chão,
se existe uma constelação.

Eu me divertia tanto, não importava o que eu fizesse com meus amigos, que até perdia a noção do tempo. Eu queria sentir a mesma coisa mais uma vez antes de morrer.

Não se permita a apenas existir. Viva o seu proprio eu.


José Rafael de Brito

Eu aqui de novo neste quarto, com medo da tempestade lá fora.
Parece que o tempo não muda muita coisa.
Me lembrei… eu já estive aqui antes.
Como que eu faço pra sair?
Será que um dia eu vou sair daqui?