Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Eu queria que as pessoas olhassem para mim e me enxergassem, como as enxergo, como eu as olho. Vejo a alma das pessoas em seus olhares, sempre sei se são vazias, boas ou alimenta mais os seus demônios. Eu gosto de ouvir suas histórias, mas em todas as vezes quando começo a contar as minhas, elas fogem, como se eu não tivesse nenhuma importância. Acho que cansei de também ouvir a história delas, eu preciso também ser ouvida, mas nunca sou...
No meu caso, eu acho correto o Ceinteísmo (que é o nome da minha religião). Ela tem vertentes do pentecostalismo, pois acredito no batismo na água e no Espírito Santo. Seguindo essa lógica, não dependemos de instituições para realizar o batismo na água, mas sim de uma pessoa que seja selada — sendo que uma das evidências desse selo é a capacidade de falar em línguas. Além disso, o batismo no Espírito Santo não é feito por nenhuma pessoa ou instituição, mas sim somente por Deus, que habita em cada indivíduo. Assim, a pessoa tem a capacidade de ser batizada no Espírito Santo antes mesmo de se batizar na água; e, ao ser batizada no Espírito Santo, essa pessoa já tem a autoridade para batizar outras na água.
Agradeço a Deus por existir o ontem, E também o depois de ontem.
_E eu serei mais forte hoje.
E que eu siga em busca de algo melhor que anteontem...
E não perca o desejo de um amanha.
Mesmo sem querer.
o futuro obriga a dizer, mas é Triste ter que dizer:
"Eu teria feito tudo por você."
Tem dias que realmente eu tô feliz, mas lá no fundo tenho aquela sensação de como se estivesse em um pacote de biscoito...
Todo quebrado!
REFLEXO DA VIDA
O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.
O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.
Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.
Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.
Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.
Não sei de que lugar eu pertenço. Em que área eu me localizo, de onde venho ou quem sou. Vivo na incógnita da vida. Nos profundos e intensos mistérios que ela me reservou. Apenas me refaço a cada segundo e sobrevivo intensamente a cada momento. Rita Padoin
Eu me faço e me refaço até chegar no caroço. Renasço a partir daí, como se o mundo estivesse me levando em seus braços.
Que eu envelheça apenas exteriormente. Que minha idade interna continue viva e plena, para cultivar apenas o que a vida tem de melhor, o amor.
Se eu pudesse decidir, enterraria muitas coisas. Inclusive pessoas que de uma forma ou de outra acabam interferindo para que as coisas não aconteçam.
Talvez eu lamente, talvez não. Talvez eu vá embora, talvez não. Talvez eu more aqui, talvez não. Talvez eu sinta tua falta, talvez não. Talvez...
Eu me adapto em qualquer lugar, com qualquer pessoa e em qualquer momento. Sou adaptável como a água. Escorro, contorno, infiltro, desliso, tropeço e acabo sempre me encontrando com o meu destino.
Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.
É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
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