Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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"Eu ri como todo mundo do Espiritismo, mas o que eu considerava como o riso de Voltaire não era mais que o riso do idiota, muito mais comum que o primeiro."
Eugène Bonnemère.

ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.

O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.

Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.

Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.

O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.

Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”

Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.

Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.

Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.

Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.

E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.

Eu não queria escrever sobre ir embora.
Nunca foi isso.

Eu queria escrever sobre quem fica.
Sobre a mão que não solta.
Sobre o homem que escolhe permanecer
mesmo quando a vida aperta,
mesmo quando o desejo muda de lugar,
mesmo quando o silêncio começa a falar.

Passei a vida inteira tentando entender
por que algumas pessoas são escolhidas
e outras precisam aprender a sobreviver
com a sensação de terem sido deixadas para trás.

Talvez por isso eu goste tanto do ficar.

Porque eu sei o que é esperar.
Sei o que é ouvir pouco
e sentir demais.
Sei o que é procurar no olhar do outro
a confirmação de que ainda sou desejada,
ainda sou importante,
ainda fui escolhida.

Eu queria o profundo.

Não esse quase.
Não esse vem e vai.
Não essa presença que acende o corpo
e depois se esconde na rotina.

Eu queria ficar sem precisar pedir.
Ser lembrada sem precisar desaparecer.
Ser procurada sem precisar duvidar.

Mas me deram o raso.

E eu, que sempre fui tão boa em nadar sozinha,
às vezes ainda me pego perguntando:

me ensina a ficar?

Ou, pelo menos,
fica comigo mais um pouco.

Antes que eu transforme
mais uma vez
a saudade em lugar para morar.

⁠Permita que eu me conforme em ser sozinha, disse a Poeta.
sfj,pensamentos

⁠Deus e eu somos maioria.
sfj,reflexões

Eu acredito que têm razão, absoluta razão, aqueles que acham que uma plena compreensão da condição humana levaria o homem à loucura.


(Ernest Becker)

Neguinha

Eu conheci uma mulher mais velha que eu,
o nome dela é Neguinha,
o presente que Deus me deu.

Tem os olhos pretos,
lindos como a noite,
olhos fumegantes de amor.
E onde eu encontro meu amor,
isso ninguém tira de mim.

O amor que eu tenho por ti
é grande e verdadeiro.
Isso eu exponho
para o mundo inteiro.

Eu sou grato por tudo
que faz por mim.
Por isso, esse poema
eu quis trazer para mim.

Eu te amo com muito amor e reverência.
Fica comigo para sempre,
essa é minha esperança.

Ficar com você para a vida,
essa é minha escolha.
Você não faz ideia
de quem é você para mim,
meu anjo, minha escolha.

Sei que aconteceram várias coisas nesse tempo,
mas uma delas foi sempre
te ver aqui dentro.

Eu já errei,
já paguei com o amor,
mas hoje, nosso amor nos consertou.

Seu coração
é minha maior inspiração.

Me perdoa por tudo, Neguinha.
Seu Neguinho nunca quis seu mal.
Sempre quis você tão bem
e muito decidida.

Você, para mim,
é minha escolha preferida.

De coração aberto,
eu faço esse poema para agradecer.

A borboleta,
onde ela passa,
vira festa.

Eu te amo.

Eu gosto do mar e da brisa que bagunça meus cabelos...
Eu contemplo aquela imensidão de azul e ali mergulho feridas, emoções, desejos...
É como se o mar silenciosamente me escutasse e respondesse:
"Vai ficar tudo bem" 🌊⭐

Eu não tô mais esperando ela voltar. Eu tô esperando eu mesmo voltar pro meu corpo.

O algoritmo é o ex mais tóxico que eu já tive.

Hoje eu percebi que eu parei de cair. Não que eu esteja de pé, firme e forte, mas eu parei de despencar.

Hoje a cor que eu quero é o dourado dessa cerveja, que é a única coisa que brilha sem me cobrar um sorriso de volta.

Eu sou o único responsável por colorir o meu dia de novo. Ninguém vai vir com uma paleta de cores me resgatar.

Hoje eu preciso de uma bebida que não tenha história, que não tenha safra e que não me lembre de nenhum brinde que a gente deixou de fazer.

Eu continuo aqui, firme no balcão, batendo o cartão na minha própria dor.

Todo dia eu visto uma armadura que pesa mais que o meu próprio corpo.

Eu tô cansado de pagar o preço de manter essa farsa de ‘estou bem’.

O soco no estômago é saber que, enquanto eu vou passar o dia evitando as redes sociais pra não ver foto de casal feliz, ela provavelmente vai estar ganhando flores...

Hoje a gente bebe por essa liberdade que eu nunca pedi pra ter, mas que agora sou obrigado a carregar nas costas.