Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
“Eu não faço a menor ideia do que eu quero da minha vida. Não sei se quero cursar aquele curso que tô querendo cursar, não sei se vou ser boa naquilo, eu nunca me acho boa em nada, muito menos acho que alguém me ache boa em alguma coisa, aliás, eu nem sei se eu quero mesmo cursar alguma coisa. Eu não sei porque todos os dias eu tenho que acordar antes das 7 e ir pra escola, eu não presto atenção em nada mesmo, não tenho interesse em nada que tá dentro daquele lugar, por que eu tenho que ir? Eu não sei porque eu tô nesse mundo, não entendo qual é o propósito do ser humano, você já parou pra pensar nisso? No porque de você tá aqui, o que você tem que fazer e porque você tem que morrer, qual o sentido disso tudo? Faz 18 anos e eu não sei porque levanto da cama todos os dias, já levantei, tomei banho, botei maquiagem, vesti aquela roupa legal, vi aquelas pessoas que hoje não tão mais aqui, tirei a maquiagem, e deitei de novo. Acordei no outro dia e fiz a mesma coisa, pessoas novas, e saíram, e entraram. Por que as pessoas entram e saem da nossa vida também? Não entendo porque construímos histórias ao longo da vida pra sentirmos saudade ou raiva delas depois, não é mais fácil ter só uma? Não entendo também porque as pessoas são tão más, porque existe gente que gosta de ver a infelicidade dos outros. Ah, eu também não sei se sou feliz. O que é ser feliz? Às vezes me sinto bem quando tô com aquela pessoa que eu amo, que inclusive não sei se vai tá aqui amanhã. Isso é felicidade? Também não sei porque as coisas têm que ser tão confusas, por que as pessoas se desentendem? Eu não sei o que eu tô fazendo dos meus dias, não sei se eles tão completos, não sei o que falta, não sei o que eu deveria colocar, não sei também se não tá tudo certo e não precisa de nada. Não sei porque a gente tem que ficar triste também, tem coisa que dói tanto, né? Às vezes a gente pensa sobre o motivo de estarmos sofrendo e parece que se você contar pra alguém o que você tá sentindo e o porque, vão confundir você com um circo. Não entendo também porque as pessoas não entendem nada do que a gente fala e sente, se a gente tá falando que é isso, é porque é, tem gente que questiona tanto. Eu não sei o que os nossos pais pensam quando dizem que querem o melhor pra gente, isso não é meio óbvio? Eu não entendo menos ainda o porque deles não entenderem que quem sabe o que é melhor pra mim sou eu. Eu não sei também o que eu tô fazendo com aquela pessoa, eu devo amar, não é? Ultimamente até isso é difícil. Eu sinto falta de sol, de mar, de vento, de andar. Eu sinto falta de noite, estrelas, céu limpo, sorrisos. Eu sinto falta de frio, edredom, carinho, eu te amo no pé no ouvido. Eu sinto falta de nota boa naquela porcaria de escola também, e também não vejo a hora de me ver livre dela, pra cursar aquele curso que não sei se serve pra mim também. Mas voltando ao ponto: eu não faço a menor ideia do que eu quero da minha vida.”
Eu trago, saboreio do gosto amargo
Pois sei que tu nada me tragás
Contigo nada será tragado, trazido
Somente o trago gerador da fumaça perdida e solitária já me bastas
Não sei muito bem oque sinto agora,
Estar perto de você faz meu coração pular,
Porque eu não sei mas não é toda hora,
Que estar com você é amar!
Não sei se no fim vai dar tudo certo, mas independendo do que aconteça, eu estarei aqui, porque eu te amo com final feliz ou final triste.
Eu sei que você está ai agora pensando em como teria sido bonito. Teria se não fossem os erros e os tropeços. Teria se não fossem os desencontros, os distanciamentos e os constantes silêncios. Teria se não fosse você com essa sua mania de construir castelos de areia onde nada mais cresce e nem floresce, senão, sonhos rodeado de promessas.
Dói. Dói demais!
E eu não sei como fazer pra parar, pra não sentir, pra apagar tudo e seguir em frente. Os dias têm sido torturantes. As dores vêm corroendo as vontades, as forças, as esperanças; vêm apagando o brilho que fazia com que eu sentisse que tudo ia ficar bem, no fim. As horas são pesadas. Respiro um pouco nos intervalos. O corpo dói também. Tem pedido socorro. Não sei como intervir. Não sei a quem procurar. Já não há palavras que possam consolar; louvores que possam aliviar; orações que me façam sentir em conexão com qualquer expectativa de mudança. O problema não está em você. No que você pode ser bom, é; no que não, faz uso da prerrogativa de ser humano, falho e em crescimento. Tudo bem. "É humano". Então, não há porque insistir, persistir ou adiar. Não há porque achar que o outro é feito massa de modelar, que a gente vai afinando aqui, apertando ali, desfazendo, remodelando...
"O insatisfeito que se mude". Não é assim que dizem? Que seja! Cansei de arrumar a casa; cansei de trocar os móveis de lugar; cansei de tentar mudar você. Até tentei mudar a mim, mas não dá. Não dá pra deixar de crer no que eu sempre cri. Não dá pra deixar de ser quem eu sempre fui. Não quero me adaptar. Não quero me remodelar. Se é assim em mim, por que seria diferente em você? Não o julgo por não ser quem eu gostaria que fosse. Não posso escrever num papel e esperar que Deus me envie cópia fiel. Seria injusto, egoísta, pretensioso. Quem sou eu, que filha tão especial teria direito a tanto privilégio?!
Eu estou cansada. Desculpe. Eu estou realmente cansada.
Preciso de ar. Preciso me resgatar. Descobrir o que ainda há aqui e dar um jeito de reciclar o que for possível. Começar de novo. A dois: eu e eu mesma. Descobrir a que vim. Fazer alguma diferença. Ver o mundo mudar, sem que eu precise bagunçar por onde passar; sem que a dor se faça presente. Se sim, se não, tanto faz. Foi você quem me ensinou assim. E por mais que eu insista em dizer que esse é um jeito frio e indiferente de encarar as coisas, acabo me dando conta de que é a melhor forma de a gente se proteger, dos outros e de nós mesmos.
Eu não quero me alongar. Já foi! Já fiz. Já risquei. Apaguei. Rabisquei de novo. Deixei tinta e restos de sonhos no chão. Chorei demais. Já não há mais lágrimas disponíveis aqui.
Só há um pedacinho de alguma coisa que ainda não identifiquei, mas sinto que pode ser uma ponta de esperança. Só que está longe daqui. Eu tenho que buscar. Desculpe. Preciso ir... Adeus!
Amar pode curar
Amar pode consertar a sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que vai ficar mais fácil
Lembre-se disso com cada pedaço seu
E é a única coisa que levamos quando morremos
Eu sempre sei qual caminho devo seguir...
Deixo meu coração e minha mente na direção certa, para não preocupar-me com meus pés.
Apesar de tudo quanto digo e sei, não me iludo, eu sou mal. Este mal enraizado na minha natureza custou um preço alto. Um Cordeiro mudo e perfeito sendo sacrificado em favor de mim, e de todo aquele que é sinceramente burro pra assumir sabiamente que é mal.
Não sei porque estou aqui,
Não sei um que eu faço nem o que sinto,
Não sei a onde vou nem a onde devo estar
nem sei um que pensar,
fico vagando sozinho no meu pensamento distorcido,
ninguém pra me ajudar,
a solidão é meu lar,
mas vou deixar a vida me levar,
mesmo que ela me jogue na depressão.
Vou levando essa vida sem nada pra falar,
fico calado e deixo ela me humilhar,
minha vida não tem sentindo e nem rotar,
vou fazendo meu caminho do jeito que dar,
mas as vezes sinto um vazio,
porque não tenho amigos pra me ajudar, mesmo assim vou deixar ela me levar,
para o mais profundo mar.
Sinto que essa vida não tem sentido,
se eu não tiver um lugar pra ficar,
fico pelos cantos nesse mundo imundo,
a onde prevalecer é a dor,
sou só um entre muitos desiludido nesse mundo,
e as vezes fico a pensar,
se eu morresse alguém se lembrará de mim,
provavelmente não pois minha vida foi em vão.
Volta pra mim.
Sei que estas longe de mim hoje, e embora eu esteja com vontade de te abraçar, de te beijar ou até mesmo sentir seu perfume de pertinho, devo aceitar que estou sozinho no momento. Me encontro em dias nebulosos, e hoje compreendo a falta que você me faz. E nunca! Jamais! Na minha vida quis você tão perto de mim quanto hoje, para que eu pudesse abraçá-lá para nunca mais soltar.
Se eu sou guerreiro deixe eu honrar meu trono
Apesar de sangrar, sei que ainda posso, fazer mais por esse povo
De-me o escudo e voltarei
Dessa vez não irei sangrar
Dessa vez não pedirei socorro
Irei voltar com incontaveis corações
Corações que nunca mais irão bater de novo
Dentro do meu coração, nem eu mesmo sei...
Os tantos guardados, que ali depositei.
Formam-se teias, sem aranhas...
Esperanças sem cor...
Mas coloridas lembranças...
Do que foi o nosso amor.
Polaroides da memória
