Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Confesso que amo, converso e educo com mais filhos do mundo, do que eu poderia ter tido por mera e finita hereditariedade. Afinal a paternidade é sempre de quem ama em plenitude e não de quem em um momento compulsivo participou de forma biológica da fecundação. No verdadeiro amor da vida, não cabe o esquecimento ou o não querer saber.
Se algum dia, por um instante de devaneio eu me conceber, tal qual, como uma pétala esverdeada da pequena flor na vasta Grande Floresta colorida da vida, humildemente já me darei por satisfeito e em lagrimas sorrirei na janela, eu murmurarei bem baixinho, em pensamento. Valeu a pena.
Eu sempre gostei de estrelinhas que não tem pontas e de elefantes que tem orelhas enormes e não voam.
Como seria bom se eu permanece se hoje como ainda eu era ontem.Já sinto uma forte saudade de como eu era e do pouco menos que sabia e entendia. Muitas das vezes passar a saber à verdade torna nossa convivência e nosso comprometimento mais difícil. Como entendo hoje o significado exato e doce do amor, dos sonhos e do silêncio dos inocentes. O relógio não caminha no sentido anti-horário logo já será amanhã.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
O dia amanhece e eu percebo que está noite outra vez esqueci de dormir.Na verdade não foi sinceramente esquecimento pois o sono bateu a porta por vezes mas o pensamento ainda agitado da noite passada dando cambalhotas e piruetas dentro da minha cabeça não interrompeu o devido prazo de pensar e calar.Para que eu conseguisse, em paz, adormecer.
Colher o fruto la do alto da arvore, onde eu quase pensei que não alcançaria. E com ele nas mãos retiro a pele. Separo e dou o melhor pedaço da fruta madura para você, saborear. Alegro me com o doce da seiva do fruto e da flor que aviva seu olhar infantil de muitos sonhos frente ao mar.Ouvir baixinho seus suspiros. Orar e rogar aos anjinhos dos caminhos que sempre haja flores silvestres, passarinhos cantadores e borboletas de todas as cores por onde você nesta vida passar.Descobrir que o sentimento mais puro de querer bem vem por doação espontânea e não por qualquer tipo de troca, permuta ou reciprocidade. Afinal tudo acontece do seu próprio modo e no seu tempo e local particular. Amar.
Meus limites aparecem e florescem com cores fortes que não consigo ver, quando eu me ponho distraído por salvos enganos.
Minha mente acelerada antes que eu corrija minhas postagens come letras quando não come palavras inteiras mas quem tem alma de ver, entende.
Não contabilizo o bem que eu fiz mas continuo perplexo toda vez que deparo pelo desnecessário rancor diante de quem só lhe deu amor. Por revolta da vida, faz revanche em um monologo estupido e cruel da unica língua áspera que entende, a da dor.
Por minha mãe eu desde cedo sempre aprendi e acreditei muito mais na constitutiva generosidade do que na proposta autorialidade financeira. Talvez por isto não tenha escrito um só livro, mas permaneço a semear livres bons pensamentos, fluir energias curativas, criativas e transformadoras na reconstrução de caminhadas existenciais norteadas pela luz e a felicidade de viver em abundância por tudo e por todos os lugares que já passei e ainda vou.
Disse eu a Caroline, a vida é uma ilusão sem perversão. Sem generosidade não há amor, sem pastel de camarão não há paixão.
As vezes eu sinto muita pena de, eu ser eu pois me interessaria e enamorava fácil, fácil por mim mesmo.
O Obará, como meu odu um dia me disse que para eu ter devo guardar mais o silencio e viver com observação, preciso mais dar energias e guardar minhas palavras pois mesmo que Xangô e Oxossi guiem meu destino e minhas caminhadas, com as seis conchas abertas pela natureza e dez fechadas tem mais invejosos contra ao feito que aliados ao meu favor antes que tudo se realize.
Eu luto por que acredito que a sociedade civil cidadã deve ser co-participe da governança paralelamente com o poder publico em todas as esferas.
Uma data feliz, vinte e um de agosto. Uma data muito feliz muito mais que eu sempre quis. Obrigado Vida.
