Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Você diz que vai embora.
Eu digo “vai”, mas minha voz treme.
Você diz que me odeia.
E eu rio. Porque sei que no fundo você só não sabe mais amar.
Nem eu.
A gente se estraga melhor do que se ama.
Mas tem alguma coisa nesse caos que parece casa.
Alguma coisa doente, instável, mas familiar.
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua.
Ainda me aquece.
Mas só machuca.
Tu chegava como quem acende as luzes da sala e pergunta se eu quero ficar.
Mas a cada resposta minha, desligava uma lâmpada.
E eu, tateando no escuro, comecei a achar bonito tropeçar em você.
Pior: comecei a achar que amar era isso.
Tentar caber em alguém que já está cheio de si.
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo.
Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor.
E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
Eu sofro com um medo ridículo de te encontrar por acaso e o coração me entregar antes do olhar.
De você me tratar com a leveza de quem já esqueceu tudo — e eu ainda carregando cada detalhe como se fosse ontem.
De te ver feliz demais… e perceber que quem te fazia mal era eu.
Eu teria paz se não precisasse lembrar que fomos quase. Quase eternos, quase salvos, quase felizes.
Talvez eu parasse de tomar comprimidos se eles viessem com a garantia de que a saudade evapora, em vez de decantar no fundo da garganta.
Eu procuro teus gestos em outros corpos, porque cada movimento teu carregava um misto de doçura e ferocidade que eu nunca mais encontrei. Mas no final, só encontro esse vazio meticuloso, que não grita, não explode, apenas se instala — como uma doença silenciosa que vai ocupando cada espaço até não sobrar nada de bom pra sentir.
Eu sou civil, pipa avoada, contador de história e revolucionário.Nunca fui e nunca gostei dos iguais sou da família dos diferentes. CDF não preferi ficar no fundo da sala com os repetentes. Afinal nunca tive patrão, aprendi a tocar violão de ouvido, a cobra venenosa que me mordeu morreu ela, e quem ganha na briga de rua é o primeiro que dá o primeiro tapa,e sai correndo....por que rostinho que mamãe beijou vagabundo nenhum põe a mão.
Da mesma forma que dizem que à melhor vista do Rio de Janeiro só encontramos em Niterói.Eu digo que o melhor das nossas obras de arte, pinturas e esculturas, antiguidades e itens de colecionismos raros brasileiros encontramos sim nas principais coleções privadas no exterior.
Eu com mais de cinquenta anos de vida não aprendi a viver.As pessoas não querem opiniões sinceras, verdades e muito menos realidades com isto só é querido, popular e amado quem espalha grandes inverdades por onde transita à generosos convites. Ninguém na verdade quer fazer certo, por que não sabem ou por que não querem mesmo fazerem mas o importante é sempre achar interessante está inusitada forma errada de fazer.As pessoas cometem os mesmos erros seguidamente por vários anos e nos procuram como vítimas novamente mas nunca devemos re lembra las que está é a décima oitava vez que incorreu no mesmo erro....isto jamais....devemos aguar os olhos e exclamar : Quanta pena sinto de você. Eles não descobriram o quanto você é especial.Contudo isto confesso que tenho dificuldades para mudar mas venho tentando da minha melhor forma, sorrindo levemente sozinho, olhando para o outro lado e falando cada vez menos à respeito de tudo e principalmente de todos.Enfim sinto que tenho uma grande chance de ser ainda nos próximos anos, tolo, bobo e assim , mais feliz.
Entre eu e Caio Mourão, o papa da arte joalheira no país tivemos infindáveis embates e furtivas argumentações em plena " Calçada da Fama" em Ipanema no tempo que a Vinícius era a Montenegro. O cenário era sempre o conceito e re-conceito da arte joia no Brasil, distante das velhas escolas copistas de oficial de ourivesaria européia. Eu sempre defendendo meu ponto de vista da gema para o metal e o Caio, meu mestre e parceiro do metal para à gema, ambas estão certas.Mas em um ponto jamais divergirmos, que a maior fonte das inspirações criativas brasileira entre gemas e metais concentra se na nossa diversidade gemológica e biológica, dos minerais, da fauna e de nossa flora, exuberantes e dadivosas.
Se eu fosse um bom escritor, acho eu que escreveria mas como sou só um pequeno pensador vivo perguntando e respondendo em voz alta para mim mesmo sobre alguns passos e movimentos engraçados que fazem à vida.
Só vou acreditar na Teoria das Vidas Passadas no dia que eu conhecer um soldadinho raso do Grande Exército de Napoleão ou a coitada da faxineira da empregada da camareira da prima afastada da Princesa Cleópatra do Egito. Enquanto só tiverem celebridades vindo por aqui minha desconfiança é continuamente crescente.
Parafraseando uma boa frase do genial Millôr Fernandes, eu digo que a única imperfeição da natureza, é não fazer que toda a burrice, feda.
Diante de toda insensatez que nos provocam, as dores do coração e da paixão, uma verdade simples eu vos digo, quem nunca chorou por amor, que atire a primeira flor.
Existe o momento, onde o silencio me conforta e diz tudo que eu preciso. Muito mais que as mil palavras de atenção e persuasão. As imagens ficam mais cores e reflexos, não se percebe o que dramaticamente querem dizer.
