Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Não me vejo ao seu lado... após um tempo cá eu estou eu aqui ao seu lado, maravilhando-me com suas ideias, suas vantagens e privilégios. Ignorando o meu lado, vejo-me conciliado a teu lado, apenas a teu lado, sem me dar conta do que se passa no meu antigo. Um aterrador problema abalou-me, e via-me sendo coberto de terror, e enquanto me afundava, o meu antigo lado se dava como intacto, me perguntei então.
-O que se tinha no meu antigo lado, que fazia ser forte em tal gravidade? - A resposta era: não o que fazia, mas sim o que ela era. Não um lado, mas sim uma parte deu um todo, cujo esse todo, é você. Necessita-o dos dois para que haja singularidade.
Não sou convencido de que algo possa me entristecer,
Á não ser eu mesmo pelos meus próprios sentimentos,
Eu nem acredito em céu ou inferno.
Quando eu acreditar no fim do mundo,
quando eu acreditar em milagres,
quando eu acreditar na sorte,
quando eu acreditar em destino,
terei deixado de acreditar em MIM...
Empreste-me os versos pra eu poder dizer como.
O tempo é seu, sem prometer nada,
Com uma esperança cheia de ilusão.
Eu só quero um lugar pra eu poder sonhar,
Dizer que posso não querer viver sem você.
Não quero falar de flores nem de amores perdidos,
Nem das tardes de domingos que eu não sabia onde ir.
Passei alguns janeiros com vistas nos jornais e calendários,
Depois eu quis ganhar a loteria pra pagar todas as promessas e
Todas as prestações que venceram.
Não há nada tão bom que eu não possa melhorar,
já confundi e esqueci datas, troquei os nomes
mas não misturo colheres com faca,
nem mulheres com vaca.
Da janela eu a espero
É noite! Eu nem tenho sono
De manhã! sinto abandono
Meus olhos não os vêem,
Minha rua! Está sem graça.
Que rua encanta? Que perfume passa?
Os cabelos! Que vento esvoaça?
Que o vento te de asas pra voar e
Traga o encanto ainda mais linda pra me encantar.
Não é uma saudade pra dizer bem a verdade,
Mas é algo que talvez eu possa explicar,
Que talvez eu não consiga convencer.
Que saudade é essa que eu tenho,
Que não te vence que não te traz.
Eu nunca te abracei nem tua vós ouvi,
Que cheiro, nem cheiro eu senti.
A paixão é uma doença insensata,
A grande perda do contorno do Eu.
Uma mistura do Eu com aquilo que não é Meu.
Quando perde, perde o Eu, perde o Meu,
E tudo aquilo que não se suporta.
Vai entender.
Se eu disser que sou feliz, alguém acha que devo estar bem acompanhado.
Se eu disser que entendo, alguém pode achar que devo concordar.
Se eu disser que sou sabido, alguém acha que devo ser compreensivo.
Se eu disser que sou inteligente, alguém acha que devo ser rico.
Se eu achar que não sou nada, alguém vai achar que sou tudo.
Existem somente três tipos de pessoas no mundo:
EU, aquela que bebe comigo, e aquela que não me conhece. (A. VALIM).
