Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Já não me importa o tempo perdido, eu sinto uma ansiedade imensa de mergulhar no que ainda não vivi.
Eu tenho alegrias, amigos, coragem, medo, carinho, paz. Tenho quase tudo. Mas me falta voce ao meu lado.
E eu disse hoje pra minha mãe: Eu não quero ganhar nenhum presente no meu aniversário, pois você já me deu ele, que é seu amor de mãe.
"Ontem me disse que fez uma lista de como o seu amor por mim estragou a sua vida, e eu entendo, e facilitei pra você. Também fiz uma lista, de como amar você mudou a minha: Você estava ao meu lado quando eu precisava de um amigo; Você me fez rir; Me fez dançar; Me mostrou que encontraria o amor de novo, e eu entendo se você precisar de tempo pra se curar, pra viver a sua vida sem mim, eu entendo que possa ter que esperar, e eu vou, vou esperar, e quando estiver pronta pra mim, eu vou estar pronto pra você."
Só o que eu quero é ser o suficiente para você, mas nunca consigo.
Eu definitivamente sou pior em me expressar do que as outras pessoas. Mas, mesmo assim, a verdade é… A verdade é que eu sempre… Só queria alguém que realmente entendesse quão difícil e doloroso é… Querer gritar e chorar, mas não ser capaz de expressar isso.
Eu queria ficar na varanda com ele até o sol brilhar sobre nós dois. Mas não fiquei. Eu me levantei e desci as escadas. Prefiro correr atrás do sol a esperar que ele venha incidir sobre mim.
Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.
O ÚLTIMO
Sou sempre eu mesmo e se
sou diferente às vezes
é porque a necessidade me obriga.
Tudo na vida é relativo.
Eu vejo todo esse potencial desperdiçado. Que droga, uma geração inteira enchendo tanques de gasolina, servindo mesas, escravos com colarinho branco. A propaganda nos faz comprar carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar coisas que não precisamos. Somos uma geração sem peso na história, cara. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nem uma Grande Depressão. Nossa Guerra Mundial é a guerra espiritual… nossa Grande Depressão é nossas vidas. Todos nós fomos criados vendo televisão para acreditar que um dia seríamos milionários, e estrelas de cinema, e estrelas do rock. Mas nós não somos. E estamos aos poucos tomando consciência disso. E nós estamos muito, muito revoltados.
Nota: Um trecho do pensamento se trata de uma adaptação do pensamento de Robert Quillen.
