Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Você é a minha emergência
que faz com que eu queira
te amar sem nenhuma pressa,
com toda a melhor poesia
compilada, folga e a cada
dia tem me feito apaixonada.
Acho que eu vi um
Serelepe levado
na árvore de cabeça
virada para baixo,
É bem parecido
quando sinto que
o coração está apaixonado,
Você não imagina
que já é meu namorado.
No Centro de Rodeio
é onde eu moro,
e não próximo
do Ribeirão São Pedro;
Te conto um segredo
o Canário-da-terra
no Ribeirão São Pedro
cantou diferente.
Algo me disse que
para do amor
não ter mais medo,
e tenho certeza
que ali nos encontraremos
sem nenhum receio;
Porque com todo
o seu carinhoso jeito,
logo virá aqui em Rodeio.
Eu vi galinhas no telhado!
A Humanidade sabe o caminho
de volta para a Lua,
Só ainda não aprendeu a parar
de usar o nome de Cristo
para justificar guerras.
Eu juro que vi galinhas no telhado!
Um Tribunal de Direitos Humanos
confundir suicídio com cuidado,
Vejo defensores de Direitos Humanos
olhando para o próprio lado,
Não queria nada disso ter enxergado.
Eu vi galinhas no telhado!
Na terra que dizem ser Terra Santa
o corredor da morte foi legalizado!
Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
Buquês da Aldrago
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita
desde o dia que te vi
sem fantasia.
Tudo em poesia
diária foi convertida,
o dia que eu quiser
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.
Se este assunto
não for tocado,
por ninguém será
nem aventado,
o eu não nasceu
para ser domado.
(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para
ser academia nata).
Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.
O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.
Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.
Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.
Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.
Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.
Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.
Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.
Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.
A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.
Sua mansuetude desperta
meus demônios e meus anjos,
e eu dou milhares de asas
para sua imaginação e seu coração,
Meu esporte favorito é fazer
todo tipo de provocação
para testar seus limites masculinos,
para por em ferveção
e da cabeça aos pés
brindar-te com flutuação.
A liberdade de errar e de acertar que eu quero para mim, é a mesma que quero para você. Concordando ou não com o que você pensa. Porque eu aprendo mais com você do que ensino.
Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.
O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.
Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.
Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.
Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.
Ainda Vejo Você
Você dizia “eu te amo”, mas não embalava as palavras em nuvens negras.
Era sempre luz cintilante.
Era puro — até um tanto ingênuo.
Ali não era o ator falando, e sim o ser humano em sua mais pura essência.
Ali, eu era sua.
Agora, sentada na relva do meu jardim, eu te vejo.
E, com água nos olhos, você não me enxerga.
Vejo seu esforço, suas quedas, seu desespero e sua solidão.
Ontem, você disse “eu te amo”.
Eu sorri.
Hoje, o amor inexiste.
No entanto, ainda há amigos verdadeiros, amizades sólidas
e responsabilidades conduzidas com dedicação.
Lantana
Só de olhar uma Lantana
florescida fico inspirada
a ser nas tuas mãos a poesia,
Eu sei que você me tem
no coração com muita alegria.
Eu gosto de lembrar daquilo
que é bom e bonito,
Não me esqueço de lembrar
quando você dançou
Chico Sapateado comigo;
Você da minha
cabeça não tem saído,
e a minha poesia
está sempre contigo.
