Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Quando a vida me der um limão
Jurei não fazer limonada...
Que nada!
Muito tranquila,
nem pedirei tequila!
Sem dilema,
tentarei transformá-lo num doce azedo poema...
Quando a vida me der um limão...
Nada é eterno; nada dura para sempre. Não devemos pensar que, porque em alguns momentos as coisas boas se nos apresentam em abundância, um dia elas não irão nos fazer falta. Nesse dia, não quero estar em outra pele que não seja a minha, porque doei o que me era possível... E isso conforta? Não, não conforta; sei disso, porque o vazio permanece independente de qualquer plenitude...
Sobre os excessos que cometemos, podemos dizer que, a alma, esquecida da sabedoria que trouxe consigo deixou-se levar pelas coisas mundanas. Largou o discernimento jogado a um canto e saiu tentando compensar alguma falta que pensava ter... Daí os excessos!
As distâncias são medidas pela distância entre um coração e outro; é ele quem determina o longe e o perto.
Venha com as flores que vier...
Com as cores que tiver
Trabalhadas em detalhes
Consumados
Quero ser flor...
Ou serei fruto?
Sou amor quando é preciso
Sou queixume;
Sou ciúme...
Sou perfume,
em estado bruto
Sou cantiga...
Sou espiga ao nascer
No milharal,
Com cabelos coloridos
Vermelhos; roxos; lilases...
De cores tantas,
e lindas!
Que trazes,
porque enfim,
é primavera!
És bem-vinda!
As vezes é preciso matar muitas coisas dentro de mim e até a mim mesmo, para poder entender o que eu realmente preciso.
Voei, voei para me afastar... Andei,
fui à milhas daqui...
Eu me agarrei às asas dos meus pensamentos intrépidos,
aqueles que acompanham o vento na velocidade das rajadas,
ou da luz!
Busquei, busquei à milhas daqui,
o que somente aqui havia...
O que só daqui, queria!
É onde está a minha cruz,
Aquela, que carrego e com ela
peregrino pelos tempos, desde então!
Aquela, que me fere, às vezes, ombro e coração...
Mas é parte de mim, e, me importa carregá-la,
e entregá-la,
no lugar de onde a peguei;
Ao lugar para onde voltarei,
após, cumprida a missão...
Ao invés de humanizarmos os animais não humanos, poderíamos pensar em domesticar o ser humano. Talvez, assim, diminuísse a selvageria que nos faz algozes, às vezes de nós próprios...
O tempo - que poderia trazer a aquietação das coisas para enfim, poder repousar a alma no ir e vir vagaroso das horas - não passa...
Estamos sujeitos a recaídas constantes. Assim seguimos, redirecionamos nossos passos involuntariamente. Assim são nossas ações como em um jogo de trilhas. Avançando casas e retrocedendo, embora, nem sempre na mesma proporção. Ora um passo avante, ora muito lá atrás quase a zerar tudo. Somos feitos assim, de inconstância e fragilidade...
Precisamos observar e abaixar sempre o nosso facho. Nosso ego não deve jamais ser maior que o perímetro que ocupamos...
E os sonhos não vividos...
Aqueles, que ficaram num cantinho a esperar [?]
Uma noite, apenas, ou um dia...
Irrelevante o tempo!
Quando só momento importa.
Caminho eu, pesado agora.
Tamanha bagagem que arrasto...
Depois de você...
Caminho eu, pesado agora...
E meu sol não tem mais cor...
Embora, me queime a pele...
E me provoque o suor.
Não me basta para me aquecer a alma...
Não me basta, para acalmar
meus intrépidos pensamentos!
Suave é a noite, ouço alguém dizer...
Então, por que, aos sobressaltos,
Tenho pressa de chegar?
Tenho pressa de partir?
Tenho pressa de esquecer?
Tenho pressa de dormir?
Tenho pressa de acabar... [?]
[...] agora eu estou falando como gente com os dois pés no chão. Gente que não complica; gente que, embora saiba que existem caminhos e voltas que a vida dá, sabe também que existem atalhos, atalhos que estão ali, com a finalidade de se encurtar os caminhos que são longos e não raro íngremes e cheios de pedras. Se for esperar por essas voltas, pode ser que nem aconteçam, ou demorem muito, ou ainda; aconteçam em um momento que não é mais nosso. Agora estou falando como gente que vive também momentos de lucidez e sobriedade. Gente que sabe ouvir não, mas gente que gosta de ouvir sim, às vezes, pra variar.
Nunca superestime ninguém. Nem mesmo você. Evite se sentir a última bolacha do pacote, sob pena de descobrir que não passou de farelo que, jogado ao vento, não serve nem para alimentar os pássaros, pois, sequer sabe onde vai cair...
Renasci quando nascestes...
Incansável, por ti foi minha espera...
A cada dia em que o vazio me tomava,
eu te buscava!
Renasci quando nascestes...
Reconheci-te num rompante,
Num segundo
Num instante...
Descansei minha espera em ti
Como um andarilho,
já cansado do caminho...
Reconhece o lugar a descansar seu corpo,
Da áspera jornada,
da [in]certeza do amanhã...
Alma antiga... Velha alma!
Não acumulaste sabedoria -
haja vista os erros grosseiros que comete!
Acumulaste, apenas dores - nada etéreas
Da longa caminhada até aqui
A qual te propuseste.
Até a expurgação total de cada [...]
Que vai te devolver a ti
como nascestes...
Pura, como da fonte,
a cristalina água...
Leve como a pluma
da asa do teu anjo,
teu guia na caminhada...
Show é quando a ARTE imita a VIDA a ponto de não sabermos com certeza quando é VIDA e quando é ARTE.
