Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Somos coisas que operam sob a ilusão de ter um eu-próprio, essa acreção de experiência sensorial, e fomos programados para pensar que somos alguém quando, na verdade, todos são ninguém.
Coisas boas.
Acordar de bom humor, espreguiçar até doer.
Olhar do lado e escutar um eu te amo junto a um como foi bom ontem.
Um bom dia sorridente, um café da manha farto e gostoso.
Dia de sol, domingo e é manha.
Nada para fazer, apenas vontades que serão saciadas.
Uma volta em torno do lago, dedos entrelaçados.
Pequeninas pernas ainda frágeis acompanhando as pernas do papai.
Se reunir com amigos e família.
Família grande, intrigas e gargalhadas em torno da mesa.
Sobremesa da vovó, acompanhada do mesmo caso do vovô.
Despedidas sem lagrimas, apenas já com saudades e com um volte sempre no fim.
A casa logo ali, e o gramado verde esta deste lado da cerca.
Sol se despedindo, noite se apresentando, olhar no horizonte.
Afagos e carinhos mútuos, felicidade a mostra.
Nem parece que daqui a pouco os papeis do sol e lua se inverterão, e já será segunda-feira.
Cortinas fechadas, canção de ninar a cantarolar, berço a balançar.
Em fim sós!
Um bom vinho na taça, um petisco bem preparado, acompanhado de um filme com vários “eu te amo”.
Carpete aveludado com um pijama macio para combinar.
Encaixe perfeito entre os corpos, sincronismo até com palavras e sussurros.
Dormir com um leve cansaço e uma enorme paz.
Ombro como travesseiro, bons sonhos ao fim de tudo.
Tudo perfeito, somente o dia seguinte para atrapalhar.
Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus.
E eu sabia
E no fundo
Todas as coisas se confundem
Se perdem
E nada volta a ser
Como antes
Antes daquele dia chuvoso
Antes daquela vez
E nós sabíamos
Não poderia durar
Não poderia mesmo durar
E mesmo que tivéssemos lutado
Não desistido
No fundo mesmo
Todas as coisas se confundem
Como a verdade que preferimos
Guardar pra nós e mais.
Quando quero ser chata sou chata de propósito, faço um bico enorme para as coisas que eu não tolero.
Eu não faço coisas como fazer desejos. Isso faz com que você tenha expectativas mais altas. É muito mais fácil viver sem grandes expectativas.
(Cale Henituse)
Eu sou tão confusa que me perco em mim. Costumo sofrer demais por coisas pequenas e me surpreender quando deveria me descabelar e desesperar. Acho que fui feita ao contrário, o pedaço céu é inferno e vice-versa. Antes minha mania era de fechar todas as portas e janelas, não deixar que ninguém pulasse os muros e fizesse parte da minha vida, e hoje ? Hoje eu quero que venham correndo e entrem por onde puder, cansei de perder tempo me fechando em mim, sonhando só pra mim. Vem vida nova, vem vida boa!
E eu lá ligo pra boato... Tenho a consciência limpa, sem motivos algum pra me importar com coisas que eu sei que não fiz.
É, agora eu ando assim. Assisto programas que não me interessam, faço coisas que eu não quero, ouço músicas que eu não gosto e frequento lugares que não são meus. Vivo outra vida, interpreto outro papel, e ponho mais maquiagem , tentando mudar tudo que eu sou pra ver se muda também as coisas que eu sinto. Mas pouco importa o quanto eu tente. Uma hora o programa acaba, a música termina e mais cedo ou mais tarde eu volto pra casa. Então eu limpo a cara e volto a ser eu mesma, sem roteiro nem rímel nem blush.
Antes, eu preferia ver o outro bem do que ficar bem. Agora eu quero pensar nas coisas que realmente me fazem bem.
As vezes surpreendo-me fazendo coisas que eu mesma reprovo. É a velha natureza humana provando estar viva.""
Eu posso prometer duas coisas...
Uma é que
Nunca vou ser pior do que já sou...
e a segunda...
é que eu nunca desistirei de você.
Nunca.
Quando alguém me diz que se encontra lendo as coisas que eu escrevo, eu fico mais preocupado do que feliz. Eu sei o que eu sinto escrevendo, e me assusta a ideia de saber que alguém sente a mesma coisa.
Dizem que há coisas que não voltam mais
e eu acredito muito nisso!
O tempo nós apenas recordamos
pois, não mais o recuperaremos.
Já a palavra pronunciada, pode causar
destruição em questão de segundos.
como escreveu a poeta
(a palavra é pássaro, voou, não volta mais)
É preciso cuidar bem dela.
Por outro lado, a VIDA é única
e há nela coisas que muito podem ferir:
O orgulho que cega
A raiva que destrói os sentimentos mais puros.
A tristeza que infelicita a alma.
A bebida que destrói lares, e ceifa vidas.
A maldade que não tem limites em machucar...
Das coisas que me fazem viver
A fé, a esperança, o amor e a amizade.
Hoje vejo coisas que antes eram tão engraçadas quando era criança
Coisas que eu nunca achei que fariam mudanças
As folhas caindo em volta da árvore tao linda essa infância
Ainda consigo ver nos olhos de outros mais velhos aquela esperança que brota novamente
De ir caminhando no mercado ao lado com sua mae e no final pedir chocolate
De ir jogar bola no campo com seu pai e brigar com ele por um passe
Infelizmente não ira voltar
A memória que ninguém no mundo pode apagar
A história de cada um de nós, começa ali mesmo
No nascer do nosso primeiro olhar
Interessante como mudamos nossas opiniões sobre as pessoas e coisas. Se eu soubesse que na sua essência seria tão fraca, não teria dado tanta atenção como dei.
